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lar é onde estão aqueles que você ama estão



   Do ponto mais alto do castelo era possível vê-lo por inteiro; as construções, os parques recreativos e os campos. Ela observava a vida seguindo abaixo de si, contando os dias para abandoná-lo. O tanto que desejava deixá-lo era também o tanto que desejava jamais se afastar do reino a beira mar.
   Ela era única que permanecera nos oito anos que se passaram. Seus amigos haviam migrado para outros reinos - alguns há muito tempo, outros, deixaram este ainda há pouco.
   Não os culpava por deixarem-na. Sorria tranquilamente ao pensar nisso. Eles simplesmente foram conquistar seus sonhos e isso só podia ser feito em outros lugares. Mas o sonho dela estava ali.
   Nos últimos tempos, aprendeu que a história se repete e jamais é a mesma. Mas quem poderia negar que aquelas crianças agiam exatamente como ela mesma agiu com seus amigos há tão poucos anos atrás? Achava curiosa a mania adolescente de achar que sabe muito e ainda mais...
   Mas seus sorrisos eram tão apaixonados pela vida quanto o dela próprio já foi.
   Não lamentava mais nada. Houve o tempo para sentir dor, para chorar, para se sentir sozinha. Estava completa, enfim, porque a distancia não fazia deles menos parte dela. Na verdade, a distancia a ensinou a amá-los ainda mais, ainda que os terremotos, deslizamentos e erupções vulcânicas tenham destruído tudo. Amou-os ainda mais porque ela reconstruiu sua cidade nobre das cinzas e a reconstruiria quantas vezes fosse preciso. As pessoas passam por nossas vidas e deixam um pedaço de si conosco - um pedaço que nos ajuda a reconstruir os castelos.
   Eles riam ao pé de uma colina nos campos; alguns corriam, outros estavam deitados... O som de suas risadas era tão igual aos sons de suas lembranças que se fechasse os olhos poderia fingir que nada jamais mudou. E sendo honesto contigo, leitor, muito dela queria fingir que o tempo não passou, descer as escadas e se unir as crianças para fazer a magica durar um pouco mais. Pois para todos nós é difícil dar as costas para aquilo que mais amamos, mas ela também sabia e queria voar porque enfim, encontraria os seus.
  E estaria em casa.

Aos meus velhos e novos amigos.

brooklyn baby


Ela era beat.
Uma caneta prendia sua massa de cabelos enquanto ela escrevia versos e linhas em seus pulsos.
Rolava uma vibe de drogas em seu sangue e uma larica de açúcar.
Um punhado de decisões ruins faziam a sua história que, os eruditos, considerariam promiscua por desafiar a moral que eles acreditam ser regra mas, é falsa.
Ela era a brisa que a carregava, sempre julgada como imatura e mais esperta do que podiam prever. Tão esperta que habilmente se disfarçava de tola.
Com olhos ferozes, absorvia tudo e dançava suave como as águas de um rio. E suave também era o veneno que ela distribuía naquele que se aproximavam demais.
Ela era poesia.
Mordia os lábios quando estava pensando e costumava fitar o nada quando ninguém estava por perto, porque na presença de outros seres humanos fazia questão de olhar a todos nós olhos para enxergar seus caráteres.
Uma vida de riscos, uma vida de aventuras, uma vida de limites avançados e regras quebradas.
Se envolvia demais e os outros por ela, mas quanto mais apaixonados eles estavam, mais ela se desencantava.
Ela é julgada por suas cores e não por sua alma. Eles acham que ela é o corpo e não aquilo que o preenche. Mas ela é a energia que a move. A vitalidade que a leva para longe de casa e que deixa os seus preocupados com sua segurança. Porque ela gosta de se submeter ao imprevisível.
Ela gosta de estar entre aqueles que ainda que não a entendam, são plenamente capazes de viver com ela e apreciar sua beleza divergente.
Ela era prosa.
Versos de uma história que se rasgava e tomava rumos ondulantes como fitas ao vento.
Ela sabia seu caminho e não mais brincava de viver. Vivia. Fresca como só os de sangue jovem podem ser, mas escorada como só alguém que já se deparou muito com os pecados poderia se tornar.
Tentadora pelo conjunto, ela esmagaria seu coração.
E você deixaria.

Supernova

Parte I - Um sinal?


O carro parou no estacionamento de uma lanchonete beira de estrada, que era margeada por quartos de hotéis de uma noite.
Ela tirou a chave da ignição, jogou na bolsa de qualquer jeito e saiu do carro. Ele a seguiu silenciosamente, a alguns passos de distância, observando-a dar passos largos com suas pernas musculosas no jeans colado. Ajeitou o casaco preto de capuz e entrou no recinto junto com ela.
O ambiente era de tons escuros, possuía uma mesa de sinuca, uma bancada que dava para um bar a frente da cozinha gordurenta e uma fileira de mesas junto à parede. Ela havia se sentado numa dessas mesas, tamborilava as unhas pretas na madeira enquanto olhava a bolsa carteira preta. As ondas de seu cabelo escondiam o decote da blusa cinza.
Ele fitou-a um momento. E depois olhou para o banco vazio na bancada. Olhou para ela e para o banco novamente. Quis esmurrar alguém quando se viu andando até a mesa dela e sentando-se a sua frente.
Houve um som e então ela tirou o celular da bolsa. Sorriu devassamente para tela e digitou algo. Guardou o celular na bolsa sem fechar o zíper e levantou-se para ir ao banheiro. Ele ficou mais do que incomodado, ficou irritado. Observou-a caminhar até a porta, hipnotizado pelos seus quadris e pela arma presa ao cinto do jeans azul. E então pegou o celular assim que a porta se fechou. Vasculhou-o, conferiu mensagens, ligações, ouviu um barulho da porta se abrindo apenas porque o jukebox trocava a música e guardou o aparelho. Manteve-se com a expressão impassível até que ela se sentou a sua frente.
Sua mente trabalhava tentando compreender o que vira, seria aquilo o sinal que ele pedira? 
Ela abriu a bolsa e retirou um cantil prata de seu interior. Deu um gole. Ofereceu-lhe o cantil com um gesto. Ele o pegou e deu um longo gole, franzindo o cenho e fechando os olhos ao sentir o gosto forte do álcool. Com o cantil nas mãos, olhou para ela, que o observava com seus olhos azuis como o céu da manhã, delineados de preto. Ela avaliou-o lentamente, demorando-se em seu rosto: a pele alva brilhava doentiamente sombria nas luzes fluorescentes, os punhos cerrados sobre a mesa, músculos tensos nos braços, o peito subia e descia devido a sua respiração desritmada, suas narinas infladas como as de um animal caçador, maxilar travado, o cabelo preto e liso bagunçado, sobrancelhas franzidas e os olhos de uma íris quase tão negra quanto as pupilas ardiam de ódio. E de amor.

Continua...

Supernova



 Parte I - Passado


Ele andava sem rumo por uma estrada que parecia infinita. O ar frio da madrugada gelava até seus ossos enquanto ele seguia obstinadamente em frente, numa tentativa desesperada de desprender seus pensamentos dos demônios que tanto tentava deixar para trás.
Mas era só passado ─ ele estava seguindo em frente.
Ouviu um rugido de motor antes de sentir os faróis às suas costas. Não olhou para trás, queria permanecer impassível. O veículo ─ era uma velharia azul ─ diminuiu a velocidade ao lado dele, as janelas abaixadas revelavam a bela motorista inclinada sobre o banco do passageiro. 
 ─ Quer uma carona? ─ ofereceu.
 Ele continuou andando, mas sentiu-se tentado a aceitar. Queria ir, mas não devia. Não era certo, não era prudente, não era são e, principalmente, não era seguro 
─ Vamos ─ ela insistiu sedutoramente ─ Te levo onde estiver indo.
─ Não estou indo a um lugar específico ─ respondeu friamente. 
─ Então não fará mal algum você vir comigo, certo? 
Ele não queria ceder. Mas estava realmente muito frio.
E ela era linda. 
Entrou no carro repreendendo-se em silêncio. Que merda estava fazendo? Respirou fundo, tinha que manter o controle. Tentou focar a atenção na estrada, mas era difícil não olhar para ela: tão envolvida pela música que dava gosto de vê-la cantando baixinho.
O polegar direito batendo no volante ao ritmo da música, o cotovelo esquerdo apoiado na porta com os dedos entrelaçados ao cabelo, segurando mechas castanhas avermelhadas. Vista assim, parecia uma menina doce e romântica.
Visto assim, ele parecia admirar uma divindade. Ele respirou fundo e apoiou a cabeça no vidro, ao perceber como agia. Queria ser forte. Controlado. Olhou para o céu noturno e estrelado em busca de algum sinal, qualquer que fosse. Envolvido pela voz dela, desejou que de algum modo tudo aquilo fizesse algum sentido, desejou saber em que deveria acreditar. 
Ele era assim: cheio de dúvidas. Era na verdade, uma criança de cinco anos agindo como se fosse adulta por que tinha medo do mundo, tinha medo de crescer, medo de se decepcionar, medo de sentir, medo de... medo de tudo e de todos. Uma criança desconfiada. Tentava controlar o mundo para que ninguém fosse capaz de machucá-lo. Erguia muros ─ fortaleza seria um termo mais adequado­ ─ para manter-se seguro. E veja onde estava agora. 

Continua....

Colisão

Algo aconteceu aquele dia. Algo que qualquer pessoa sensata acreditava ser impossível. 
Talvez tenha sido a ação de alguma força divina, mágica. Seleção natural. Talvez o mundo quisesse reafirmar o poder que exercia sobre a vida dos humanos e logo, escolheu os perfeitos protagonistas para lembrar-nos que não se pode lutar contra o destino; ele sempre vence. Talvez algo tenha se chocado no céu, duas nebulosas em supernova colidindo.
Porque foi isso que aconteceu na terra: duas estrelas colidiram.
Existem muitas teorias, muitas possibilidades, muitas especulações que poderiam ser feitas a respeito do que aconteceu naquela noite. Mas a verdade é que não importa o que aconteceu, importa é que aconteceu. E o que quer que tenha sido mudou suas vidas completamente e para sempre.
O mundo dá muitas voltas. O certo pode se tornar errado e o errado, certo. Pessoas se decepcionam com quem mais confiam. Esperanças morrem e ressurgem. Confianças são perdidas e reconquistadas. Corações são partidos. Regras são quebradas. Princípios são desafiados.
Mas as coisas sempre são o que são. E o que é para ser, sempre é
O impossível acontece.

Estrelas e Morangos,


Eles deslizavam as mãos por seu corpo, sedentos de sua carne macia. À luz da lua, sua pele alva parecia brilhar de um modo triste - como se ela fosse uma estrela perdendo o brilho, como se sua escêcia estivesse se apagando. Ela estava morrendo.
Agarrava-se com unhas e dentes ao pouco de vida que ainda lhe restava, mas suas tentativas de se manter firme eram inúteis - não fracas, pois ela tentava com afinco - mas mal sucedidas.
Não era para eles que ela queria se entregar, não era aquele gosto que ela queria sentir, não era ali que ela queria estar.
A garota sem coração e toda orgulhosa de si, por não ter arrependimentos, se apaixonou e se arrependeu. Odiava tanto aquele gosto, que vez em quando se pegava cuspindo no chão, enojada e enjoada de si. Que tipo de ser humano era, meu Deus? Que tipo de pessoa baixa faria alguma coisa dessas com a forma mais pura de amor de todas? Era nesses momentos que olhava para si mesma e mal podia acreditar no que tinha se trasnformado. Há seis meses, ela era uma menina confusa, louca, mas que controlava a sua própria vida e a sua loucura. Hoje, ainda era confusa, muito mais louca e... meu Deus, apaixonada, como isso foi acontecer?
Eram todos intrusos em seu corpo e estava fraca demais para se defender, mesmo odiando tudo aquilo. Como uma tola, discou o número desejando ouvir a voz da sua graça salvadora, mas ninguém atendeu. Ela se recusava a voltar lá. Recusava-se a perder o pouco que tinha. Por que estava tão perdida?
Ela era só uma estrela de coração partido, fedendo a podridão dos seus arrependimentos e com o alito infecto dos morangos mofados de Caio Fernando Abreu.

Perdão


Nós chegamos ao fim da linha e eu lamento por tudo isso. Não por nos dois, mas pelo que esteve no meio, pelo terceiro angulo, quando tinhamos de ser nois dois todo o tempo.
Se uma estrela cruzar meu céu, se fou uma estrela cadente, ou a que mais brilhar - o que vier primeiro - eu vou fazer um único pedido: Que você seja feliz, meu amor.
Há um tempo atrás eu pediria você, como pedi no ultimo Natal - embora eu tenha te ganhado, eu talvez não seja o melhor para você. Eu parti sue coração e lamento isto mais do que tudo. O erro foi todo meu, a culpa é toda minha. Não vou mais fugir disso.
Você esta com a razão, mesmo não podendo me julgar - voce quase fez o memso que eu - vou deixar que me julgue. Vou deixar que faça o que quiser comigo, eu mereço.
Só não quebre a promessa que me fez, seja melhor o que eu - eu prometi não te magoar, e te qubrei em mil pedaços.
Eu sorri na despedida por você, para voce não sentir que eu sofri.
Agora você se foi pra algum lugar onde não posso te trazer de volta.
Peço perdão, espero que você repense sua escolha, pois mudará nossa vida por completo.
E eu te amo, A.
 
By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana