E assim será...
E como nada é por acaso a vida seguirá no caminho que tiver que seguir como se nada e tudo tivessem acontecido.
Destino ou acaso seguirão seu rumo para se encontrar e se esbarrar e cair e tropeçar se erguer cair e vomitar e tudo terá seu próprio tempo sem que nada dure... para sempre
A vida tomará o caminho das ondas de ar como o espirito dos ventos determinou e tal como um juiz, decidiu por ela que esse seria o caminho. Não há um herói para ela e todos, absolutamente todos, são
vilões .
A vida seguirá porque não para de seguir, porque não para, porque continua, porque atropela e porque devora, assim como o tempo e nos digere - lenta ou rapidamente -, mas como o tempo é relativo, sobre isso não se pode dar um veredito ou fazer juízo de valor. Não se pode determinar nada, além da verdade, que doí, mas não a negamos quando a negamos, porque o desprezo pela veracidade é também seu desejo. O desejo pela verdade é o masoquismo inegável que alimentamos porque somos humanos e isso significa ser auto-torturadores. Menos para ele, que decidiu não se torturar, egoistamente escolhendo a tortura dela.
Não que se possa dizer que qualquer mágica metafisica tenha deixado de existir, porque as coisas ainda corroem como o ácido que faz escorrer o brilho e o renova, do meso modo que se pole uma panela: destruindo camadas de metal para deixá-lo mais bonito. Res-plan-de-cen-te.
Não que se possa ignorar o efeito psico-químico-fisco-biológico e suas consequências e por isso eles se mantem apart - para evitar que qualquer coisa impeça as decisões da natureza.
E tudo passa, pois assim corre o tempo. E se tudo passar tudo irá se decompor numa velocidade inacreditável para quando virmos em câmera acelerada no final da vida, mas por agora, vivendo, estamos desacelerando e prosseguido. Digerindo. Meticulosamente. E
desexistindo.
A lagrima escorre e se esvai um pouco da dor que, como a cabeça de uma hidra se multiplica e se expande até que não reste nada da menina dos olhos. Inteiramente consumida.
A água gelada . O vento. O ser humano em negação. = Sobrevivência. E o tempo. A trilha sonora será um violino chorando as lágrimas que se esgotaram porque ela esta desidratada e já não possuía uma marca sequer dele em seu corpo, mas se pergunta se alguma das suas ainda está nele e se qualquer outra as verá em breve e se elas desaparecerão a tempo de ele ter outra e se a outra se perguntará quem fez aquilo nele e pensará, que ele talvez pertença a outro alguém e se ele consegue não pensar nela. A menina dos olhos se pergunta se ele pensa; ela pensa.
E talvez não conseguisse parar de olhá-lo se se encontrasse em suas madrugadas ensolaradas quando ela acordava primeiro e contempla-o com todos os sentido do corpo humano. No seu próprio mundo.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::(o silêncio do luto; de quem procura palavras)::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Tudo vai seguir.
Acordaremos todos na manhã seguinte.
E o tempo vai con-su-mir.
O tempo vai se mostrar.
E as cicatrizes jamais serão esquecidas e os olhos ainda serão cruelmente honesto com a crueldade praticada pelos seres humanos que, na verdade, é apenas suas vidas, enquanto eles apenas
vivem.
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youngblood
Eu preciso de uma mudança.
Que seja algo físico como um novo corte de cabelo ou uma nova cor do mesmo. Que seja algo metafísico como uma nova crença ou um transformação de filosofia ou ideologia ou qualquer coisa relativo as minhas ideias.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso de um banho de água gelada para lavar o suor e um banho de água quente para aquecer minha alma fria. Me sinto esvaziada a cada segundo. Me sinto vazando. Sinto meu corpo dormente. Não sinto nada.
Eu quero desesperadoramente sentir. Quero ser ferida. Quero ser sentida. Quero amar, odiar e ser traída.
Eu quero a vida. Quero os canais Veneza e as boates escuras e clandestinas de Bristol, as drogas e a prostituição de Amsterdã, quero a vida despreocupada e fútil das adolescentes americanas com seus carros luxuosos, quero os trabalhos e a fome africana, quero as burcas Asiáticas e as orações e templos Hindus, quero o frio cortante da Rússia e toda a vodka que puder me esquentar, quero as águas quentes do caribe e o sol queimando minha pele com a brisa que refresca e engana, quero os animais exóticos de todos os cantos e as comidas que consideram grotescas, quero o socialismo alfabetizado de Cuba e ser ferida por um dos 1 milhão de soldados do exercito chines. Quero amar vários corpos e ser amada por eles. Meninos, meninas, meninos-meninas e a natureza.
Aventuras.
O mundo que eu posso descobrir. Quero voar por ele com o pó da Sininho. Eu não preciso de asas, nem de companhia. Só preciso de liberdade. Preciso não crescer.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso me apaixonar perdidamente e doar cada uma das minhas células a essa pessoa. Preciso de um romance de tirar o fôlego. Preciso de um romance de tirar a razão. Preciso de um romance autodestrutivo.
A dor é tão bem vinda quanto o carinho.
Então me bata, porque eu só quero sentir algo e parar de fingir que tudo nunca aconteceu.
Eu preciso de uma mudança.
Que seja algo físico como um novo corte de cabelo ou uma nova cor do mesmo. Que seja algo metafísico como uma nova crença ou um transformação de filosofia ou ideologia ou qualquer coisa relativo as minhas ideias.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso de um banho de água gelada para lavar o suor e um banho de água quente para aquecer minha alma fria. Me sinto esvaziada a cada segundo. Me sinto vazando. Sinto meu corpo dormente. Não sinto nada.
Eu quero desesperadoramente sentir. Quero ser ferida. Quero ser sentida. Quero amar, odiar e ser traída.
Eu quero a vida. Quero os canais Veneza e as boates escuras e clandestinas de Bristol, as drogas e a prostituição de Amsterdã, quero a vida despreocupada e fútil das adolescentes americanas com seus carros luxuosos, quero os trabalhos e a fome africana, quero as burcas Asiáticas e as orações e templos Hindus, quero o frio cortante da Rússia e toda a vodka que puder me esquentar, quero as águas quentes do caribe e o sol queimando minha pele com a brisa que refresca e engana, quero os animais exóticos de todos os cantos e as comidas que consideram grotescas, quero o socialismo alfabetizado de Cuba e ser ferida por um dos 1 milhão de soldados do exercito chines. Quero amar vários corpos e ser amada por eles. Meninos, meninas, meninos-meninas e a natureza.
Aventuras.
O mundo que eu posso descobrir. Quero voar por ele com o pó da Sininho. Eu não preciso de asas, nem de companhia. Só preciso de liberdade. Preciso não crescer.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso me apaixonar perdidamente e doar cada uma das minhas células a essa pessoa. Preciso de um romance de tirar o fôlego. Preciso de um romance de tirar a razão. Preciso de um romance autodestrutivo.
A dor é tão bem vinda quanto o carinho.
Então me bata, porque eu só quero sentir algo e parar de fingir que tudo nunca aconteceu.
Eu preciso de uma mudança.
Quem saberia?
Ao som de Who Knew, Pink
Eles eram jovens demais para saber que, no final, todos os sonhos que tinham não iriam os levar a lugar algum. E que todas as promessas poderiam ser quebradas, assim como as regras. Mas quem se importaria?!
Eles eram jovens demais para imaginar que se o mundo os levou a se encontrarem, também poderia levá-los a se separarem. Mas se alguém te dissesse que tudo acabaria um dia, mesmo assim, você deixaria de aproveitar aquela pessoa que está do seu lado?
Eles evitaram fazer planos e prometeram não dizer, para sempre, nunca ou jamais, só para não provocar o destino. E de vez em quando, percebiam que sonhavam com o futuro, e secretamente, desejavam que fosse para sempre, que nada nunca pudesse separá-los e que não mudasse jamais. Porque era inevitável.
Uma sensação de vazio tomava a ambos. Ela dizia um adeus sufocado e exausto, porque estava farta de lutar por ele. E ele a via partir, sem saber o que fazer, com algo se afundando em seu peito; não queria perdê-la.
Seria sempre a melhor e mais doce de todas as lembranças, forjada do amargor da dor. Mas ela tinha que ir. Mas não significava que ele não devia lutar por ela. Tinham medo de que fosse tarde demais para salvarem o amor que sentiam, tinham medo de terem errado demais para serem perdoados.
Eram sempre dois caminhos. Eles sempre estavam sempre entre a escolha de partir ou ficar. E ficar parecia certo, mas as vezes doia como o inferno. E partir era uma decisão tomada com a secreta conciência de que aquele caminho, por mais esforçada que fossem suas tentativas de fazê-lo bem sucedido, era impossível.
Porque quando estavam juntos era como deveria ser. Completo. Feliz. Sereno. Era o que era.
Eles teriam dito que todos estavam errados, teriam dito que tudo daria certo. Mas estavam errados.
Se há um ano me dissessem que nós não ficaríamos juntos, mesmo assim eu teria escolhido ficar com você. Eu teria escolhido toda a dor e todas as lágrimas, os momentos de desespero e sufocamento, escolheria até o odio. Eu escolheria ter todas as coisas ruins, só para ter as boas.
Para ouvi-lo dizer que seria meu alicerce, que eu sou uma icognita e um anjo caído. Por te beijar na chuva e dizer meu primeiro eu te amo. Por rir histericamente de cada uma das suas piadas bobas. Por te beijar como se nunca me satisfizesse de você. Por saber que você me amou tanto quanto eu te amei. E por ser verdadeiramente feliz pela primeira vez na vida.
Se me dissessem que tudo ia acabar, eu teria escolhido você.
Mas quem saberia?
A ultima noite
Os dias passavam e continuariam passando por eles. Viviam suas vidinhas do melhor modo possível, mas aquele sentimento ficava e a cada dia mais se enraizava no peito deles.
Tentavam seguir em frente. Ele se entregava a outras mulheres, bebia e fazia qualquer coisa que o distraísse daquela sensação de estar fazendo tudo errado. Ela ria de piadas que não via a mínima graça e retribuía o flerte de todos aqueles garotos, tudo para não deixar a saudade tomá-la.
Os amigos dele diziam que ela era uma vadia, que não prestava e não gostava dele. Os amigos dela diziam que ele não lhe dava o devido valor, que ele era um canalha e não gostava dela. E eles escutavam, mas a opinião dos outros nunca lhes importou.
E negavam que havia algum sentimento, que havia qualquer ínfima chance de voltarem a ficar juntos. Tinha acabado e isso era tudo que importava!
E diziam isso porque eles mesmos queriam acreditar nas mentiras que contavam.
Porque toda noite, quando o brilho e a festa se desfaziam a volta deles, deitavam-se e a consciência da verdade os invadia. Ele queria abraçar o corpo dela na cama, ela queria que ele a envolvesse protetoramente; ele queria ouvir a risada dela, ela queria que ele a fizesse rir.
Na ultima noite o telefone pesou mais do que nunca, a vontade de ligar cada vez maior.
E quantas vezes eles não quiseram ligar e dizer alguma coisa - qualquer coisa! Ou só ouvir a voz do outro lado da linha. Quantas vezes eles não começaram a discar sem jamais apertar o botão "ligar". E quantas vezes fingiram que aquele momento de indecisão não existiu, viraram para o lado e dormiram ignorando a vontade de fazer algo, de dizer algo, doendo-lhes a fundo.
E assim os dias passavam e continuariam passando, até que aquele sexo falsamente casual que faziam fosse perturbador demais, até que as coisas subentendidas fossem insuficientes e eles finalmente confessassem as palavras presas na garganta, até que nem todo o orgulho do mundo fosse suficiente para impedi-los.
Estrelas e Morangos,

Eles deslizavam as mãos por seu corpo, sedentos de sua carne macia. À luz da lua, sua pele alva parecia brilhar de um modo triste - como se ela fosse uma estrela perdendo o brilho, como se sua escêcia estivesse se apagando. Ela estava morrendo.
Agarrava-se com unhas e dentes ao pouco de vida que ainda lhe restava, mas suas tentativas de se manter firme eram inúteis - não fracas, pois ela tentava com afinco - mas mal sucedidas.
Não era para eles que ela queria se entregar, não era aquele gosto que ela queria sentir, não era ali que ela queria estar.
A garota sem coração e toda orgulhosa de si, por não ter arrependimentos, se apaixonou e se arrependeu. Odiava tanto aquele gosto, que vez em quando se pegava cuspindo no chão, enojada e enjoada de si. Que tipo de ser humano era, meu Deus? Que tipo de pessoa baixa faria alguma coisa dessas com a forma mais pura de amor de todas? Era nesses momentos que olhava para si mesma e mal podia acreditar no que tinha se trasnformado. Há seis meses, ela era uma menina confusa, louca, mas que controlava a sua própria vida e a sua loucura. Hoje, ainda era confusa, muito mais louca e... meu Deus, apaixonada, como isso foi acontecer?
Eram todos intrusos em seu corpo e estava fraca demais para se defender, mesmo odiando tudo aquilo. Como uma tola, discou o número desejando ouvir a voz da sua graça salvadora, mas ninguém atendeu. Ela se recusava a voltar lá. Recusava-se a perder o pouco que tinha. Por que estava tão perdida?
Ela era só uma estrela de coração partido, fedendo a podridão dos seus arrependimentos e com o alito infecto dos morangos mofados de Caio Fernando Abreu.
Eu estou do lado de fora
Eu pulei nos braços dele como eu sempre soube que pularia. todo o resto também foi como eu sempre soube que seria - meu coração martelando contra as costelas, olhos marejados, a respiração ofegante. Parecia uma cena de filme. Exceto por um coisa: aquele não era o meu melhor almigo.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.
Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.
Now you get to watch her leave


- Lucas, eu não quero você - Eu disse de uma vez, sem muitas voltas, assim que o vi.
- Por que, Luna? - Ele me pergunta com lágrimas nos olhos.
- Eu não posso te dizer o real motivo - Eu respondo, me preparando para dar as costas a ele.
- Espere! - Ele grita. - É uam faca em mim!
- Eu não posso, você me odiaria e eu evitei isso tempo demais para jogar tudo na sua cara agora - Solto a mão dele.
- Volte! - Ele implora.
- Eu não vou - Sinto pena dele, porque o tempo todo foi uma mentira, tudo foi uam mentira.
- Eu te amei tanto, eu fui tudo que você quis de mim, eu me fodi por você o tempo todo enquanto todos me diziam que você não prestava! Eu te amo, Luna! Fica comigo - Ele se ajoelha.
- Não foi - Ele tentou.
- Você é exatamente como eles dizem, Luna - Ele cospe no chão - Uma vaca maldita, hipócrita, que não tem amigos de verdade e só está desesperada por popularidade. Que substitui aqueles que te ama, porque não está satisfeita com ninguém, só com os perfeitos Invencíveis - Ele bateu em meu rosto - Uma piranha vadia!
- Você não devia ter feito isso - Eu digo enfurecida, prestes a quebrar minha promessa de não contar a ele o motivo do fim.
Eu o empurro na árvore, tiro sua blusa, e o beijo, beijo com um desejo falso que nunca existiu, o desejo e sempre, arranho o peito e a barriga malhada dele. Eu permito que ele deslize as mãos pelo meu corpo, finjo tão perfeitamente, minto tão convincentemente, que ele de novo, acredita. Então me afasto de sua boca e sussurro em seu ouvido.
- Sabe aquela sensação quente, de que você esta, como fogo e polvora s econsumindo com a garota dos seus sonhos? - Eu ri, senti a Esperança vindo dele - É uma mentira. - Me afasto , pondo as mãos no peito dele - Você me amou tanto que se sufocou no veneno dele.
Ele me jogou no chão, na grama e tentou tirar minah blusa.
- Você vai ser minha! - Ele disse enfurecido.
- Eu nunca fui. E nunca serei. - O mordo e cravo minhas unhas nos braços dele, sinto elas abrirem caminho pela pele e então algo quente. Sangue.
- É por causa dele, sua vaca? - Ele me segura pelo pulso com força, já de pé.
- Você quer realmente saber? Quer saber de tudo?- Eu rio dele, como ele pode acreditar?
- Quero! - Ele segura meus braços acima da cabeça e tanta me beijar. Desiste por não obter o que quer - DIGA!
- Fique queto e me sinta queimando de amor por ele. - Eu sinto o veneno nas minahs palavras - Porque cada uma das vezes que você me beijou, eu quis ele e senti o gosto dele.
Ele saiu d ecima d emim, rolou para o lado e pos as mãos sobre o rosto.
- Eu sei que tenho um temperamento difícil e que estou terminando com você de novo. Mas dessa vez a culpa não é do meu temperamento - Respiro fundo, olho para ele, que se senta e me olha, pega minhas mãos e faz com que eu me sente.
- Não, a culpa não é sua, é minha. Então por favor fique, não vá! - Ele implora de novo - Não ve o quanto eu te amo? O quanto sou sincero? Por que faz isso comigo?
- Por que eu sou sincera - Tiro minahs mãos das dele.
- Então a culpa é sua - Ele poem a cabeça apoiada nos joelhos.
- Se você quer culpar alguém, culpe a si memso, não a mim! Você que começou tudo isso!
- E você esta terminando!- Ele argumenta.
- Você fala como se isso fosse uam história de maor, uma drama de final feliz!
- E não será?
- Não! - Passo a mão no cabelo - Você começou no dia em que me cobiçou, em que me desejou! Mas eu era de outro e você não devia ter se metido, você não devia ter me iludido! Scontece, que eu nunca deixei de ser dele e memso que eu nunca volte com ele, eu nunca serei sua. Porque não é assim que é para ser!
- Você é memso como eles dizem!
- Já que eu sou assim, vou te dizer o que jurei não dizer - Olho para ele - Você quem pediupor isso, não me culpe. Eu sei que eu fiz coisas, que eu disse coisas, e nós voltamos ao memso padrão, querido. Mas eu nunca fui sua e você se enganou o tempo todo, você acreditou nas mentiras.
Eu sou uam mentirosa!
- Eu amo o jeito como você mente! - Ele chora. - MAs se você tentar ir embora, eu te mato e taco fogo no seu corpo!
- Você pode tentar, mas você me ama demais para me ver queimar - Eu me levanto com a blusa e o casaco na mão - Isso nunca foi um conto de fadas para ter um final feliz. Eu peço desculpas, memso sabendo que é mentira.
- Você está voltando para ele? para os braços dele? Estão juntos de novo? - Ele se atrapalha com as palavras.
- Eu não voltei com ele, mas sempre irei para os braços dele. Ele é o meu mehlor amigo, eu o amo e sempre o amarei. O amo como nunca te amei - Vestida, comecei a dar as costas a ele que se levantou e me assistiu partir, com o coração na mão.
Novembro, ainda me lembro
Capitulo V - Já tomei minha decisão e não a mudarei
Fui em bora atônita. Cometi um erro, o pior de todos os erros. Liguei para Marina como de costume e lhe contei tudo, pedindo o telefone de Aro, para ele entrar no msn, eu contar a ele, mesmo sabendo no que daria, mas era mais traição não contar, me calar, porque seria como se eu escolhesse o Besta. Liguei para o Pedro pedindo o telefone de Aro, já que não o consseguira com Marina e ele deduziu tudo, simplismente sabia de alguma forma, talvez pelo meu tom de voz. E ele também sabia algo sobre o Aro, mas não cheguei a perguntar.
- Você ficou com o Besta - Declarou ele. Eu gelei. Ele continuou - Ele não vai perdoar você.
No silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão subita de intuição. E junto com aquela percepção, veio um jorro de lágrimas que eu não pude controlar, elas saiam por mais que eu tentasse faze-las parar. Não, eu sabia que ele não iria me perdoar e que tudo viria tona no momento que eu proferrisse aquelas palavras,cinco palavras que mudariam tudo, mas eu tinha que falar. Mas então, isso significaria que eu escolhi o Aro.
- Você vai contar a ele? - Perguntou Pedro
- Vou! Preciso fazer isso! - Respondi
- Você está chorando? - Murmurei um uhum e só. Me despedi, liguei para ele. A irmã dele atendeu e ele não estava em casa. Merda. Segunda eu o vi e lutei para as lágrimas não virem de novo, pois eu sabia que se eu começasse a chorar, não pararia mais.
- Eu não vou mais falar com ele - Prometi - Obrigada - Eu me deixei cair sobre seus braços e ele brincou com a minha unha. Eu contaria amanhã e de amanhã não passaria.
- Já tomei minha decisão e não a mudarei. É você que eu quero! Você e os olhos que eu nunca trocaria por nada no mundo.
O sol queimava a pino e nós quatro fomos para o ponto: Marina do outro lado da passarela, Pedro comigo e com Aro. Ele se sentou longe nos deixando a sós. O olhei nós olhos, ele já esperava uma bomba, eu percebia.
- Fala logo! - Pediu agoniado.
- Eu... fiquei .... com ... o... deer... - Eu achava que tinha visto toda a dor possível no Aro, mais aquilo superou tudo. Ele estava em, choque, com o olhar distante. Dolorido. E ele fez como de costume, não falou nada e justamente por isso eu sabia como ele estava acabado. Eu escolhi, assim que provei e soube, soube quando meus lábios tocaram os dele, com cada celula do meu corpo, nada se comparava e jamais se compararia a Aro e eu era uma idiota por pensar, mesmo que por uma fração de segundo, que alguém poderia fazer comigo o que ele fazia, mas eu só saberia e soube, provando. Mas só percebi que sabia de tudo, depois que Pedro me declarou a verdade. E eu sabia que o perderia. E isso, acabava comigo, me fazendo sentir uma dor quase tão grande quanto aquela da briga. Quando eu fui falar com o Pedro para ir embora, eu vi a Marina vindo na minha direção. Eu a abracei com dor, tanta dor e fui embora dali, porque me entorpecia e ele precisava de um tempo para pensar. Eu esperava que sim, era tudo que eu tinha para me agarrar. Não converssamos até quinta. Eu fui falar com ele e ele estava puto.
- O que você fez, foi como se eu tivesse ficado com a Raquel - Comparou ele. É, eu sabia mais do que nunca o tamanho da besteira que eu tinha feito.
- Então, como ficamos? - Eu não queria perguntar, pois já haviam me adiantado uma resposta negativa e no fundo da alma eu sabia que cedo ou tarde ela se concretizearia
- Não sei, estou pensando - Respondeu. Eu o acompanhei até o ponto. Ele pos as mãos em meu rosto, me olhou nos olhos. Ele viu toda aminha alma e toda a dor que eu sentia por ter feito o que fiz. Então... Ele balançou a
cabeça.
- Isso é um ... - Forcei as palavras a sairem. Eu não podia acreditar - não?
- Não sei - Respondeu ele. Eu soube, assim que ele respondeu que ele desistiu de terminar comigo. Ele não aguentava. Ele fez uma expressão de ''que se foda'', segurou minha mão, me abraçou.
Fui em bora atônita. Cometi um erro, o pior de todos os erros. Liguei para Marina como de costume e lhe contei tudo, pedindo o telefone de Aro, para ele entrar no msn, eu contar a ele, mesmo sabendo no que daria, mas era mais traição não contar, me calar, porque seria como se eu escolhesse o Besta. Liguei para o Pedro pedindo o telefone de Aro, já que não o consseguira com Marina e ele deduziu tudo, simplismente sabia de alguma forma, talvez pelo meu tom de voz. E ele também sabia algo sobre o Aro, mas não cheguei a perguntar.
- Você ficou com o Besta - Declarou ele. Eu gelei. Ele continuou - Ele não vai perdoar você.
No silêncio mortal, todos os detalhes de repente se encaixaram, numa explosão subita de intuição. E junto com aquela percepção, veio um jorro de lágrimas que eu não pude controlar, elas saiam por mais que eu tentasse faze-las parar. Não, eu sabia que ele não iria me perdoar e que tudo viria tona no momento que eu proferrisse aquelas palavras,cinco palavras que mudariam tudo, mas eu tinha que falar. Mas então, isso significaria que eu escolhi o Aro.
- Você vai contar a ele? - Perguntou Pedro
- Vou! Preciso fazer isso! - Respondi
- Você está chorando? - Murmurei um uhum e só. Me despedi, liguei para ele. A irmã dele atendeu e ele não estava em casa. Merda. Segunda eu o vi e lutei para as lágrimas não virem de novo, pois eu sabia que se eu começasse a chorar, não pararia mais.
- Eu não vou mais falar com ele - Prometi - Obrigada - Eu me deixei cair sobre seus braços e ele brincou com a minha unha. Eu contaria amanhã e de amanhã não passaria.
- Já tomei minha decisão e não a mudarei. É você que eu quero! Você e os olhos que eu nunca trocaria por nada no mundo.
O sol queimava a pino e nós quatro fomos para o ponto: Marina do outro lado da passarela, Pedro comigo e com Aro. Ele se sentou longe nos deixando a sós. O olhei nós olhos, ele já esperava uma bomba, eu percebia.
- Fala logo! - Pediu agoniado.
- Eu... fiquei .... com ... o... deer... - Eu achava que tinha visto toda a dor possível no Aro, mais aquilo superou tudo. Ele estava em, choque, com o olhar distante. Dolorido. E ele fez como de costume, não falou nada e justamente por isso eu sabia como ele estava acabado. Eu escolhi, assim que provei e soube, soube quando meus lábios tocaram os dele, com cada celula do meu corpo, nada se comparava e jamais se compararia a Aro e eu era uma idiota por pensar, mesmo que por uma fração de segundo, que alguém poderia fazer comigo o que ele fazia, mas eu só saberia e soube, provando. Mas só percebi que sabia de tudo, depois que Pedro me declarou a verdade. E eu sabia que o perderia. E isso, acabava comigo, me fazendo sentir uma dor quase tão grande quanto aquela da briga. Quando eu fui falar com o Pedro para ir embora, eu vi a Marina vindo na minha direção. Eu a abracei com dor, tanta dor e fui embora dali, porque me entorpecia e ele precisava de um tempo para pensar. Eu esperava que sim, era tudo que eu tinha para me agarrar. Não converssamos até quinta. Eu fui falar com ele e ele estava puto.
- O que você fez, foi como se eu tivesse ficado com a Raquel - Comparou ele. É, eu sabia mais do que nunca o tamanho da besteira que eu tinha feito.
- Então, como ficamos? - Eu não queria perguntar, pois já haviam me adiantado uma resposta negativa e no fundo da alma eu sabia que cedo ou tarde ela se concretizearia
- Não sei, estou pensando - Respondeu. Eu o acompanhei até o ponto. Ele pos as mãos em meu rosto, me olhou nos olhos. Ele viu toda aminha alma e toda a dor que eu sentia por ter feito o que fiz. Então... Ele balançou a
cabeça.- Isso é um ... - Forcei as palavras a sairem. Eu não podia acreditar - não?
- Não sei - Respondeu ele. Eu soube, assim que ele respondeu que ele desistiu de terminar comigo. Ele não aguentava. Ele fez uma expressão de ''que se foda'', segurou minha mão, me abraçou.
Seus lábios tocaram os meus. SIM. Me beijou com dor, eu podia sentir as ondas de dor irradiando dele e chegando em mim, me fazendo sentir dor juntamente com ele. Mas durante aquele beijo, que nós compartilhamos tanta confusão, ele voltou para mim.
Ele voltou para mim!
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