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lar é onde estão aqueles que você ama estão



   Do ponto mais alto do castelo era possível vê-lo por inteiro; as construções, os parques recreativos e os campos. Ela observava a vida seguindo abaixo de si, contando os dias para abandoná-lo. O tanto que desejava deixá-lo era também o tanto que desejava jamais se afastar do reino a beira mar.
   Ela era única que permanecera nos oito anos que se passaram. Seus amigos haviam migrado para outros reinos - alguns há muito tempo, outros, deixaram este ainda há pouco.
   Não os culpava por deixarem-na. Sorria tranquilamente ao pensar nisso. Eles simplesmente foram conquistar seus sonhos e isso só podia ser feito em outros lugares. Mas o sonho dela estava ali.
   Nos últimos tempos, aprendeu que a história se repete e jamais é a mesma. Mas quem poderia negar que aquelas crianças agiam exatamente como ela mesma agiu com seus amigos há tão poucos anos atrás? Achava curiosa a mania adolescente de achar que sabe muito e ainda mais...
   Mas seus sorrisos eram tão apaixonados pela vida quanto o dela próprio já foi.
   Não lamentava mais nada. Houve o tempo para sentir dor, para chorar, para se sentir sozinha. Estava completa, enfim, porque a distancia não fazia deles menos parte dela. Na verdade, a distancia a ensinou a amá-los ainda mais, ainda que os terremotos, deslizamentos e erupções vulcânicas tenham destruído tudo. Amou-os ainda mais porque ela reconstruiu sua cidade nobre das cinzas e a reconstruiria quantas vezes fosse preciso. As pessoas passam por nossas vidas e deixam um pedaço de si conosco - um pedaço que nos ajuda a reconstruir os castelos.
   Eles riam ao pé de uma colina nos campos; alguns corriam, outros estavam deitados... O som de suas risadas era tão igual aos sons de suas lembranças que se fechasse os olhos poderia fingir que nada jamais mudou. E sendo honesto contigo, leitor, muito dela queria fingir que o tempo não passou, descer as escadas e se unir as crianças para fazer a magica durar um pouco mais. Pois para todos nós é difícil dar as costas para aquilo que mais amamos, mas ela também sabia e queria voar porque enfim, encontraria os seus.
  E estaria em casa.

Aos meus velhos e novos amigos.

brooklyn baby


Ela era beat.
Uma caneta prendia sua massa de cabelos enquanto ela escrevia versos e linhas em seus pulsos.
Rolava uma vibe de drogas em seu sangue e uma larica de açúcar.
Um punhado de decisões ruins faziam a sua história que, os eruditos, considerariam promiscua por desafiar a moral que eles acreditam ser regra mas, é falsa.
Ela era a brisa que a carregava, sempre julgada como imatura e mais esperta do que podiam prever. Tão esperta que habilmente se disfarçava de tola.
Com olhos ferozes, absorvia tudo e dançava suave como as águas de um rio. E suave também era o veneno que ela distribuía naquele que se aproximavam demais.
Ela era poesia.
Mordia os lábios quando estava pensando e costumava fitar o nada quando ninguém estava por perto, porque na presença de outros seres humanos fazia questão de olhar a todos nós olhos para enxergar seus caráteres.
Uma vida de riscos, uma vida de aventuras, uma vida de limites avançados e regras quebradas.
Se envolvia demais e os outros por ela, mas quanto mais apaixonados eles estavam, mais ela se desencantava.
Ela é julgada por suas cores e não por sua alma. Eles acham que ela é o corpo e não aquilo que o preenche. Mas ela é a energia que a move. A vitalidade que a leva para longe de casa e que deixa os seus preocupados com sua segurança. Porque ela gosta de se submeter ao imprevisível.
Ela gosta de estar entre aqueles que ainda que não a entendam, são plenamente capazes de viver com ela e apreciar sua beleza divergente.
Ela era prosa.
Versos de uma história que se rasgava e tomava rumos ondulantes como fitas ao vento.
Ela sabia seu caminho e não mais brincava de viver. Vivia. Fresca como só os de sangue jovem podem ser, mas escorada como só alguém que já se deparou muito com os pecados poderia se tornar.
Tentadora pelo conjunto, ela esmagaria seu coração.
E você deixaria.

Quem saberia?




Ao som de Who Knew, Pink

Eles eram jovens demais para saber que, no final, todos os sonhos que tinham não iriam os levar a lugar algum. E que todas as promessas poderiam ser quebradas, assim como as regras. Mas quem se importaria?!
Eles eram jovens demais para imaginar que se o mundo os levou a se encontrarem, também poderia levá-los a se separarem. Mas se alguém te dissesse que tudo acabaria um dia, mesmo assim, você deixaria de aproveitar aquela pessoa que está do seu lado?
Eles evitaram fazer planos e prometeram não dizer, para sempre, nunca ou jamais, só para não provocar o destino. E de vez em quando, percebiam que sonhavam com o futuro, e secretamente, desejavam que fosse para sempre, que nada nunca pudesse separá-los e que não mudasse jamais. Porque era inevitável.
Uma sensação de vazio tomava a ambos. Ela dizia um adeus sufocado e exausto, porque estava farta de lutar por ele. E ele a via partir, sem saber o que fazer, com algo se afundando em seu peito; não queria perdê-la.
Seria sempre a melhor e mais doce de todas as lembranças, forjada do amargor da dor. Mas ela tinha que ir. Mas não significava que ele não devia lutar por ela. Tinham medo de que fosse tarde demais para salvarem o amor que sentiam, tinham medo de terem errado demais para serem perdoados.
Eram sempre dois caminhos. Eles sempre estavam sempre entre a escolha de partir ou ficar. E ficar parecia certo, mas as vezes doia como o inferno. E partir era uma decisão tomada com a secreta conciência de que aquele caminho, por mais esforçada que fossem suas tentativas de fazê-lo bem sucedido, era impossível.
Porque quando estavam juntos era como deveria ser. Completo. Feliz. Sereno. Era o que era.
Eles teriam dito que todos estavam errados, teriam dito que tudo daria certo. Mas estavam errados.

Se há um ano me dissessem que nós não ficaríamos juntos, mesmo assim eu teria escolhido ficar com você. Eu teria escolhido toda a dor e todas as lágrimas, os momentos de desespero e sufocamento, escolheria até o odio. Eu escolheria ter todas as coisas ruins, só para ter as boas.
Para ouvi-lo dizer que seria meu alicerce, que eu sou uma icognita e um anjo caído. Por te beijar na chuva e dizer meu primeiro eu te amo. Por rir histericamente de cada uma das suas piadas bobas. Por te beijar como se nunca me satisfizesse de você. Por saber que você me amou tanto quanto eu te amei. E por ser verdadeiramente feliz pela primeira vez na vida.
Se me dissessem que tudo ia acabar, eu teria escolhido você.
Mas quem saberia?

Supernova

Parte I - Um sinal?


O carro parou no estacionamento de uma lanchonete beira de estrada, que era margeada por quartos de hotéis de uma noite.
Ela tirou a chave da ignição, jogou na bolsa de qualquer jeito e saiu do carro. Ele a seguiu silenciosamente, a alguns passos de distância, observando-a dar passos largos com suas pernas musculosas no jeans colado. Ajeitou o casaco preto de capuz e entrou no recinto junto com ela.
O ambiente era de tons escuros, possuía uma mesa de sinuca, uma bancada que dava para um bar a frente da cozinha gordurenta e uma fileira de mesas junto à parede. Ela havia se sentado numa dessas mesas, tamborilava as unhas pretas na madeira enquanto olhava a bolsa carteira preta. As ondas de seu cabelo escondiam o decote da blusa cinza.
Ele fitou-a um momento. E depois olhou para o banco vazio na bancada. Olhou para ela e para o banco novamente. Quis esmurrar alguém quando se viu andando até a mesa dela e sentando-se a sua frente.
Houve um som e então ela tirou o celular da bolsa. Sorriu devassamente para tela e digitou algo. Guardou o celular na bolsa sem fechar o zíper e levantou-se para ir ao banheiro. Ele ficou mais do que incomodado, ficou irritado. Observou-a caminhar até a porta, hipnotizado pelos seus quadris e pela arma presa ao cinto do jeans azul. E então pegou o celular assim que a porta se fechou. Vasculhou-o, conferiu mensagens, ligações, ouviu um barulho da porta se abrindo apenas porque o jukebox trocava a música e guardou o aparelho. Manteve-se com a expressão impassível até que ela se sentou a sua frente.
Sua mente trabalhava tentando compreender o que vira, seria aquilo o sinal que ele pedira? 
Ela abriu a bolsa e retirou um cantil prata de seu interior. Deu um gole. Ofereceu-lhe o cantil com um gesto. Ele o pegou e deu um longo gole, franzindo o cenho e fechando os olhos ao sentir o gosto forte do álcool. Com o cantil nas mãos, olhou para ela, que o observava com seus olhos azuis como o céu da manhã, delineados de preto. Ela avaliou-o lentamente, demorando-se em seu rosto: a pele alva brilhava doentiamente sombria nas luzes fluorescentes, os punhos cerrados sobre a mesa, músculos tensos nos braços, o peito subia e descia devido a sua respiração desritmada, suas narinas infladas como as de um animal caçador, maxilar travado, o cabelo preto e liso bagunçado, sobrancelhas franzidas e os olhos de uma íris quase tão negra quanto as pupilas ardiam de ódio. E de amor.

Continua...

Supernova



 Parte I - Passado


Ele andava sem rumo por uma estrada que parecia infinita. O ar frio da madrugada gelava até seus ossos enquanto ele seguia obstinadamente em frente, numa tentativa desesperada de desprender seus pensamentos dos demônios que tanto tentava deixar para trás.
Mas era só passado ─ ele estava seguindo em frente.
Ouviu um rugido de motor antes de sentir os faróis às suas costas. Não olhou para trás, queria permanecer impassível. O veículo ─ era uma velharia azul ─ diminuiu a velocidade ao lado dele, as janelas abaixadas revelavam a bela motorista inclinada sobre o banco do passageiro. 
 ─ Quer uma carona? ─ ofereceu.
 Ele continuou andando, mas sentiu-se tentado a aceitar. Queria ir, mas não devia. Não era certo, não era prudente, não era são e, principalmente, não era seguro 
─ Vamos ─ ela insistiu sedutoramente ─ Te levo onde estiver indo.
─ Não estou indo a um lugar específico ─ respondeu friamente. 
─ Então não fará mal algum você vir comigo, certo? 
Ele não queria ceder. Mas estava realmente muito frio.
E ela era linda. 
Entrou no carro repreendendo-se em silêncio. Que merda estava fazendo? Respirou fundo, tinha que manter o controle. Tentou focar a atenção na estrada, mas era difícil não olhar para ela: tão envolvida pela música que dava gosto de vê-la cantando baixinho.
O polegar direito batendo no volante ao ritmo da música, o cotovelo esquerdo apoiado na porta com os dedos entrelaçados ao cabelo, segurando mechas castanhas avermelhadas. Vista assim, parecia uma menina doce e romântica.
Visto assim, ele parecia admirar uma divindade. Ele respirou fundo e apoiou a cabeça no vidro, ao perceber como agia. Queria ser forte. Controlado. Olhou para o céu noturno e estrelado em busca de algum sinal, qualquer que fosse. Envolvido pela voz dela, desejou que de algum modo tudo aquilo fizesse algum sentido, desejou saber em que deveria acreditar. 
Ele era assim: cheio de dúvidas. Era na verdade, uma criança de cinco anos agindo como se fosse adulta por que tinha medo do mundo, tinha medo de crescer, medo de se decepcionar, medo de sentir, medo de... medo de tudo e de todos. Uma criança desconfiada. Tentava controlar o mundo para que ninguém fosse capaz de machucá-lo. Erguia muros ─ fortaleza seria um termo mais adequado­ ─ para manter-se seguro. E veja onde estava agora. 

Continua....

Era uma vez



Era uma vez:
o Senhor Destino
Era uma vez:
a Senhora Morte

O Destino é o inevitável que vem até nós hoje, amanhã ou depois, sem que tênhamos conciência de sua presença. Ele transforma nossos sentimentos, cura feridas ou as abre novamente. Ele nos salva e nos desgraça. Nosso Senhor é uma criança de cinco anos correndo conta com nossa frágeis vidas nas mãos.
Eu sempre achei que a morte fosse uma ladra. Um espectadora oniciente, que nos espreita esperando o momento de saquar nossas almas. As vezes elas levam almas que que julgamos merecer mais tempo nesse mundo, para desfrutar da vida que lhes foi dada.
Eles são amigos muito íntimos - a Senhora Morte e o Senhor Destino. E eles riem de nossas fracas tentativas de vencê-los. Mas não há como, nunca haverá. Eles sempre vencerão.
Embora o Dentino seja imaturo demais para saber o que faz, a Morte sabe. Ela inevitávelmente se erguerá sobre nós e tentará ser gentil. Ao contrário do que todos pensam e de seu absurdo roubo, ela será boa em sua perspectiva.
Porque a morte é serena, tranquila - fácil. A vida é muito mais difícil.
Ela poupará a alminha em seus braços das dores do mundo. O problema é que ela não entende que essas alminhas que ela poupa, prefeririam as dores, as lágrimas, os sofrimentos, se soubessem se haveria um
mas na vida delas. Se soubessem que em um determinado momento, tudo valeria à pena.Algumas alminhas sabem. Outras não - "os suididas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar sua dor" e tudo de que precisam é "uma pequena virgula para que eles continuem a escrever sua história".

Uma frase:
Tentando encontrar cor num munco preto e branco

O grande problema desta Senhora é o que ela deixa para os outros lidarem. A morte é uma cirurgia para quem morre e uma recuperação para quem fica. Somos obrigados a lidar com a dor da perda, com a saudade, com as lágrimas vazando de nossos olhos.

Um fato:
A morte é egoísta.

Mas quem quer que seja a alminha em seus braços, é certo que ela encontro paz. E os que foram deixados, eles tentam viver pela alminha que teve a sua vida roubada. E por mais que doa, eles cuidaram de não esquecer o som de sua voz, o brilho de seus olhos, a sensação de seu toque e o modo como sorria. Das palavras ditas e dos momentos vivídos. Dos sentimentos trocados.
E estarão presos a outra Senhora - a Eternidade - na qual, se recuperarão para sempre do trauma do roubo.
Até que elas mesmas sejam roubadas. E encontrem paz.

Umas ultimas palavras:
Apenas os bons morrem cedo

_____________

Para Thayna Proêza, em memória de Aurélio César Panisollo.

Eu estou do lado de fora

Eu pulei nos braços dele como eu sempre soube que pularia. todo o resto também foi como eu sempre soube que seria - meu coração martelando contra as costelas, olhos marejados, a respiração ofegante. Parecia uma cena de filme. Exceto por um coisa: aquele não era o meu melhor almigo.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.
Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.

a minha única exceção, o meu melhor amigo

Ao som de The Only Excpetion, Paramore

Perdidos? Jamais estaremos, temos um ao outro. Eu olho para você e estou em casa, não importa se as coisas não estão bem, só de saber que você pensou em mim, eu fico bem e sempre ficarei.
Você é o único capaz de cuidar de mim. E me salvar de mim mesma. Você tem aquele brilho que me traz a vida, me faz sorrir pelo motivo mais bobo do mundo e se a gente briga, não conseguimos permanecer brigados.
Talvez as coisas não sejam permanentes, sejam só passageiras. Talvez o destino te tire de mim, como ele está tentando fazer. Talvez o amor não dure e nada seja para sempre, talvez tenhamos que fingir que tudo vai ficar bem mesmo que não fique. Talvez eu tenha que sorrir chorando.
A muito tempo eu prometi que não deixaria nada me fazer infeliz, me dar tudo só para eu perder depois, mas agora eu sei que vale o risco.
Você sempre será aquele que salvou minha vida, o amigo mais fiel, minha amizade mais complexa e a prensença mais bem vinda. É para os braços de quem eu correrei no final e eu sempre estarei lá para você. Tudo smepre acaba se resumindo a nós dois juntos.
Eu sei o que está acontecendo a minha volta e como você faz falta, mas eu não sei como vou curar sua ausência. Eu sei que uma hora você terá que se levantar e ir embora, então que a intensidade seja maior que o tempo.
Eu sei que tudo isso foi real e que você é a minha exeção. Embora tudo só fique mais difícil a cada dia, eu não vou desistir e sei que você também não vai. Nós entramos nesse barco juntos e vamos remar juntos.
Eu acredito nisso, acredito em mim e em você e em nós dois. Porque eu preciso de você, minha exeção e eu não vou deixá-lo ir, custe o que me custar. Minha única exceção e meu melhor amigo.

I'll point you to the mirror

Ouça ao ler - Playing God, Paramore

- Você se acha tão perfeita
- Ana me olhou de cima abaixo, como se eu fosse uma leprosa.
- Não, não me acho. Você que me vê assim. - Tentei virar as costas, mas ela me segurou.
- Você não pode fazer isso! - Ela me sacudiu, tentando me convencer, aliás, me obrigar a não fazer aquilo.
- Se eu não posso tomar minhas decisoões você deve tomá-las por mim?
- Debochei das palavras dela.
- Você não é mais a Luna que todos nós conhecemos, você mudou - Ela alegou.
- Eu amadurei - A corrigi.
- Não, você não está simplesmente amadurecendo, está se transformando numa cobra peçonhenta - Ela deu um passo para trás, fingindo ter medo de mim.
- A única cobra que há aqui, é você, que se fingi de minha amiga e fala mau de mim e conta o que eu digo, pelas minhas costas. A única cobra aqui é você, que quer destruir quem nunca te fez mau. - Retruquei.
- Sua puta - por falta de foras, Ana me xingou de algo que eu não era, por tanto, não me afetou - E se une aqueles seus amigos falsos
- Não brique de Deus e nem me julgue, você não tem esse direito! Nada do que você diz tem sentido e são só palavras desperdiçadas, então por favor, poupe meu tempo - Tentei novamente virar as costas e sair, mas o comentário dela me fez involuntáriamente voltar.
- Você é só uam garota fútil e sem conteúdo, que só quer aparecer. Você, Luna, é só um ainvejosa e odiosa, você só precisa de todos ao seu redor para se sentir vista. Você não é nada, ninguém liga para você! Você vai morrer sete palmos a baixo d emim, sendo esmagada...
- Você não acredita em mim, mas eu não vejo tudo, eu enxergo. E o que eu enxergo é que você está apontando seus defeitos para mim como sempre faz, com sua nesceessidade de se sentir superior e popular. è sua ultima segunda chance, porque a partir do momento que for, não vou ser piedosa e quem vai ser esmagada é você - eu não preciso disso, mas não vou me subimeter ao seu somportamento e seus xingamentos. Da próssima vez que você apontar o dedo para mim eu vou quebrá-lo, ou aponta-lo para o espelho e quem sabe assim você veja a si mesma e cuide da sua vida, em vez da minha.
Deixei ela sosinha, com a boca aberta, pronta para revidar, mas sem o que dizer. Eu estava certa e ela sabia disso.



Now you get to watch her leave





- Lucas, eu não quero você - Eu disse de uma vez, sem muitas voltas, assim que o vi.
- Por que, Luna? - Ele me pergunta com lágrimas nos olhos.
- Eu não posso te dizer o real motivo - Eu respondo, me preparando para dar as costas a ele.
- Espere! - Ele grita. - É uam faca em mim!
- Eu não posso, você me odiaria e eu evitei isso tempo demais para jogar tudo na sua cara agora - Solto a mão dele.
- Volte! - Ele implora.
- Eu não vou - Sinto pena dele, porque o tempo todo foi uma mentira, tudo foi uam mentira.
- Eu te amei tanto, eu fui tudo que você quis de mim, eu me fodi por você o tempo todo enquanto todos me diziam que você não prestava! Eu te amo, Luna! Fica comigo - Ele se ajoelha.
- Não foi - Ele tentou.
- Você é exatamente como eles dizem, Luna - Ele cospe no chão - Uma vaca maldita, hipócrita, que não tem amigos de verdade e só está desesperada por popularidade. Que substitui aqueles que te ama, porque não está satisfeita com ninguém, só com os perfeitos Invencíveis - Ele bateu em meu rosto - Uma piranha vadia!
- Você não devia ter feito isso - Eu digo enfurecida, prestes a quebrar minha promessa de não contar a ele o motivo do fim.
Eu o empurro na árvore, tiro sua blusa, e o beijo, beijo com um desejo falso que nunca existiu, o desejo e sempre, arranho o peito e a barriga malhada dele. Eu permito que ele deslize as mãos pelo meu corpo, finjo tão perfeitamente, minto tão convincentemente, que ele de novo, acredita. Então me afasto de sua boca e sussurro em seu ouvido.
- Sabe aquela sensação quente, de que você esta, como fogo e polvora s econsumindo com a garota dos seus sonhos? - Eu ri, senti a Esperança vindo dele - É uma mentira. - Me afasto , pondo as mãos no peito dele - Você me amou tanto que se sufocou no veneno dele.
Ele me jogou no chão, na grama e tentou tirar minah blusa.
- Você vai ser minha! - Ele disse enfurecido.
- Eu nunca fui. E nunca serei. - O mordo e cravo minhas unhas nos braços dele, sinto elas abrirem caminho pela pele e então algo quente. Sangue.
- É por causa dele, sua vaca? - Ele me segura pelo pulso com força, já de pé.
- Você quer realmente saber? Quer saber de tudo?- Eu rio dele, como ele pode acreditar?
- Quero! - Ele segura meus braços acima da cabeça e tanta me beijar. Desiste por não obter o que quer - DIGA!
- Fique queto e me sinta queimando de amor por ele. - Eu sinto o veneno nas minahs palavras - Porque cada uma das vezes que você me beijou, eu quis ele e senti o gosto dele.
Ele saiu d ecima d emim, rolou para o lado e pos as mãos sobre o rosto.
- Eu sei que tenho um temperamento difícil e que estou terminando com você de novo. Mas dessa vez a culpa não é do meu temperamento - Respiro fundo, olho para ele, que se senta e me olha, pega minhas mãos e faz com que eu me sente.
- Não, a culpa não é sua, é minha. Então por favor fique, não vá! - Ele implora de novo - Não ve o quanto eu te amo? O quanto sou sincero? Por que faz isso comigo?
- Por que eu sou sincera - Tiro minahs mãos das dele.
- Então a culpa é sua - Ele poem a cabeça apoiada nos joelhos.
- Se você quer culpar alguém, culpe a si memso, não a mim! Você que começou tudo isso!
- E você esta terminando!- Ele argumenta.
- Você fala como se isso fosse uam história de maor, uma drama de final feliz!
- E não será?
- Não! - Passo a mão no cabelo - Você começou no dia em que me cobiçou, em que me desejou! Mas eu era de outro e você não devia ter se metido, você não devia ter me iludido! Scontece, que eu nunca deixei de ser dele e memso que eu nunca volte com ele, eu nunca serei sua. Porque não é assim que é para ser!
- Você é memso como eles dizem!
- Já que eu sou assim, vou te dizer o que jurei não dizer - Olho para ele - Você quem pediupor isso, não me culpe. Eu sei que eu fiz coisas, que eu disse coisas, e nós voltamos ao memso padrão, querido. Mas eu nunca fui sua e você se enganou o tempo todo, você acreditou nas mentiras.
Eu sou uam mentirosa!
- Eu amo o jeito como você mente! - Ele chora. - MAs se você tentar ir embora, eu te mato e taco fogo no seu corpo!
- Você pode tentar, mas você me ama demais para me ver queimar - Eu me levanto com a blusa e o casaco na mão - Isso nunca foi um conto de fadas para ter um final feliz. Eu peço desculpas, memso sabendo que é mentira.
- Você está voltando para ele? para os braços dele? Estão juntos de novo? - Ele se atrapalha com as palavras.
- Eu não voltei com ele, mas sempre irei para os braços dele. Ele é o meu mehlor amigo, eu o amo e sempre o amarei. O amo como nunca te amei - Vestida, comecei a dar as costas a ele que se levantou e me assistiu partir, com o coração na mão.



Novembro, ainda me lembro

Capitulo XIV - Eu pertenço só a você

Ao som de Estrandeg, Guns N' Roses

Existem sentimentos que nos levam a fazer coisas inacreditaveis, inimaginaveis, e até por vezes, patéticas. Todos são variaveis de um só: amor. Eu nunca imaginei me apaixonar por meu melhor amigo, nunca acreditei ser capaz de ama-lo tanto quanto amo, e isso é patético.
Eu nunca vou achar alguém para te subistituri. Acho que vou ter de superar isso dessa vez, porque voce entrou em mim sem me deixar escolha, você foi tomando tudo que era meu e agora eu já não sou mais ninguém, sem você. Você existe então isto me basta para viver. Acho que eu supus errado, em dizer que você nunca me amou e nunca precisou de mim. Você sempre foi melhor que todos, mesmo quando diziam que o Pedro te ofusacava, mas a verdade é que você é uma pessoa melhor do que ele. Você não mente, apesar de omitir. É um bom menino, costumava vestir uma mascara, para não aparentar seu verdadeiro eu, para evitar a dor, acho que você é cuidadoso demais, ou tem um segredo - Me responda! Qual é o teu segredo. Doque você tem medo? O que há por trás dessa mascara? Eu cuido de você -, e raras foram as vezes que eu te vi sem essa mascara, como no ponto, no meio de um beijo ou quando você passava ao mão na minha franja, e essas vezes são as minhas lembranças mais felizes. Seu sorriso não é muito comum, mas expressa toda a sinceridade, e momentos de sua maior felicidade, mesmo quando você tenta conte-lo, posso ver pelo seu olhar - o pôr-do-sol. Não joga com as garotas, não vive uma vida despreucupada apesar de ser considerado galinha.
Você sofre, eu te fiz sofrer. Mais do que você deixou aparentar? Disso eu tenho certeza, mas agora não há como mudar o passado, temos apenas de tentar ser pessoas melhores. Eu & você, talves em caminhos, rumos diferentes.
Mas antes de você partir, preciso te revelar uma coisa muito importante... Não importa, o que quer que aconteça, eu nunca vou deixar de ser sua, mesmo que me entregue a outros. Pertenço a uma pessoa só e isso nunca mudará, Aro.
Somos muito jovens, ainda há muito o que aprender... Eu não ligo mais para onde o futuro vai me levar, desde que eu nunca te esqueça.

Sei que talvez seja rídicula a forma como temos que aprender certas coisas, mas aqui estamos.
Eu já tentei desistir inumeras vezes, pensei ter desistido, mas nunca realmente o fiz e não sei porque. Mas foi você quem me disse porque. Porque eu te amo.
Você bem sabe que precisa de uma mudança, não começa porque talvez não queira mudar na facilidade de achar que tudo vai dar certo no final. Te digo É tempo de recomeçar, de refazer e reavaliar, de sermos pessoas melhores do que eramos antes.
Talvez eu também precise de uma mudança, talvez eu precise parar de te cobrar o que eu mesma não faço. Seja o que for, eu o farei.
Porque como você disse, eu não desisto porque eu te amo. E não vou mentir, talvez eu sempre ei de amar. Mas quanto a este por quê, a resposta é um mistério.


Jovem de coração mas está ficando muito tarde Para nos achar tão separados Eu não sei como você supunha Me encontrar depois E o que mais você poderia querer de mim Como você pode dizer que eu nunca precisei de você Quando você tomou tudo Digo que você tomou tudo de mim
Jovem de coração e está tão difícil esperar Quando ninguém que eu conheça pode me ajudar agora Velho de coração mas eu não devo hesitar Se eu quero encontrar minha saída Então ninguém nunca nos contou baby Como seria Então o que acontecerá conosco, baby Acho que vamos ter de esperar e ver Quando eu achar todas as razões Talvez eu ache de outra forma Ache um outro dia Com todas as mudanças de estações de minha vida Talvez eu faça certo da próxima vez E agora que você está por baixo Com sua cabeça fora das nuvens
Você está de volta ao chão E você não fala tão alto E você não anda tão orgulhosa Não mais, e para que? Bem eu pulei no rio Vezes demais para fazer dele um lar Eu estou sozinho aqui fora, vagando sozinho Se não parece, dê um tempo Para ler nas entrelinhas Porque eu vejo a tempestade se aproximando E as ondas estão tão altas Parece que tudo o que sempre soubemos está aqui Porque isto deveria derivar e morrer? Eu nunca vou achar ninguém para te substituir Acho que vou ter de superar isso dessa vez Dessa vez Sem você
Eu sabia que a tempestade se aproximava
E todos os meus amigos diziam que eu estava alto
Mas tudo o que sempre soubemos está aqui



Eu nunca quis que aquilo morresse



I can't be tamed


Rio de Janeiro, 21 de julho de 2010

Querido L,

Venho aqui te escrever esta carta por um só motivo. Eu não posso ser domada!
Nasci uma fera selvagem de alma livre, que voa com o vento. Sou uma vaca maldita do inferno porque posso ser extremamente cruel brincando com os sentimentos alheios. Pois é o que eu gosto de fazer: brincar. É da minha natureza ser assim, não posso mudar quem sou e tentar ser boa, serei sempre uma menina má.
Meu andar confiante os seduz, e quanto mais eu os desprezo, mas eles me querem. Todos são cachorros correndo desesperados atrás de mim, dizendo ''eu te amo'', ''eu te quero'' e ''seja minha''.
Sou um furacão, uma mordida é o suficiente para te ter na mão, uma noite é o suficiente para eu mudar de ideia e te esquecer no dia seguinte.
Você já sabia que eu era perigosa, por tanto a culpa não é minha se você se apaixonar por mim.
Vou continuar vivendo e me divertindo causando um inferno dentro de todos que cometerem o mesmo erro.
Pareço um anjo, falo como um anjo, mas sou a personificação do demônio. Sou como eles dizem, uma pertubada gostosa, difícil de entender e mais confusa do que tinta misturada. Eu não posso mudar quem eu sou e é por isso que você esta se apixonando por mim.


''Se você se apaixonar por mim Eu não sou fácil de agradar
Eu posso te destruir Te disse desde o início, baby Desde o início.
Eu só vou partir, partir seu, partir,
partir seu coração. ''
Luna Waldorf ;*

Novembro, ainda me lembro




Capitulo XI- Enough to prove, it's all for you

Ao som de All For You, Sister Hazel

E de repente nosso olhar se cruzou
... Ele me raptou para um mundo desconhecido, onde só existiamos eu e ele, onde toda a dor se dissolvia na beleza de seu olhar, o pôr-do-sol ali - não canso de mencionar seu olhar, é realmente lindo, é perfeito e um dia foi meu. Como eu pude perde-lo? Me interpelei. Voce fez o certo, você fez por ele. Uma traição fez com que você selasse o amor mutuo para a eternidade, e agora vocês pertencem um ao outro. Não poderia ser diferente. Minha intuição gritou. Ultimamente ela deu para me visitar e me confundir. E agora eu tenho tudo, menos o que eu queria; se resume em uma palavra: Aro. E será que tem que ser assim mesmo? Eu e ele seguindo caminhos diferentes, estradas distantes. Penso onde a vida nos levará. Ele me abraçou, deu um beijo no meu rosto - não é onde eu quero que ele me beije, pensei. - Oi - Oi - Respondi. Era estranho agir normalmente, como se nada tivesse acontecido, ignorar tudo é como se não tivesse acontecido. Acho que ele é cuidadoso demais, por isso não se entrega, mas no amor é preciso se jogar, dar tudo de si, se não ele passa por ser tão sofrido. A vida passa logo, o mundo não fica esperando por você. E eu cometi um erro terrível, mas eu arrisquei. Tentei. A ultima semana do outono começou, o inverno se aproxima e o frio se une a solidão em seu apice em julho, nas férias, quando eu estarei tão, tão distante. O primeiro semestre voou, o segundo passa mais rápido ainda, até que o ano termina. Eu sei que virá um adeus, e talvez eu o perca de vez... Mas eu ainda tenho seis meses e possívelmente as férias de verão. eu corro contra o tempo, mas já fiz iso outras vezes. Eu olhei para ele; Me desculpe , os pensamentos voaram de minha mente para a dele pelo olhar. Ele não respondeu, nunca respondia, nunca me disse o que pensava. Mas é ele, eu aceito seus defeitos. Eu o amo, disso eu sei. Amo pois ele é minha Esperança, amo tão intensamente que entre sua ausência e a morte eu escolheria a segunda opção, amo mais do que amei minha mãe. Mas palavras, jamias poderiam expressar com exatidão, o tamanho do meu amor. É difícil diser. Mais tarde eu liguei para Marina e expliquei o que pensava.
- Por muitas vezes, sim, você chorou... - Ela começou - Mas você é uma das maiores guerreiras que conheço. Você luta até não haver mais nada dentro de sí.
De que adianta, ter o garoto perfeito, se quem te faz feliz é simplesmente aquele que não presta? Você sabe muito bem que s eficasse com o Besta ia acabar sofrendo. E o que te consome, é justamente isso: foi você quem cometeu o erro que estragou tudo, mas ele alimentou sua magoa para que você o fizesse. Não estou te julgando, mas esta é a verdade entre você e Aro e é o que há de mais belo: Vocês não se entendem, raramente concordam em algo, brigam sempre e se desafiam todos os dias. Mas apesar das diferentes, vocês tem algo em comum: vocês são loucos um pelo outro.
- Eu queria que ele enzergasse isso! - Resmunguei. - Então faça-o enxergar. Você é Luna Waldorf, você há de dar um jeito. Além de que vocês nasceram um para um outro, pertencem
um ao outro!



Finalmente eu entendi, mas levou muito, muito tempo E agora tem volta, talvez porque eu esteja tentando Tiveram tempos, eu estou tão confuso Todas minhas estradas, elas me guiam pra você Eu não posso me virar e caminhar pra longe É difícil dizer, O que e que eu vejo em você Imaginando se eu sempre, estarei com você Mas palavras não podem dizer, e eu não posso fazer Suficiente para provar, É tudo por você Eu achei que eu tivesse visto tudo Porque tem muito, muito tempo Mas ai nos iremos tropecar e cair, imaginando se eu estou cego (...) A chuva esta descendo Caindo dos ceus azuis Palavras sem um som Vindo dos seus olhos (...)
É difícil dizer, O que e que eu vejo em você Imaginando se eu sempre, estarei com você Mas palavras não podem dizer, e eu não posso fazer Suficiente para provar,



É tudo por você !


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Oi, meus queridos! ah, acho que o melhor dos dias que tem jogo do Brasil, é que eu não tenho aula. hihi :B Eu até consegui responder meus comentários! :D E aqui, aproevitando que eu tenho um espaço para falar a vos, recomendo alguns blogs - se bem que um deles virou site, ok, ok. Primeiro: kariread.com ; fala sobre livros e a paixão por leitura, é da Karina, irmã de um amigo meu, mas nem por isso, ela tem 390 seguidores. Segunda: A Hora do Desabafo ; eu não sei de quem é, mas adoro! Os textos costumam ser bem curtinhos, mas tocam o coração. Terceira: Vacas Azuis Voadoras ; é da minha prima. Ela escreve com o coração e tem ideias beeem criativas. Quarta: Compartilhando Nostalgia ; minha xará Julia Melo, tem feito um conto sobre o quarto 104, onde uma menina esta internada em coma e um menino apaixonado por ela narra a história no diário.
Bom, já escrevi demais, espero que vocês apreciem minhas recomendações!
kisses and Hope you enjoy it ;*



Novembro, ainda me lembro



Capitulo X - Talvez seja você que me completa

Ao som de Vou Cantar Restart

Apaguei de novo. A escuridão me abraçou e eu me deixei levar.
Não sei se morro ou se vivo, porque a vida me parou. Por que resistir? É muito mais fácil ir, e ao lembrar me despedir. Pensei no rosto de meus amigos: Pedro, Dado, Lara, Marina, Matheus, Irina, Carol, Thiago... me demorando no rosto de cada um, uma brisa quente me envolveu enquanto lembrava deles. E Aro... Aro, meu melhor amigo, o amor da minha vida, o centro do meu mundo. Há muito tempo que minha vida passou a se resumir nele. Aro lavando meu machucado - que eu fiz na educação física jogando futebol, me pedindo para esperar para irmos para o ponto de ônibus do colégio, as mãos dadas no final do ano, o primeiro beijo no surubão, a festa à fantasia... Cada uma das lembranças me acalentava. Mas duas me prendiam a atenção, o dia em que eu o conheci e nós dois deitados na quadra poliesportiva. Então alguma coisa dentro de mim, gritou uma das minha odiosas percepções. O fato de eu - encaro a verdade - te-lo traído, não apaga os ultimos dois anos. Me lembrei da água gelada que cobriu meu corpo, depois que eu me joguei do penhasco, e de sentir a presença dele ao meu lado, de saber que ele jamais me abondaria. Que se eu morresse ele sempre estaria cuidando de mim, onde quer que eu fosse parar e então me entregar, e ser salva pelo Besta. Se aconteceu, aconteceu! ''De qualquer modo, de que adianta chorar quando todas as lágrimas do mundo não mudariam o que aconteceu?'' O que importa é daqui para frente, o que fazemos à partir de então? Desistir é algo que não existe para mim, só desistem os fracos. Lutar, é o que deveria fazer, assim como ele. Em algum lugar da minha mente, eu lembrei de algo que eu não faço ideia de onde ter ouvido ou lido "Nunca se canse de fazer pequenas coisas para os outros. Às vezes essas pequenas coisas ocupam a maior parte de seus corações." Embora seja sempre eu que lute por ele, eu que o procuro e me acabo no final, não posso desistir! Eu tinha que resistir aos braços da morte, que agora me engliam, me prendendo no fatal final. Eu tinha de resistir, por ele! Não podia me entregar, não agora. Não pare de acreditar Se segure na sensação, ouvi minha mente dizer. De algum modo eu despertei, com os olhos de Mariana sobre mim, as lágrimas rolavam loucamente. Ela abriu um sorriso. - Luna! - Pulou sobre mim - Você ficou louca? - Por um momneto, eu esqueci de acreditar. Esqueci que por pior que tudo esteje, eu não posso desistir. Mesmo sem esperança, preciso continuar por vocês, por ele! Amanhã começa a última semana do outono, pensei. Seria quinta-feira e aquele era um dia mágico para mim, pois eu nasci numa quinta e as coisas impostantes na minha vida acontecem numa quinta - como começar e terminar com o Aro. Esse dia é cercado de magia e eu conheço algumas delas. Quando eu estava passando, esbarrei em uma garota da qual eu não gosto e nem ela gosta de mim. Ela se sentiu com moral e veio para cima de mim, mas Aro se jogou sobre ela protetoramente, intintivamente... - Ô garota! - Ela foi interrompida por ele e fiquei pensando nisso. Todavia, acabei na cordenação e a coordenadora da manhã, me absolveu e eu contai a ela tudo que acontecera depois de abrir o berrero.
- Lute pelo q
ue você acredita! - Ela disse enquanto eu saia. E não possso negar que foi um sinal, eu senti quele formigamente no peito, quando tenho um. O fone no ouvido, sai sorrindo e cantando.


Sei que os dias passaram E eu vejo que o nosso pra sempre acabou E nada do que nos foi contado, Os desejos e sonhos que a vida mudou
E hoje eu acordei pensando Naquilo tudo que eu ia te dizer Nas verdades e nas mentiras Em todos os planos que eu fiz pra te ter
Não vou deixar você ir Não vou deixar você ir
Vou cantar, até você ouvir Aquele verso que eu fiz para te ver sorrir E dizer, talvez seja você, Que me completa e me faz querer viver


Não vou deixar você ir !

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Oi, meu queridos. Estou com um certo bloqueio criativo e se o texto não ficou muito bom, peço as mais sinceras desculpas. Sei também que não tenho respondido meus comentários a um tempo, mas só tenho tempod e postar e sair, então vou tesntar responder todos até o fim do final de semana. Hope you enjoy it ;*

Novembro, ainda me lembro



Capitulo IX - That everything, everything ends

Ao som de Meet Me On The Equinox, Death Cab For Cutie

Vou te contar como tudo começou em um resumo bem sucinto mas detalhado, para que você se lembre de porquê exatamente você esta aqui, eu disse a mim mesma.
Tudo começou no dia 21 de agosto de 2006, quando eu entrei no colégio, ali eu soube que meu destino me encontraria, no exato momento que eu cruzei aquele portão de ferro. O ano se passou, perdi minha mãe no dia 23 de fevereiro de 2007. Mais um ano se passou, um ano no qual eu fiquei perdida, indo na onda dos outros, um costume que não era meu. Vivi sem esperança, por tempo demais e sem me dar conta disso procurei arduamente por ela. Eu não a encontrei, ela me encontro. Ou melhor, eles. A Esperança me veio furtando minha paz e sentido de viver, me dando algo a que acreditar e que cuidaria de mim, em três encontros que fizeram meu coração aumentar vertiginosamente ao quíntuplo de seu tamanho em cada um dos encontros, preenchendo cada um dos menores espaços, até eu estar completamente tomada por eles: Pedro, Aro e Dado, que eram quase uma pessoa só. Não havia divisão, eu amava aos três ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, sendo eles o meu próprio centro do universo. Aquilo era amor, amizade e fortaleza- a única coisa que poderia me destruir - provocado em mim, uma necessidade intensa deles, ao ponto de doer, como a necessidade de uma droga. Eles eram e sempre serão meus melhores amigos. No ano seguinte, depois de e ter ficado afim de Dado e Pedro, comecei a ficar com tad, um dos meninos mais cobiçados do colégio e uma das amigas dele veio puxar assunto comigo. E aquele recado no orkut mudou minha vida. De novo. Me tornei amiga da Lara, a melhor amiga de Aro, mas meu amor era grande, eu podia lidar com aquilo - mal eu sabia que seria mais do que ela. Lara me apresentou Irina, Carol e Marina. A relação que se estabeleceu entre nós era algo tão forte, tão bonito, uma amizade tão intrigante que novamente meu coração cresceu, não como da outra vez, as cresceu. E no fim do ano, quando a ameaça de ele sair do colégio foi grande demais eu e aro nós aproximamos muito, e... eu me apaixonei por aquele que eu jurei jamais me apaixonar: Aro. Mas eu só descobri isso, no dia em que depois de brigarmos e fazermos as pazes, ele me contou que gostava de outra. Trazendo ao meu verão noites tão mal dormidas regadas a lagrimas e frustração. Me preparei para tudo, sem nunca alimentar aquela Esperança em meu peito que pedia para ser alimentada. Quando ele era própria Esperança em mim. No dia 5 de abril, por algum motivo nós voltamos, paralelo a isso, minha relação e aliais, a relação de todos Os Invencíveis - como peguei o costume de nós chamar, depois de eu e Irina cantarmos Lua de Cristal aos berros e lágrimas no ultimo dia de aula - quebrava e se dissolvia no vento. Irina e Marina, quase não falavam mais com Carol e Lara. Irina e Saulo terminaram e ela estava com Matheus agora. Carol terminou com Vinícius, Marina encontrou um pokemom, Lara continuava no vai e vem com João - um garoto do comdomínio dela. Marina e Pedro brigavam todo dia, Aro disse que Raquel e Paula eram suas melhores amigas de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade, como ele mesmo me ensinou. Thiago estava lá, mas não queria estar. Então a maré ruim me atingiu, eu passei a gostar de Lucas - Besta - e contei tudo a Aro. Bem, menos que se eu não o tivesse traído não o teria escolhido, não contei que ele foi e sempre será o amor da minha vida, mesmo que nós estivéssemos nesse rolo a 8 meses e eu o conhecesse a 2 anos e só tivesse descoberto isso a uma semana. Eu e aro terminamos. Eu poderia e estava conseguindo lidar com a perda dos Invencíveis, mas perder Aro era além do meu limite. Ele era a base, o chão, o eixo, o tudo. Eu também não contei a ele a maior de todas as verdades, inevitável e presente como a chuva no entardecer dos dias quentes de verão: que minha vida se resume no que eu vivi com eles, com ele. Nós éramos Os Invencíveis. Então, como deixamos de ser? O que houve com a maior de todas as forças, que estava alterando o curso da história e mudando o mundo, como era de seu destino? O que seria capaz de vencer o invencível? Eles mesmos, nós mesmos. Deixamos de acreditar no final feliz que nos foi destinado, desistindo dos desafios, cansados de lutar, naquele processo exaustivo - parte de algo maior que nos daria entendimento, conhecimento para situações futuras. Lutas que não acabariam nem mesmo com a morte. Almas abençoadas que ficaram cegas como tempo, ou melhor, com a falta dele. O ser humano teme o que desconhece, mas não nos julguem, não nos culpem, mas era tudo muito diferente da rotina inovadora e surpreendente a qual nos acostumamos. Precisávamos nos reinventar - mantendo a essência - para estarmos prontos para a luta no novo terreno. Mas nós não enxergamos isso. A saudade era incomoda, principalmente porque sabíamos que em breve nos separaríamos ainda mais. Por quê um ano de tortura e despedida? Para provar que somos merecedores do tudo, do todo. E nós também não enxergamos isso. Ou talvez só não fossemos merecedores. ''Fiz o que foi necessário para ser feliz. Mas me esqueci que a felicidade é um sentimento simples, podendo encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade'' Em plena juventude eu tentei me matar (14 anos). Despertei no hospital ainda meia absorta por minhas cruéis e verdadeiras conclusões e ouvia música de fundo, uma de minhas preferidas.





Encontre-me no Equinócio Encontre-me no meio do caminho Quando o sol está posicionado em seu ponto mais alto No meio do dia Deixe-me te dar meu amor Deixe-me tomar sua mão Enquanto andamos na suave luz Oh querida entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Encontre-me no seu melhor comportamento
Encontre-me no seu pior Pois lá não haverá pedra não virada ou bolha deixada para estourar Deixe-me deitar ao seu lado, querida Deixe-me ser seu homem E deixe nossos corpos se entrelaçarem Mas sempre entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo, tudo termina Uma janela Uma tumba aberta O sol se rasteja
Através de seu quarto Uma luz Uma sala de espera Sua ultima respiração Se movendo através de você Enquanto tudo, tudo se termina


Me deparei com a enfermeira que me interpelou:

- Mas por quê, por quê?
Eu respondi sucinta, lúcida, plena de minha dor e com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
- Sem Esperança!


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Oi, meus amores e amoras ( minha professora que fala isso \z
Sei que não tenho respondido aos comentários e devos fazer isso em breve, só estava meio atolada com os trabalhos de Sala de Leitura - uma de minhas matérias preferidas - porque a professora pediu para continuarmos a história que ela deu e eu fui escrevendo umas 4 páginas viajando na maionese, mas ficou legal. Se quiserem depois eu posto, é sobre uma mulher chamada Raquel que se apaixona pelo amigo do tio que junto a ele esta tentando revolucionar a Rússia. Beijos, meus queijos ;*
 
By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana