E assim será...
E como nada é por acaso a vida seguirá no caminho que tiver que seguir como se nada e tudo tivessem acontecido.
Destino ou acaso seguirão seu rumo para se encontrar e se esbarrar e cair e tropeçar se erguer cair e vomitar e tudo terá seu próprio tempo sem que nada dure... para sempre
A vida tomará o caminho das ondas de ar como o espirito dos ventos determinou e tal como um juiz, decidiu por ela que esse seria o caminho. Não há um herói para ela e todos, absolutamente todos, são
vilões .
A vida seguirá porque não para de seguir, porque não para, porque continua, porque atropela e porque devora, assim como o tempo e nos digere - lenta ou rapidamente -, mas como o tempo é relativo, sobre isso não se pode dar um veredito ou fazer juízo de valor. Não se pode determinar nada, além da verdade, que doí, mas não a negamos quando a negamos, porque o desprezo pela veracidade é também seu desejo. O desejo pela verdade é o masoquismo inegável que alimentamos porque somos humanos e isso significa ser auto-torturadores. Menos para ele, que decidiu não se torturar, egoistamente escolhendo a tortura dela.
Não que se possa dizer que qualquer mágica metafisica tenha deixado de existir, porque as coisas ainda corroem como o ácido que faz escorrer o brilho e o renova, do meso modo que se pole uma panela: destruindo camadas de metal para deixá-lo mais bonito. Res-plan-de-cen-te.
Não que se possa ignorar o efeito psico-químico-fisco-biológico e suas consequências e por isso eles se mantem apart - para evitar que qualquer coisa impeça as decisões da natureza.
E tudo passa, pois assim corre o tempo. E se tudo passar tudo irá se decompor numa velocidade inacreditável para quando virmos em câmera acelerada no final da vida, mas por agora, vivendo, estamos desacelerando e prosseguido. Digerindo. Meticulosamente. E
desexistindo.
A lagrima escorre e se esvai um pouco da dor que, como a cabeça de uma hidra se multiplica e se expande até que não reste nada da menina dos olhos. Inteiramente consumida.
A água gelada . O vento. O ser humano em negação. = Sobrevivência. E o tempo. A trilha sonora será um violino chorando as lágrimas que se esgotaram porque ela esta desidratada e já não possuía uma marca sequer dele em seu corpo, mas se pergunta se alguma das suas ainda está nele e se qualquer outra as verá em breve e se elas desaparecerão a tempo de ele ter outra e se a outra se perguntará quem fez aquilo nele e pensará, que ele talvez pertença a outro alguém e se ele consegue não pensar nela. A menina dos olhos se pergunta se ele pensa; ela pensa.
E talvez não conseguisse parar de olhá-lo se se encontrasse em suas madrugadas ensolaradas quando ela acordava primeiro e contempla-o com todos os sentido do corpo humano. No seu próprio mundo.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::(o silêncio do luto; de quem procura palavras)::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Tudo vai seguir.
Acordaremos todos na manhã seguinte.
E o tempo vai con-su-mir.
O tempo vai se mostrar.
E as cicatrizes jamais serão esquecidas e os olhos ainda serão cruelmente honesto com a crueldade praticada pelos seres humanos que, na verdade, é apenas suas vidas, enquanto eles apenas
vivem.
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absorver
Eu te absorvia. A cada detalhe de cada movimento. Cada traço.
Eu te absorvia. Vigiei cada um dos seus movimentos e escolhas.
Eu te absorvia. Velei por ti até nas horas mais escuras.
Eu te absorvia. Estive invisível e silenciosamente ao teu lado.
Eu te absorvia. Fui o esteio imperceptível.
Eu te absorvia. Até você se e me transformar em mim.
Eu te absorvia. Até você se e me transformar em mim.
Eu te absorvia. Gra-da-ti-va-men-te se tornando outro você.
Eu te absorvia. Até eu te absorver.
Me desculpe
Meu querido,
Em breve, devolverei suas coisas.
Assim que lavá-las, todas.
São suas, não minhas, por tanto, não devo ficar com elas. Isso inclui o numero do seu celular, mas não posso prometer que o esquecerei - é difícil esquecer um numero que já foi discado tantas mil vezes.
Devolva, por favor, as minhas também. Sei que o que é meu com você não se compara ao que é seu comigo. Não deveria ter deixado nada seu ficar. O problema é que a cada coisa que se instalava por aqui eu me sentia mais sua e isso ia me dando um sentimento bom, gostoso, sabe, de me sentir em casa mesmo que a minha própria casa não fizesse eu em sentir assim.
Dai eu fui me acomodando e deixando estar, mas não se preocupe, eu vou devolvê-las. Não sou ladra, sou apenas solitária. Tenho que aceitar minha sina.
E por falar em aceitar, não vou mais impor que você mude. Seja do jeito que você acha que deve ser. Quem sou eu para dar conselhos aos outros? Quem sou eu para dizer que devemos sempre melhorar? Talvez quem quer que você seja, seja muito melhor do que eu jamais serei.
Eu não deveria depender de você nem te frustrar assim. Mas você sabe como é minha realidade, me desculpe por procurar alguém que você seguro para mim, um mastro para me agarra em meio a tempestade. Não foi justo fazer você disso, mas eu acho que eu nunca vou poder amar ninguém que não assuma esse papel para mim, porque quem deveria assumir não assume.
Não há porque continuar vivendo assim. Sendo triste. Não, não vou mais te importunar com as minhas idéias revolucionárias nem meu animo para fazer o mundo ser um lugar melhor. Acho que eu devo mesmo é fazer alguma faculdade que em ensine a me conformar com a realidade do jeito que ela é e parar de lutar contra o sistema. Talvez eu deva ser acomodada como a grande massa, talvez eu devesse ser cega. Talvez assim eu fosse mais feliz.
Mas chega de possibilidade, o que é certo já esta dito. Desculpe-me caso eu tenha te ofendido. Isso jamais acontecerá novamente.
Eu já te disse, me ligue se achar que deve. Se não, deixe como esta. Eu inevitavelmente vou saber se você seguiu em frente. E seguirei também.
Em breve, devolverei suas coisas.
São suas, não minhas, por tanto, não devo ficar com elas. Isso inclui o numero do seu celular, mas não posso prometer que o esquecerei - é difícil esquecer um numero que já foi discado tantas mil vezes.
Devolva, por favor, as minhas também. Sei que o que é meu com você não se compara ao que é seu comigo. Não deveria ter deixado nada seu ficar. O problema é que a cada coisa que se instalava por aqui eu me sentia mais sua e isso ia me dando um sentimento bom, gostoso, sabe, de me sentir em casa mesmo que a minha própria casa não fizesse eu em sentir assim.
Dai eu fui me acomodando e deixando estar, mas não se preocupe, eu vou devolvê-las. Não sou ladra, sou apenas solitária. Tenho que aceitar minha sina.
E por falar em aceitar, não vou mais impor que você mude. Seja do jeito que você acha que deve ser. Quem sou eu para dar conselhos aos outros? Quem sou eu para dizer que devemos sempre melhorar? Talvez quem quer que você seja, seja muito melhor do que eu jamais serei.
Eu não deveria depender de você nem te frustrar assim. Mas você sabe como é minha realidade, me desculpe por procurar alguém que você seguro para mim, um mastro para me agarra em meio a tempestade. Não foi justo fazer você disso, mas eu acho que eu nunca vou poder amar ninguém que não assuma esse papel para mim, porque quem deveria assumir não assume.
Não há porque continuar vivendo assim. Sendo triste. Não, não vou mais te importunar com as minhas idéias revolucionárias nem meu animo para fazer o mundo ser um lugar melhor. Acho que eu devo mesmo é fazer alguma faculdade que em ensine a me conformar com a realidade do jeito que ela é e parar de lutar contra o sistema. Talvez eu deva ser acomodada como a grande massa, talvez eu devesse ser cega. Talvez assim eu fosse mais feliz.
Mas chega de possibilidade, o que é certo já esta dito. Desculpe-me caso eu tenha te ofendido. Isso jamais acontecerá novamente.
Eu já te disse, me ligue se achar que deve. Se não, deixe como esta. Eu inevitavelmente vou saber se você seguiu em frente. E seguirei também.
Dores em vermelho
(...) riu sozinha. Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.
- Caio Fernando Abreu, O dia em que Júpiter encontrou Saturno
A visão dela estava toldada de vermelho. Havia vermelho em tudo: nas paredes, no chão, nas lâminas, no coração. Escorria de seus pulsos lentamente, levando-lhe a vida. E ador em seu peito.
Ah, dores. Ela as sentia por todo o corpo de modo entorpecedor - era tudo que sentia, quando sentia.
Estava
sentada no canto do box, o corpo molhado e os olhos borrados de preto. A
água escaldante caia sobre suas pernas encolhidas junto ao corpo,
deixando os membros vermelhos. Fumava vagarosamente um cigarro, soprando
longas baforadas no ar quente e vaporizado do banheiro.
Deu um trago ao rir sosinha e soprou a fumaça no ar sentindo-se miserável, acabada.
Só queria dormir; dormir para sempre.
Mas
nem sempre foi assim. Costumava ser inocente, sonhar com contos de
fadas. Despertava todas as manhãs porque acreditava. Agora, sangrava
porque sonhava em morrer cedo, sonhava em estancar seu sofrimento.
Mas
se fosse para entregar-se para a morte, que fosse nos braços dele. Que
seu lindo rosto fosse a ultima coisa que visse e sua linda e grossa voz a
ultima coisa que ouvisse. Estaria conformada e em paz ao partir, se
assim fosse. Abandoria a vida e aquele mundo de sofrimento de bom grado,
pois de qualquer modo, já não possuia gosto pela vida nem vontade de
lutar pela felicidades. Não quando quem ela mais amava dizia que não
mais a queria.
Quem saberia?
Ao som de Who Knew, Pink
Eles eram jovens demais para saber que, no final, todos os sonhos que tinham não iriam os levar a lugar algum. E que todas as promessas poderiam ser quebradas, assim como as regras. Mas quem se importaria?!
Eles eram jovens demais para imaginar que se o mundo os levou a se encontrarem, também poderia levá-los a se separarem. Mas se alguém te dissesse que tudo acabaria um dia, mesmo assim, você deixaria de aproveitar aquela pessoa que está do seu lado?
Eles evitaram fazer planos e prometeram não dizer, para sempre, nunca ou jamais, só para não provocar o destino. E de vez em quando, percebiam que sonhavam com o futuro, e secretamente, desejavam que fosse para sempre, que nada nunca pudesse separá-los e que não mudasse jamais. Porque era inevitável.
Uma sensação de vazio tomava a ambos. Ela dizia um adeus sufocado e exausto, porque estava farta de lutar por ele. E ele a via partir, sem saber o que fazer, com algo se afundando em seu peito; não queria perdê-la.
Seria sempre a melhor e mais doce de todas as lembranças, forjada do amargor da dor. Mas ela tinha que ir. Mas não significava que ele não devia lutar por ela. Tinham medo de que fosse tarde demais para salvarem o amor que sentiam, tinham medo de terem errado demais para serem perdoados.
Eram sempre dois caminhos. Eles sempre estavam sempre entre a escolha de partir ou ficar. E ficar parecia certo, mas as vezes doia como o inferno. E partir era uma decisão tomada com a secreta conciência de que aquele caminho, por mais esforçada que fossem suas tentativas de fazê-lo bem sucedido, era impossível.
Porque quando estavam juntos era como deveria ser. Completo. Feliz. Sereno. Era o que era.
Eles teriam dito que todos estavam errados, teriam dito que tudo daria certo. Mas estavam errados.
Se há um ano me dissessem que nós não ficaríamos juntos, mesmo assim eu teria escolhido ficar com você. Eu teria escolhido toda a dor e todas as lágrimas, os momentos de desespero e sufocamento, escolheria até o odio. Eu escolheria ter todas as coisas ruins, só para ter as boas.
Para ouvi-lo dizer que seria meu alicerce, que eu sou uma icognita e um anjo caído. Por te beijar na chuva e dizer meu primeiro eu te amo. Por rir histericamente de cada uma das suas piadas bobas. Por te beijar como se nunca me satisfizesse de você. Por saber que você me amou tanto quanto eu te amei. E por ser verdadeiramente feliz pela primeira vez na vida.
Se me dissessem que tudo ia acabar, eu teria escolhido você.
Mas quem saberia?
Supernova
Ao som de Space Bound, Eminem
O carro parou no estacionamento de uma lanchonete beira de estrada, que era margeada por quartos de hotéis de uma noite.
Ela tirou a chave da ignição, jogou na bolsa de
qualquer jeito e saiu do carro. Ele a seguiu silenciosamente, a alguns passos
de distância, observando-a dar passos largos com suas pernas musculosas no
jeans colado. Ajeitou o casaco preto de capuz e entrou no recinto junto com
ela.
O ambiente era de tons escuros, possuía uma mesa de
sinuca, uma bancada que dava para um bar a frente da cozinha gordurenta e uma
fileira de mesas junto à parede. Ela havia se sentado numa dessas mesas,
tamborilava as unhas pretas na madeira enquanto olhava a bolsa carteira preta.
As ondas de seu cabelo escondiam o decote da blusa cinza.
Ele fitou-a um momento. E depois olhou para o banco
vazio na bancada. Olhou para ela e para o banco novamente. Quis esmurrar alguém
quando se viu andando até a mesa dela e sentando-se a sua frente.
Houve um som e então ela tirou o celular da bolsa.
Sorriu devassamente para tela e digitou algo. Guardou o celular na bolsa sem
fechar o zíper e levantou-se para ir ao banheiro.
Ele ficou mais do que incomodado, ficou irritado.
Observou-a caminhar até a porta, hipnotizado pelos seus quadris e pela arma
presa ao cinto do jeans azul. E então pegou o celular assim que a porta se
fechou. Vasculhou-o, conferiu mensagens, ligações, ouviu um barulho da porta se
abrindo apenas porque o jukebox trocava a música e guardou o aparelho.
Manteve-se com a expressão impassível até que ela se sentou a sua frente.
Sua mente trabalhava tentando compreender o que
vira, seria aquilo o sinal que ele
pedira?
Ela abriu a bolsa e retirou um cantil prata de seu
interior. Deu um gole. Ofereceu-lhe o cantil com um gesto. Ele o pegou e deu um
longo gole, franzindo o cenho e fechando os olhos ao sentir o gosto forte do álcool. Com o cantil nas mãos, olhou para ela, que o observava com seus olhos azuis como o céu da manhã, delineados
de preto. Ela avaliou-o lentamente, demorando-se em seu rosto: a pele alva
brilhava doentiamente sombria nas luzes fluorescentes, os punhos cerrados sobre
a mesa, músculos tensos nos braços, o peito subia e descia devido a sua
respiração desritmada, suas narinas infladas como as de um animal caçador,
maxilar travado, o cabelo preto e liso bagunçado, sobrancelhas franzidas e os
olhos de uma íris quase tão negra quanto as pupilas ardiam de ódio. E de amor.
Continua...
Supernova
Parte I - Passado
Ao som de Space Bound, Eminem
Ele andava sem rumo por uma estrada que parecia
infinita. O ar frio da madrugada gelava até seus ossos enquanto ele seguia
obstinadamente em frente, numa tentativa desesperada de desprender seus
pensamentos dos demônios que tanto tentava deixar para trás.
Mas era só passado ─ ele estava seguindo em frente.
Ouviu um rugido de motor antes de sentir os faróis às
suas costas. Não olhou para trás, queria permanecer impassível. O veículo ─ era
uma velharia azul ─ diminuiu a velocidade ao lado dele, as janelas abaixadas
revelavam a bela motorista inclinada sobre o banco do passageiro.
─ Quer uma carona? ─ ofereceu.
Ele continuou andando, mas sentiu-se tentado a
aceitar. Queria ir, mas não devia. Não era certo, não era prudente, não era são
e, principalmente, não era seguro
─ Vamos ─ ela insistiu sedutoramente ─ Te levo onde
estiver indo.
─ Não estou indo a um lugar específico ─ respondeu
friamente.
─ Então não fará mal algum você vir comigo, certo?
Ele não queria ceder. Mas estava realmente muito
frio.
E ela era linda.
Entrou no carro repreendendo-se em silêncio. Que merda estava fazendo? Respirou
fundo, tinha que manter o controle.
Tentou focar a atenção na estrada, mas era difícil não olhar para ela: tão
envolvida pela música que dava gosto de vê-la cantando baixinho.
O polegar direito batendo no volante ao ritmo da música, o cotovelo esquerdo apoiado na porta com os dedos entrelaçados ao cabelo, segurando mechas castanhas avermelhadas. Vista assim, parecia uma menina doce e
romântica.
Visto assim, ele parecia admirar uma divindade.
Ele respirou fundo e apoiou a cabeça no vidro, ao
perceber como agia. Queria ser forte. Controlado. Olhou para o céu noturno e
estrelado em busca de algum sinal, qualquer que fosse. Envolvido pela voz dela,
desejou que de algum modo tudo aquilo fizesse algum sentido, desejou saber em
que deveria acreditar.
Ele era assim: cheio de dúvidas. Era na verdade, uma
criança de cinco anos agindo como se fosse adulta por que tinha medo do mundo,
tinha medo de crescer, medo de se decepcionar, medo de sentir, medo de... medo
de tudo e de todos. Uma criança desconfiada. Tentava controlar o mundo para que
ninguém fosse capaz de machucá-lo. Erguia muros ─ fortaleza seria um termo mais
adequado ─ para manter-se seguro.
E veja onde estava agora.
Continua....
12 de junho 2012
- Essa é a turma 1001? - Uma funcionária do colégio perguntou, ao abrir a porta do auditório
Ela sequer olhava para o projetor durante a aula de sociologia no quinto tempo, estava distráida demais lendo um de seus romances preferidos. Gostava tanto disso: ler suas histórias, viver aquelas palavras, sentir o que o personagem sentia...
- Tem uma encomenda para a Thaiane Lima na potaria - aquilo a tirou dos devaneios. Oh meu deus, não creio que ele fez isso. Mas pelo tom alto da risada de sua amiga, sabia que ele tinha feito. Por que por outro motivo ela estaria gargalhando?! E é claro, ela tinha um dedo naquilo.
Levantou-se e foi até a portaria do colégio, sentindo a face arder. Sorriu docemente ao ver o buque de rosas vermelhas acompanhado de uma sacola esperando por ela, quase com vontade de chorar de tão feliz que estava. Sim, ele fizera - como sempre fazia em qualquer data importante - dera-lhe um presente maravilhoso que a fazia simplesmente perder a fala.
Ela ouviu o enorme alvoroço de sua turma silenciar quando ela entrou carregando o buque envolto em papeu crepom roxo com uma fita e uma laço lilás e o chocolate. E depois várias exclamações de que fofo!, meu namorado não faz isso!, ai que inveja!, mas não ouviu realmente nada do que diziam. Dentro dela, havia um milhão de lembranças vindo a tona junto com sentimentos ternos e carinhosos.
- Olha, tem uma metade de coração! - uma de suas amigas, não a que ria, comentou, mostrando a ela que havia um chaveiro de metade de coração com uma rosa roxa, do qual ele possuia a outra metade.
Ela realmente não sabia onde se esconder, ficara tão encabulada com tudo aquilo, seu rosto ainda ardia vermelho, mas mesmo assim, sentia-se feliz ao ponto de explodir porque embora realmente ficasse sem jeito, adorava a dedicação dele e seu romantismo.
No fundo de si, sabia que a maioria das garotas de sua turma morreria para estar no seu lugar, mas ela nunca fora do tipo que se exibia. Na verdade, ela era exibida pela amiga da gargalhada, contando a todos como o namorado de Thaiane era completamente, incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonado por ela. O que só a deixava mais vermelha ainda.
Nesses momentos, ela quase sentia como se vivesse um dos romances que lia, como se fosse a protagonista de uma história de amor épica e flutuava em seu mundo vendo as horas passar absorta demais para se importar com qualquer coisa que não fosse sua feliciade.
Rodrigo Xavier esperava a namorada com um sorriso ofuscante em seus lábios. Adorava saber que ela estaria totalmente sem jeito durante toda a aula. Adorava saber que ela o chamaria de maluco. E quando a viu, só pode pensar no quanto ela era bonita e no quão feliz se sentia por fazê-la feliz.
Ele sempre fora dados a gestos romanticos grandiosos para demostrar seu sentimentos, já os fizera várias vezes. Pora pétalas de flores no quarto dela, dera-lhe doces, pelúcias, mimava-a como pais mimam crianças pequena. Ela era sua doce menina fria e daria o mundo a ela se pudesse e faria tudo que fosse nescessário para vê-la feliz.
Beijou-a tomado por um impulso. E cantou para ela as duas músicas que tinha escrevido por causa dela e para ela, só para vê-la mais sem jeito do que a estava e poder ver seu sorriso suave não sair de seu lábios em momento algum.
E algum dia - no fundo de si ele sabia mais do que acreditava - que casariam, que morariam numa casa com filhos correndo de um lado para o outro e ela seria sempre a mulher mais feliz do mundo se dependesse dele. Ele a via em seu futuro e isso bastava para ele. Bastava que eles ficassem junto, que ela fosse feliz. E ele também seria, então.
______________________________________
Meu presente para dois dos meus melhores amigos: Thaiane Lima e Rodrigo Xavier. Isso aconteceu hoje com ela e esses dois merecem os parabéns por nunca deixar que nenhuma briguinha os separasse. Eles estão juntos a 4 anos e são uma prova de que o amor existe assim como os finais felizes, até mesmo para aqueles que não acreditam.
Da amiga que gargalha, mete o dedo e sempre estará presente para ajudar os dois sempre, até nos planos do mau do dia dos namorados,
Julia Berbet
A ultima noite
Os dias passavam e continuariam passando por eles. Viviam suas vidinhas do melhor modo possível, mas aquele sentimento ficava e a cada dia mais se enraizava no peito deles.
Tentavam seguir em frente. Ele se entregava a outras mulheres, bebia e fazia qualquer coisa que o distraísse daquela sensação de estar fazendo tudo errado. Ela ria de piadas que não via a mínima graça e retribuía o flerte de todos aqueles garotos, tudo para não deixar a saudade tomá-la.
Os amigos dele diziam que ela era uma vadia, que não prestava e não gostava dele. Os amigos dela diziam que ele não lhe dava o devido valor, que ele era um canalha e não gostava dela. E eles escutavam, mas a opinião dos outros nunca lhes importou.
E negavam que havia algum sentimento, que havia qualquer ínfima chance de voltarem a ficar juntos. Tinha acabado e isso era tudo que importava!
E diziam isso porque eles mesmos queriam acreditar nas mentiras que contavam.
Porque toda noite, quando o brilho e a festa se desfaziam a volta deles, deitavam-se e a consciência da verdade os invadia. Ele queria abraçar o corpo dela na cama, ela queria que ele a envolvesse protetoramente; ele queria ouvir a risada dela, ela queria que ele a fizesse rir.
Na ultima noite o telefone pesou mais do que nunca, a vontade de ligar cada vez maior.
E quantas vezes eles não quiseram ligar e dizer alguma coisa - qualquer coisa! Ou só ouvir a voz do outro lado da linha. Quantas vezes eles não começaram a discar sem jamais apertar o botão "ligar". E quantas vezes fingiram que aquele momento de indecisão não existiu, viraram para o lado e dormiram ignorando a vontade de fazer algo, de dizer algo, doendo-lhes a fundo.
E assim os dias passavam e continuariam passando, até que aquele sexo falsamente casual que faziam fosse perturbador demais, até que as coisas subentendidas fossem insuficientes e eles finalmente confessassem as palavras presas na garganta, até que nem todo o orgulho do mundo fosse suficiente para impedi-los.
Colisão
Algo aconteceu aquele dia. Algo que qualquer pessoa sensata acreditava ser impossível.
Talvez tenha sido a ação de alguma força divina, mágica. Seleção natural. Talvez o mundo quisesse reafirmar o poder que exercia sobre a vida dos humanos e logo, escolheu os perfeitos protagonistas para lembrar-nos que não se pode lutar contra o destino; ele sempre vence. Talvez algo tenha se chocado no céu, duas nebulosas em supernova colidindo.
Porque foi isso que aconteceu na terra: duas estrelas colidiram.
Existem muitas teorias, muitas possibilidades, muitas especulações que poderiam ser feitas a respeito do que aconteceu naquela noite. Mas a verdade é que não importa o que aconteceu, importa é que aconteceu. E o que quer que tenha sido mudou suas vidas completamente e para sempre.
O mundo dá muitas voltas. O certo pode se tornar errado e o errado, certo. Pessoas se decepcionam com quem mais confiam. Esperanças morrem e ressurgem. Confianças são perdidas e reconquistadas. Corações são partidos. Regras são quebradas. Princípios são desafiados.
Mas as coisas sempre são o que são. E o que é para ser, sempre é.
O impossível acontece.
Combustão
Estas alegrias violentas, têm fins violentos.
Falecendo no triunfo, como fogo e polvora
Que num beijo se consomem
- William Shakespeare
Como é se apaixonar?
Eu ouvi dizer que é quando uma força te impeli a alguém; quando você está fascinado, encantado. Quando mesmo sabendo dos riscos e consequências, tudo que você quer é que o alguém te pertença.
A paixão é sobre aquelas faíscas que explodem na negritude do céu quando o fogo crepitante mancha a noite de cores quentes. O fogo brilha, suas formas imprevisíveis e rebeldes erguem-se para mostrar seu poder e desafiar qualquer um a tentar apagá-lo.
Pelo que provei do fogo, sei que ele é violento e que age como um amante conquistador tão perfeitamente manipulador que é impossível resistir a ele. O fogo te chama para o calor de seus braços hipnoticamente, mas é perigoso e o apaixonado não deve se entregar.
O apaixonado é a pólvora.
Mesmo sendo prudente se afastar, é impossível não se entregar porque isso é tudo que ser quer. Ambos explodem em combustão queimando voraz e deliciosamente. Mas o fogo não dura, ele cessa em seu melhor momento, deixando os tolos amantes brutal e cuidadosamente machucados. E em vez de aprender a lição, o desejo inflama teimosamente e deseja-e mais fogo e dor.
E nunca para, pois você irá a se queimar por vezes e voltará sempre para os braços do mesmo amante impetuoso, para sentir-se arder do mesmo fogo - ele se fortaleceu e a essa altura, é indestrutível e durará eternamente. Não se pode apagar o fogo soterrando-o em gelo; ele arderá esperançoso, ainda que fátuo, aguardando o dia de consumir o amante novamente. E esse dia chegará.
O problema do fogo é que ele vicia.
____________________
Para Karina Aguiar, por me motivar a voltar a postar. Você é uma graça, garota dos livros! Obrigada.
Estrelas e Morangos,

Eles deslizavam as mãos por seu corpo, sedentos de sua carne macia. À luz da lua, sua pele alva parecia brilhar de um modo triste - como se ela fosse uma estrela perdendo o brilho, como se sua escêcia estivesse se apagando. Ela estava morrendo.
Agarrava-se com unhas e dentes ao pouco de vida que ainda lhe restava, mas suas tentativas de se manter firme eram inúteis - não fracas, pois ela tentava com afinco - mas mal sucedidas.
Não era para eles que ela queria se entregar, não era aquele gosto que ela queria sentir, não era ali que ela queria estar.
A garota sem coração e toda orgulhosa de si, por não ter arrependimentos, se apaixonou e se arrependeu. Odiava tanto aquele gosto, que vez em quando se pegava cuspindo no chão, enojada e enjoada de si. Que tipo de ser humano era, meu Deus? Que tipo de pessoa baixa faria alguma coisa dessas com a forma mais pura de amor de todas? Era nesses momentos que olhava para si mesma e mal podia acreditar no que tinha se trasnformado. Há seis meses, ela era uma menina confusa, louca, mas que controlava a sua própria vida e a sua loucura. Hoje, ainda era confusa, muito mais louca e... meu Deus, apaixonada, como isso foi acontecer?
Eram todos intrusos em seu corpo e estava fraca demais para se defender, mesmo odiando tudo aquilo. Como uma tola, discou o número desejando ouvir a voz da sua graça salvadora, mas ninguém atendeu. Ela se recusava a voltar lá. Recusava-se a perder o pouco que tinha. Por que estava tão perdida?
Ela era só uma estrela de coração partido, fedendo a podridão dos seus arrependimentos e com o alito infecto dos morangos mofados de Caio Fernando Abreu.
4.000 anos

De play e espere a música começar para ler. Franklin, Paramore.
Nós erramos, nós caímos, nós desistimos. Então é esse o final da história, é assim que acabam as pessoas mais felizes do mundo? Sem nada?
Não esqueça se doí, não importa quem lute contra você, lembre-se de quem um dia já lutou com você. Nós éramos muito mais do que amigos - amizade é uma palavra muito fraca para descrever aquele tipo de amor.Então me diga uma coisa e eu juro que eu nunca mais pertubo nenhum de vocês, ok? Se vocês conseguirem me olhar nos olhos, ou me falarem por onde for - comentem a resposta! - que aquela não foi a época mais feliz da sua vida, que você não se sentia indestrutível, que você teve tudo, mesmo tento tão pouco, que você não se sentia dono do mundo, que você não sorria apenas pela beleza da vida, por ter ao seu lado as pessoas mais incríveis do mundo, que você não era Invencível, eu não digo mais nada e sinto vergonha por você. Mas eu duvido que você consiguirá me dizer que não foi feliz naqueles dias e que não queria vive-los de novo e parar naquele tempo.
Porque eu sei que você sente tanta falta quanto eu de quem costumava ser. E eu sei também que nós mudamos, que aquele verão nos mudou. Mas eu também sei que nós podemos lutar contra tudo isso.
Eu sei que o nosso problema é que nós deixamos de acreditar. Mas se você acreditou um dia, por que não pode acreditar de novo? Porque não pode acreditar que nossa amizdae será como o vidro, que demorará 4.000 anos para se decompor? Eu não quero que meus amigos se tornem estranhos, eu quero que ele sme deem a mãoe lutem comigo e expulsem os intrusos e quem quer que tente destruir essa magia que existe em nós, porque, meu amor, existe magia em cada um de nós. Então, meu amor, me dá a mão? Mesmo você de quem eu nunca fui muito chegada - mas que de algum modo interifiriu na minha vida naquela época - me dá a mão? Luta comigo? De a mão para outro d enós e faça-o dar a mão para o proximo?
Não pare de acreditar, está bem? Você confia em mim? Porque eu acredito. Houve um tempo em que nada era impossível par
a nós, porque nós acreditávamos. Eu acho que eestá na hora desse tempo voltar, vocêão acha? Vamos escurtar as distancias e passsar a diante aquilo que aprendemose vamos mudar o mundo, fazer aquilo que nascemos para fazer. Vamos vencer?
Porque nós temos que voltar para o nosso lar, para os braços daquele que nós amamos. Nossos pecados serão perdoados, se nós acreditarmos. Então vamos coltar ao lugar ao qual pertencemos?
Você vem comigo? Você luta junto comigo? Você acredita?
Eu sei que o nosso problema é que nós deixamos de acreditar. Mas se você acreditou um dia, por que não pode acreditar de novo? Porque não pode acreditar que nossa amizdae será como o vidro, que demorará 4.000 anos para se decompor? Eu não quero que meus amigos se tornem estranhos, eu quero que ele sme deem a mãoe lutem comigo e expulsem os intrusos e quem quer que tente destruir essa magia que existe em nós, porque, meu amor, existe magia em cada um de nós. Então, meu amor, me dá a mão? Mesmo você de quem eu nunca fui muito chegada - mas que de algum modo interifiriu na minha vida naquela época - me dá a mão? Luta comigo? De a mão para outro d enós e faça-o dar a mão para o proximo?
Não pare de acreditar, está bem? Você confia em mim? Porque eu acredito. Houve um tempo em que nada era impossível par
a nós, porque nós acreditávamos. Eu acho que eestá na hora desse tempo voltar, vocêão acha? Vamos escurtar as distancias e passsar a diante aquilo que aprendemose vamos mudar o mundo, fazer aquilo que nascemos para fazer. Vamos vencer?Porque nós temos que voltar para o nosso lar, para os braços daquele que nós amamos. Nossos pecados serão perdoados, se nós acreditarmos. Então vamos coltar ao lugar ao qual pertencemos?
Você vem comigo? Você luta junto comigo? Você acredita?
I'll be there
O verbo “amar” em persa tem o mesmo significado que “ser amigo”. “Eu te amo” traduzido literalmente é “te considero um amigo” e “eu não gosto de você” simplesmente quer dizer “não te considero um amigo" - Susha GuppyQuando um amigo precisa, você corre, briga, passa por cima de coisas que não deveria, encara a morte, foge dela, mas dá um jeito e chega a tempo de impedir a queda. Mas quando você não chega a tempo, dá a volta, refaz o caminho, tudo de novo e simplismente da um jeito, e de repende está lá, você apara aqueda.
Quando ele chora, você faz suas as lágrimas dele e as seca. Quando sangra, você sangra junto com ele e o ensina a conter o sangramento, e o deixa escorrer na hora certa e também se cura junto dele, ou permanesce eternamente ferido. Você o abraça, o apeta junto ao peito e perde o sono para curar sua dor. Você dá apoio nas decisões e argumentos nas dúvidas, colo e carinho na carência, paciência para o consolo e conforto para o inconsolável. Arruma um jeito de consolar o que parece impossível, acredita quando o outro está fraco, da Esperança quando tudo parece vazio e sem sentido. Vaite salvar quando não houver salvação, segurar sua mão com a dor física e gritar com você a raiva.
Talvez a distancia aumente e o tempo diminua. Mas "a amiazade é um amor que nunca morre".
As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre.
- Deng Ming-Dao
- Deng Ming-Dao
Era uma vez

O Destino é o inevitável que vem até nós hoje, amanhã ou depois, sem que tênhamos conciência de sua presença. Ele transforma nossos sentimentos, cura feridas ou as abre novamente. Ele nos salva e nos desgraça. Nosso Senhor é uma criança de cinco anos correndo conta com nossa frágeis vidas nas mãos.
Eu sempre achei que a morte fosse uma ladra. Um espectadora oniciente, que nos espreita esperando o momento de saquar nossas almas. As vezes elas levam almas que que julgamos merecer mais tempo nesse mundo, para desfrutar da vida que lhes foi dada.
Eles são amigos muito íntimos - a Senhora Morte e o Senhor Destino. E eles riem de nossas fracas tentativas de vencê-los. Mas não há como, nunca haverá. Eles sempre vencerão.
Embora o Dentino seja imaturo demais para saber o que faz, a Morte sabe. Ela inevitávelmente se erguerá sobre nós e tentará ser gentil. Ao contrário do que todos pensam e de seu absurdo roubo, ela será boa em sua perspectiva.
Porque a morte é serena, tranquila - fácil. A vida é muito mais difícil.
Ela poupará a alminha em seus braços das dores do mundo. O problema é que ela não entende que essas alminhas que ela poupa, prefeririam as dores, as lágrimas, os sofrimentos, se soubessem se haveria um mas na vida delas. Se soubessem que em um determinado momento, tudo valeria à pena.Algumas alminhas sabem. Outras não - "os suididas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar sua dor" e tudo de que precisam é "uma pequena virgula para que eles continuem a escrever sua história".
Uma frase:
Tentando encontrar cor num munco preto e branco
O grande problema desta Senhora é o que ela deixa para os outros lidarem. A morte é uma cirurgia para quem morre e uma recuperação para quem fica. Somos obrigados a lidar com a dor da perda, com a saudade, com as lágrimas vazando de nossos olhos.Um fato:
A morte é egoísta.
Mas quem quer que seja a alminha em seus braços, é certo que ela encontro paz. E os que foram deixados, eles tentam viver pela alminha que teve a sua vida roubada. E por mais que doa, eles cuidaram de não esquecer o som de sua voz, o brilho de seus olhos, a sensação de seu toque e o modo como sorria. Das palavras ditas e dos momentos vivídos. Dos sentimentos trocados.A morte é egoísta.
E estarão presos a outra Senhora - a Eternidade - na qual, se recuperarão para sempre do trauma do roubo.
Até que elas mesmas sejam roubadas. E encontrem paz.
Umas ultimas palavras:
Apenas os bons morrem cedo
_____________
_____________
Para Thayna Proêza, em memória de Aurélio César Panisollo.
Por
Julia
às
13:04
magic of the moon

Ela tinha o costume de observar o céu para descobrir o que o futuro traria para sua vida e tanto amava quanto odiava a sensação de que algo que ela desconhecia estava prestes a acontecer. A sua vida, um livro aberto a sua frente, cheio da mais bela história e mais um milhão de páginas em branco para serem preenchidas.
Ela suspira "Histórias, nossas histórias. Dias de luta, dias de glória".
"Keep your feet on the ground,
when you head is in the clouds"
when you head is in the clouds"
Esperava algum tipo de magia vinda da Lua, que brilhava como prata sólida no céu estrelado acima dela. Queria que alguém roubasse a Lua para ela e queria ter por perto que a roubaria se ela pedisse. Queria poder rever as cenas como uma espectadora no cinema, ver a história se desenrolar e descobrir que o desfecho terminava em um final feliz.
Quase vivia de passado, era nostalgica até o final de suas fíbras - não, ela tornou-se nostalgica até o final das fíbras. Fez uma prece silenciosa a Lua, pedindo um pouco de magia para sua vida, para que tudo desse certo enfim.
sua prata ficar líquida, talvez as lágrimas da filha a tenham
dado uma dor demasiada e compaixão.
Uma estrela caiu do céu.
Algo se agitou dentro da menina, mas ela não queria se precipitar. Afinal, já vira muitas estrelas cairem, embora algumas tenham passado por sua vida, nenhuma delas era a sua estrela. Fez o que sempre fazia, manteve os pés nós enquanto a cabeça estava nas nuvens, na modesta Esperança e no profundo desejo de que áquela fosse a sua estrela.
Atlas

Ela vive em uma linha tênue, entre a felicidade e a tristeza, perdida entre os sonhos e a realidade, tentando ser forte o suficiente, para que, mesmo sem Esperança, sobreviva.
Brilha, oh estrela guia, do mesmo modo de sempre e rouba a cena sem fazer esforço, sendo quem é - uma Rainha. No entanto, ninguém diz que ela é Atlas, condenada a tortura de sustentar o peso dos céus. Sorrindo hipocritamente, fingindo não enxergar e não ter problemas, enquanto tenta consertar tudo, quem diria?
Ela só está esperando ter um ínfimo de força, para em vez de fugir, finalmente perseguir seus demônios. Mas sem esperança - sua força - ela jamais poderá lutar e ela está sosinha num lugar tão lotado quanto vazio, cheio do nada incompleto e um milhão de lembranças felizes que só a cortam.
Dizem que quando se têm tudo, não há mais nada que se possa querer. É mentira, pois há sim, uma única coisa que se possa querer: o para sempre. Ela teve tudo e pode muito bem dizer, a horrível sensação de perder.
Ela foi a pessoa mais feliz do mundo e hoje é só uma garota solitária, tentando achar o caminho de volta para casa. Tudo que ela quer, é estar em casa.
Desejos, wishs, desidere, désirs..
Ao som de Airplanes, B.o.B. feat. Hayley Williams.Eu podia arrumar um meio de voltar àqueles dias simples, porque hoje em dia as coisas são confusas demais para que eu possa entender. Tudo ficou uma bagunça e as coisas ficaram turvas, então eu me pergunto o que aconteceu com todo o brilho, o glamour, a festa e a alegria estampada nos nossos rostos.
Acho que tudo se perdeu no meio do tempo, ou melhor, na falta de tempo e no joguinho escroto que a vida fez conosco. E por mais que nós esperemos e rezemos, tenhamos toda a Esperança do mudno, as coisas não mudam, não voltam, não melhoram...
Então tudo se desenrola, o mundo da voltas e ganhamos outra chance, mas não é exatamente uma chance, se não temos o que queriamos para ser completos, nossos planos fracassam e nós só temos um único desejo que jamais será atendido.
"Qual seria seu pedido se pudesse fazer só um?". Eu pediria eles, eu pediria ter tudo como era antes, nós pediríamos uns aos outros.
Eu vou arrumar um jeito de fazer tudo dar certo, antes que tudo se acabe. Eu vou fazer um milhão de pedidos, de desejos, até que o que eu quero se realize, eu vou correr atrás do que nós foi tirado e luto até contra o destino se preciso. Eu só não aceito perdê-los.
Alguém me leve de volta aos dias, ao tempo em que não precisávamos fazer força para sobreviver e simplesmente abraçavamos uns aos outros, não porque a saudade doia, mas pelo prazer de ter a presença deles todo dia.
Muito antes de o tempo ser curto e a tristeza e o medo virem em ondas que nós quase não pudemos suportar e os dias ruins começarem, não por causa de pesadelos, de sonhos, mas sim pela realidade e pela falta das pessoas naqueles corredores lotados.
Acho que tudo perdeu a relevancia, e se eu pudesse fazer um pedido, eu voltaria àqueles dias e eu faria alguns desejos aos aviões, se me faltassem estrelas.
this is my happy ending

- Você acedita em finais felizes? - Aro a encarou sério, esperando sua resposta para continuar com as palavras que a tempo demais estavam presas na garganta.
Chovia uma garoa fina e persintente. De baixo do guarda chuva preto, ela o fitou.
- Eu não acredito em finais, porque as melhores histórias, nunca acabam realmente - Luna respondeu, encostando a cabeça no ombro do melhor amigo, como era de seu costume.
- Mas, se fosse para ter um fim, como você gostaria que ele fosse?
- Melhor do que isso, impossível. Finalmente os invencíveis estão juntos novamente, nossa amizade está mais forte do que nunca. O que mais eu poderia pedir?
- Tem certeza que não lhe falta mais nada? Uma coisa que você quer, mas não admite querer porque tem medo que eu não sinta o mesmo? - Ele a encarou dubiamente.
- Não - Ela mentiu, ele percebeu. Ele entendia, tantas vezes a deixou por culpa da maré que os jogava contra as pedras, que ela sempre mentiu para poder fazê-lo se sentir melhor.
- Você não precisa fazer isso, não mais. Eu percebi que não adianta nada eu jogar tudo para o alto e partir seu coração, se eu vou sempre voltar para você. Não importa o que aconteça, ambos sabemos que vamos ficar juntos. Você não precisa mentir, porque eu não vou mentir e vou dizer, como nunca disse, que eu te amo Luna e que sempre vou amar.
Ela se jogou nos braços do melhor amigo, as lágrimas saltando dos olhos, caindo em cachoeira, de modo que ela não foi capaz de controlar. O guarda-chuva girava no chão, solitário, enquanto ela estava tão perfeitamente bem.
- "Mas se tu me cativas, nós teremos nescessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Ele a beijou, doce e gentil, como sempre. Tratando-a como a boneca de porcelana, que por dentro de toda a camada de força e poder, ela era.
Luna imaginou aquela cena tantas e tantas vezes, que parecia meio estranho ver se realizando. Saber que agora que estava tudo certo, era realmente o fim. Bom, pelo menos parte do fim - essa história seria repassadas milhões de vezes por milhões de pessoas que presenciaram e leram a história da menina que teve tudo.
Era quase inacreditável, porque depois de tantas indas e vindas, eles finalmente ficaram juntos. Para sempre.
diz que é mentira
Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2010.
Paramore,
O que é ser um fã?
Houve um tempo em que eu pensei que seria gastar milhões em coisas sobre e do meu ídolo, ir a todos os shows, gritar, berrar, chorar e enlouquecer ao vê-los, mas conforme fui amadurecendo e aprendedo , fui percebendo que ser fã não tem a ver com o seu nível de desespero pelo ídolo nem o quanto você o idolatra e beija seus pés. Ser fã é mais do que isso.
Tem a ver com a sensação que você tem quando pensa e vê seu idolo - os mais puros fãs são aqueles que encotram paz e inspiração. E sobre como sua música nos influencia e nos muda, nos torna pessoas melhores e mais fortes.
Como quero ser escritora, busco inspiração na música, que eu acredito ser a poesia ritmada, da vida e foi justamente na música que me encontrei - não em uma música qualquer - , nas músicas do Paramore. Elas possuem uma magia que me prende a elas e cada letra possui uma variação de lição de vida que muda de acordo com a nossa interpretção. Com um ritmo atraente e viciante, é o encaixe perfeito.
Eu conheço e acompanho o Paramore des de a primeira vez que os ouvi, em 2007. Sei que são só três, dos seis ano da banda, mas mesmo assim, sei que o importante é o amor que eu sinto por vocês, pois de algum modo, você são capazes de tornar o inferno suportável e até feliz. Eu já passei por uma cota suficientemente grande de coisas na vida, para dizer que as vezes, ficamos tão sem consolo que nem os que mais amamos são capazes de cuidar de nós, mas que quando o meu mundo todo despenca, só há uma coisa capaz de me manter firme, viva: o Paramore. A unidade que Hayley, Jeremy, Taylor, Josh e Zac formam - aliais, formavam. Uma vez, ouvi numa entrevista de vocês, que a banda quase acabou em 2008 e eu achei que essa seria a mior decepção da minha vida, mas como vocês, achei que o Brand New Eyes fosse capaz de curar essas feridas e hoje tenho minha maior decepção, pois me anganei.
Quando soube da notícia, meu mundo despencou, mas só que dessa vez, não havia nada que me segurasse e fosse capaz de me manter, pois tudo que sobrou foram as músicas e o medo, de não existirem novas perolas mágicas como estas. Eu quero que o Josh e o Zac sigam felizes suas vidas, mas sinto que isso não seja junto com o Taylor, Jeremy e Hayley, porque se houve algo no mundo que mais se aproximasse da perfeição, foi esta formação da banda.
Tenho que dizer que tanto eu, quanto todos os fãs do Paramore estão desapontados e decepicionados com isso tudo, todo esse pandemonio, e que todos eles rezam muito, pedindo que seja mentira, que seja só um pesadelo estúpido para que quando a gente acorde e olhe no site, veja a foto dos cinco sorrindo e sorria junto, só pelo fato de vocês exsitirem. Acho que os Farro podiam ter aguentado um pouco mais e tantado um pouco mais, poderiam ter se pronunciado e não feito como fizeram, não darem uma notícia e nem uma despedida.
Acho que o que mais nos desaponta, é o fato de saírem antes da turnê da America do Sul, porque os fãs brasileiros, como eu, esperam a tanto tempo por vocês que já não sabem o que esperar dessa turnê, se não lagimas e desconcolo. Quero ter o melhor de todos os shows aqui no Rio de Janeiro. Espero que o resto da banda não se altere e nem mude de uma forma negativa com isso e muito menos que o Paramore acabe, porque aí sim, seria o fim do mundo. Me pergunto quem serão os próximos integrantes e se eles serão bons o suficiente para ocupar o lugar dos irmãos.
Eu como fã, me sinto vazia, como se tivesse caído do céu e só queria que vocês ficassem junto, porque é tudo que preciso. Mesmo assim, se J&Z querem ir, então eles devem ir, mas não prometo não chorar, porque minha infelicidade é tamanha, que seria pedir demais de mim. Sei que o Paramore me ensinou muito sobre as mais incríveis coisas e me conquistou para sempre. Faria qualquer coisa para conhecer vocês: Hayley, Jeremy e Taylor. Vocês não sabem o quanto significam para mim! E nem o quanto sou uma pessoa melhor, por culpa de vocês - os cinco na verdade.
Eu não serei a mesma, meu coração não será o mesmo, porque já faz muito tempo que ele bate por vocês, com esse meu amor incondicional e absoluto por cinco pessoas que só conheço por fotos e por letras de músicas, mas que tem a mais bela voz, a mais bela história e fazem parte de algo tão maior para mim, que eu jamais deixarei morrer.
Num mundo onde muita gente é feita de ganancia, modismo, mentiras, farsa, dinheiro e estuídes hipócrita e fútil, eu encontrei vocês, a melhor banda do mundo. Vocês me fizeram acreditar que contos d efadas, até podem ser possíveis. Muito obrigada por existirem, por escreverem as melhores músicas, por serem pessoas incríveis e principalmente obrigada por mudraem a minha vida,
Paramore,
O que é ser um fã? Houve um tempo em que eu pensei que seria gastar milhões em coisas sobre e do meu ídolo, ir a todos os shows, gritar, berrar, chorar e enlouquecer ao vê-los, mas conforme fui amadurecendo e aprendedo , fui percebendo que ser fã não tem a ver com o seu nível de desespero pelo ídolo nem o quanto você o idolatra e beija seus pés. Ser fã é mais do que isso.
Tem a ver com a sensação que você tem quando pensa e vê seu idolo - os mais puros fãs são aqueles que encotram paz e inspiração. E sobre como sua música nos influencia e nos muda, nos torna pessoas melhores e mais fortes.
Como quero ser escritora, busco inspiração na música, que eu acredito ser a poesia ritmada, da vida e foi justamente na música que me encontrei - não em uma música qualquer - , nas músicas do Paramore. Elas possuem uma magia que me prende a elas e cada letra possui uma variação de lição de vida que muda de acordo com a nossa interpretção. Com um ritmo atraente e viciante, é o encaixe perfeito.
Eu conheço e acompanho o Paramore des de a primeira vez que os ouvi, em 2007. Sei que são só três, dos seis ano da banda, mas mesmo assim, sei que o importante é o amor que eu sinto por vocês, pois de algum modo, você são capazes de tornar o inferno suportável e até feliz. Eu já passei por uma cota suficientemente grande de coisas na vida, para dizer que as vezes, ficamos tão sem consolo que nem os que mais amamos são capazes de cuidar de nós, mas que quando o meu mundo todo despenca, só há uma coisa capaz de me manter firme, viva: o Paramore. A unidade que Hayley, Jeremy, Taylor, Josh e Zac formam - aliais, formavam. Uma vez, ouvi numa entrevista de vocês, que a banda quase acabou em 2008 e eu achei que essa seria a mior decepção da minha vida, mas como vocês, achei que o Brand New Eyes fosse capaz de curar essas feridas e hoje tenho minha maior decepção, pois me anganei.
Quando soube da notícia, meu mundo despencou, mas só que dessa vez, não havia nada que me segurasse e fosse capaz de me manter, pois tudo que sobrou foram as músicas e o medo, de não existirem novas perolas mágicas como estas. Eu quero que o Josh e o Zac sigam felizes suas vidas, mas sinto que isso não seja junto com o Taylor, Jeremy e Hayley, porque se houve algo no mundo que mais se aproximasse da perfeição, foi esta formação da banda.
Tenho que dizer que tanto eu, quanto todos os fãs do Paramore estão desapontados e decepicionados com isso tudo, todo esse pandemonio, e que todos eles rezam muito, pedindo que seja mentira, que seja só um pesadelo estúpido para que quando a gente acorde e olhe no site, veja a foto dos cinco sorrindo e sorria junto, só pelo fato de vocês exsitirem. Acho que os Farro podiam ter aguentado um pouco mais e tantado um pouco mais, poderiam ter se pronunciado e não feito como fizeram, não darem uma notícia e nem uma despedida.
Acho que o que mais nos desaponta, é o fato de saírem antes da turnê da America do Sul, porque os fãs brasileiros, como eu, esperam a tanto tempo por vocês que já não sabem o que esperar dessa turnê, se não lagimas e desconcolo. Quero ter o melhor de todos os shows aqui no Rio de Janeiro. Espero que o resto da banda não se altere e nem mude de uma forma negativa com isso e muito menos que o Paramore acabe, porque aí sim, seria o fim do mundo. Me pergunto quem serão os próximos integrantes e se eles serão bons o suficiente para ocupar o lugar dos irmãos.
Eu como fã, me sinto vazia, como se tivesse caído do céu e só queria que vocês ficassem junto, porque é tudo que preciso. Mesmo assim, se J&Z querem ir, então eles devem ir, mas não prometo não chorar, porque minha infelicidade é tamanha, que seria pedir demais de mim. Sei que o Paramore me ensinou muito sobre as mais incríveis coisas e me conquistou para sempre. Faria qualquer coisa para conhecer vocês: Hayley, Jeremy e Taylor. Vocês não sabem o quanto significam para mim! E nem o quanto sou uma pessoa melhor, por culpa de vocês - os cinco na verdade.
Eu não serei a mesma, meu coração não será o mesmo, porque já faz muito tempo que ele bate por vocês, com esse meu amor incondicional e absoluto por cinco pessoas que só conheço por fotos e por letras de músicas, mas que tem a mais bela voz, a mais bela história e fazem parte de algo tão maior para mim, que eu jamais deixarei morrer.
Num mundo onde muita gente é feita de ganancia, modismo, mentiras, farsa, dinheiro e estuídes hipócrita e fútil, eu encontrei vocês, a melhor banda do mundo. Vocês me fizeram acreditar que contos d efadas, até podem ser possíveis. Muito obrigada por existirem, por escreverem as melhores músicas, por serem pessoas incríveis e principalmente obrigada por mudraem a minha vida,
Julia Berbet
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