Mostrando postagens com marcador Saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saudade. Mostrar todas as postagens

só hoje



hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito




    Cabeça encostada à janela do ônibus.
    O dia está nublado, mas ela não o vê. A imagem que dança sobre seus olhos é a cor da pele - mel com chocolate - dele, quando o verão acabava. No primeiro abraço do ano ela abria os olhos para a nuca doce do amigo, incentivada pelo seu cheiro.
    Era quando a saudade mais queimava e no seu ápice começava a ser domada.
    As vezes ela sentia aquela mesma saudade e numa resposta biológica automática, o nariz avermelhava e a boca melava. Em sua mente, se via correndo, desesperada para vê-lo abrindo o portão de madeira branca e com seu jeito sem jeito, aproximar-se pedindo que ela o abraçasse.
    Trincou o maxilar de olhos fechados - ainda bem que já estava quase chegando em casa. 




Ao som de Só hoje, Jota Quest.                                                                          só hoje - 1

absorver






            Eu te absorvia. A cada detalhe de cada movimento. Cada traço. 
            Eu te absorvia. Vigiei cada um dos seus movimentos e escolhas.
            Eu te absorvia. Velei por ti até nas horas mais escuras.
            Eu te absorvia. Estive invisível e silenciosamente ao teu lado.
            Eu te absorvia. Fui o esteio imperceptível.
            Eu te absorvia. Até você se e me transformar em mim.
            Eu te absorvia. Gra-da-ti-va-men-te se tornando outro você.
            Eu te absorvia. Até eu te absorver.


Me desculpe

Meu querido,

Em breve, devolverei suas coisas. 
Assim que lavá-las, todas. 
São suas, não minhas, por tanto, não devo ficar com elas. Isso inclui o numero do seu celular, mas não posso prometer que o esquecerei - é difícil esquecer um numero que já foi discado tantas mil vezes.
Devolva, por favor, as minhas também. Sei que o que é meu com você não se compara ao que é seu comigo. Não deveria ter deixado nada seu ficar. O problema é que a cada coisa que se instalava por aqui eu me sentia mais sua e isso ia me dando um sentimento bom, gostoso, sabe, de me sentir em casa mesmo que a minha própria casa não fizesse eu em sentir assim. 
Dai eu fui me acomodando e deixando estar, mas não se preocupe, eu vou devolvê-las. Não sou ladra, sou apenas solitária. Tenho que aceitar minha sina.
E por falar em aceitar, não vou mais impor que você mude. Seja do jeito que você acha que deve ser. Quem sou eu para dar conselhos aos outros? Quem sou eu para dizer que devemos sempre melhorar? Talvez quem quer que você seja, seja muito melhor do que eu jamais serei. 
Eu não deveria depender de você nem te frustrar assim. Mas você sabe como é minha realidade, me desculpe por procurar alguém que você seguro para mim, um mastro para me agarra em meio a tempestade. Não foi justo fazer você disso, mas eu acho que eu nunca vou poder amar ninguém que não assuma esse papel para mim, porque quem deveria assumir não assume. 
Não há porque continuar vivendo assim. Sendo triste. Não, não vou mais te importunar com as minhas idéias revolucionárias nem meu animo para fazer o mundo ser um lugar melhor. Acho que eu devo mesmo é fazer alguma faculdade que em ensine a me conformar com a realidade do jeito que ela é e parar de lutar contra o sistema. Talvez eu deva ser acomodada como a grande massa, talvez eu devesse ser cega. Talvez assim eu fosse mais feliz. 
Mas chega de possibilidade, o que é certo já esta dito. Desculpe-me caso eu tenha te ofendido. Isso jamais acontecerá novamente. 
Eu já te disse, me ligue se achar que deve. Se não, deixe como esta. Eu inevitavelmente vou saber se você seguiu em frente. 
E seguirei também.

Quem saberia?




Ao som de Who Knew, Pink

Eles eram jovens demais para saber que, no final, todos os sonhos que tinham não iriam os levar a lugar algum. E que todas as promessas poderiam ser quebradas, assim como as regras. Mas quem se importaria?!
Eles eram jovens demais para imaginar que se o mundo os levou a se encontrarem, também poderia levá-los a se separarem. Mas se alguém te dissesse que tudo acabaria um dia, mesmo assim, você deixaria de aproveitar aquela pessoa que está do seu lado?
Eles evitaram fazer planos e prometeram não dizer, para sempre, nunca ou jamais, só para não provocar o destino. E de vez em quando, percebiam que sonhavam com o futuro, e secretamente, desejavam que fosse para sempre, que nada nunca pudesse separá-los e que não mudasse jamais. Porque era inevitável.
Uma sensação de vazio tomava a ambos. Ela dizia um adeus sufocado e exausto, porque estava farta de lutar por ele. E ele a via partir, sem saber o que fazer, com algo se afundando em seu peito; não queria perdê-la.
Seria sempre a melhor e mais doce de todas as lembranças, forjada do amargor da dor. Mas ela tinha que ir. Mas não significava que ele não devia lutar por ela. Tinham medo de que fosse tarde demais para salvarem o amor que sentiam, tinham medo de terem errado demais para serem perdoados.
Eram sempre dois caminhos. Eles sempre estavam sempre entre a escolha de partir ou ficar. E ficar parecia certo, mas as vezes doia como o inferno. E partir era uma decisão tomada com a secreta conciência de que aquele caminho, por mais esforçada que fossem suas tentativas de fazê-lo bem sucedido, era impossível.
Porque quando estavam juntos era como deveria ser. Completo. Feliz. Sereno. Era o que era.
Eles teriam dito que todos estavam errados, teriam dito que tudo daria certo. Mas estavam errados.

Se há um ano me dissessem que nós não ficaríamos juntos, mesmo assim eu teria escolhido ficar com você. Eu teria escolhido toda a dor e todas as lágrimas, os momentos de desespero e sufocamento, escolheria até o odio. Eu escolheria ter todas as coisas ruins, só para ter as boas.
Para ouvi-lo dizer que seria meu alicerce, que eu sou uma icognita e um anjo caído. Por te beijar na chuva e dizer meu primeiro eu te amo. Por rir histericamente de cada uma das suas piadas bobas. Por te beijar como se nunca me satisfizesse de você. Por saber que você me amou tanto quanto eu te amei. E por ser verdadeiramente feliz pela primeira vez na vida.
Se me dissessem que tudo ia acabar, eu teria escolhido você.
Mas quem saberia?

A ultima noite

Os dias passavam e continuariam passando por eles. Viviam suas vidinhas do melhor modo possível, mas aquele sentimento ficava e a cada dia mais se enraizava no peito deles.
Tentavam seguir em frente. Ele se entregava a outras mulheres, bebia e fazia qualquer coisa que o distraísse daquela sensação de estar fazendo tudo errado. Ela ria de piadas que não via a mínima graça e retribuía o flerte de todos aqueles garotos, tudo para não deixar a saudade tomá-la.
Os amigos dele diziam que ela era uma vadia, que não prestava e não gostava dele. Os amigos dela diziam que ele não lhe dava o devido valor, que ele era um canalha e não gostava dela. E eles escutavam, mas a opinião dos outros nunca lhes importou.
E negavam que havia algum sentimento, que havia qualquer ínfima chance de voltarem a ficar juntos. Tinha acabado e isso era tudo que importava!
E diziam isso porque eles mesmos queriam acreditar nas mentiras que contavam.
Porque toda noite, quando o brilho e a festa se desfaziam a volta deles, deitavam-se e a consciência da verdade os invadia. Ele queria abraçar o corpo dela na cama, ela queria que ele a envolvesse protetoramente; ele queria ouvir a risada dela, ela queria que ele a fizesse rir.
Na ultima noite o telefone pesou mais do que nunca, a vontade de ligar cada vez maior.
E quantas vezes eles não quiseram ligar e dizer alguma coisa - qualquer coisa!  Ou só ouvir a voz do outro lado da linha. Quantas vezes eles não começaram a discar sem jamais apertar o botão "ligar". E quantas vezes fingiram que aquele momento de indecisão não existiu, viraram para o lado e dormiram ignorando a vontade de fazer algo, de dizer algo, doendo-lhes a fundo.
E assim os dias passavam e continuariam passando, até que aquele sexo falsamente casual que faziam fosse perturbador demais, até que as coisas subentendidas fossem insuficientes e eles finalmente confessassem as palavras presas na garganta, até que nem todo o orgulho do mundo fosse suficiente para impedi-los.

Era uma vez



Era uma vez:
o Senhor Destino
Era uma vez:
a Senhora Morte

O Destino é o inevitável que vem até nós hoje, amanhã ou depois, sem que tênhamos conciência de sua presença. Ele transforma nossos sentimentos, cura feridas ou as abre novamente. Ele nos salva e nos desgraça. Nosso Senhor é uma criança de cinco anos correndo conta com nossa frágeis vidas nas mãos.
Eu sempre achei que a morte fosse uma ladra. Um espectadora oniciente, que nos espreita esperando o momento de saquar nossas almas. As vezes elas levam almas que que julgamos merecer mais tempo nesse mundo, para desfrutar da vida que lhes foi dada.
Eles são amigos muito íntimos - a Senhora Morte e o Senhor Destino. E eles riem de nossas fracas tentativas de vencê-los. Mas não há como, nunca haverá. Eles sempre vencerão.
Embora o Dentino seja imaturo demais para saber o que faz, a Morte sabe. Ela inevitávelmente se erguerá sobre nós e tentará ser gentil. Ao contrário do que todos pensam e de seu absurdo roubo, ela será boa em sua perspectiva.
Porque a morte é serena, tranquila - fácil. A vida é muito mais difícil.
Ela poupará a alminha em seus braços das dores do mundo. O problema é que ela não entende que essas alminhas que ela poupa, prefeririam as dores, as lágrimas, os sofrimentos, se soubessem se haveria um
mas na vida delas. Se soubessem que em um determinado momento, tudo valeria à pena.Algumas alminhas sabem. Outras não - "os suididas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar sua dor" e tudo de que precisam é "uma pequena virgula para que eles continuem a escrever sua história".

Uma frase:
Tentando encontrar cor num munco preto e branco

O grande problema desta Senhora é o que ela deixa para os outros lidarem. A morte é uma cirurgia para quem morre e uma recuperação para quem fica. Somos obrigados a lidar com a dor da perda, com a saudade, com as lágrimas vazando de nossos olhos.

Um fato:
A morte é egoísta.

Mas quem quer que seja a alminha em seus braços, é certo que ela encontro paz. E os que foram deixados, eles tentam viver pela alminha que teve a sua vida roubada. E por mais que doa, eles cuidaram de não esquecer o som de sua voz, o brilho de seus olhos, a sensação de seu toque e o modo como sorria. Das palavras ditas e dos momentos vivídos. Dos sentimentos trocados.
E estarão presos a outra Senhora - a Eternidade - na qual, se recuperarão para sempre do trauma do roubo.
Até que elas mesmas sejam roubadas. E encontrem paz.

Umas ultimas palavras:
Apenas os bons morrem cedo

_____________

Para Thayna Proêza, em memória de Aurélio César Panisollo.

é só mais um dia de chuva

- A gente só da valor quando perde, Luna - A voz de Aro soou do outro lado da linha, com uma nota de trsiteza.
- Você acha que me perdeu? - Passei a mão no cabelo, apoiei o cotovelo no joelho - Acha que a distancia pode fazer isso? - Deixei a pergunta pairar. Respirei fundo e soltei o ar ruidosamente - Por que se deixou me perder?
- A distancia nos separou - Ele era sempre de poucas palavras.
- E você não fez nada para mudar isso, não é mesmo?! - Mordi o lábio com força, até sentir o gosto acre de sangue. Merda.
- Nem você - Ele despejou. Eu tive vontade de bater nele.




"And the worst part is
Before it gets any better

We're headed for a cliff And in the free fall I will realize
I'm better off when I hit the bottom "

- Te ligar, te procurar, te mandar recado, puxar assunto nas raras vezes em que te vi no msn, te mandra um beijo pelo Pedro, não são nada? Eu fiz o que pude, foi pouco, mas ainda assim, foi muito mais do que
você fez!
o silencio pairou. Eu sentada no banco em frente ao meu colégio e ele dentro do dele. Um dia chuvoso, monocromático - só mais um dia sem Esperança. Podia ouvir o barulho atrás dele, mas era como se não chegasse até nós, como se estivessemos distante de tudo e de todos.
- Pare de decepcionar a única pessoa que ainda se importa realmente com você. E pare de dar valor aquelas estúpidas tietes da elite.
- Elas são minhas amigas - Ele as defendeu.
- Elas só querem popularidade. Você é cego, não quer enxergar ou o quê?! - Ótimo, estavámos brigando. De novo. Eu me acalmei e voltei a falar com a voz mais calma. - Você tem que aprender a lidar com isso tudo, Aro. Antes que seja tarde demais.
- Eu sei lidar com elas - Afirmou ele, convencido de estar certo.
- Ah, é. Sabe mesmo?! Eu acho que não, pois se soubesse, estaria do meu lado agora e não do outro lado da linha - Retruquei com raiva.
- Eu vou em casa e já chego aí - Anunciou ele.
- Quer saber?! Não precisavir e quando eu desligar, não ouse me procurar. - Começou a chover no exato momento em que eu deliguei, e quase atirei o celular do outro lado da estrada do galeão.
Outra crise de nostalgia, surgindo como um ematoma, latejando sobre todo o meu corpo.

a minha única exceção, o meu melhor amigo

Ao som de The Only Excpetion, Paramore

Perdidos? Jamais estaremos, temos um ao outro. Eu olho para você e estou em casa, não importa se as coisas não estão bem, só de saber que você pensou em mim, eu fico bem e sempre ficarei.
Você é o único capaz de cuidar de mim. E me salvar de mim mesma. Você tem aquele brilho que me traz a vida, me faz sorrir pelo motivo mais bobo do mundo e se a gente briga, não conseguimos permanecer brigados.
Talvez as coisas não sejam permanentes, sejam só passageiras. Talvez o destino te tire de mim, como ele está tentando fazer. Talvez o amor não dure e nada seja para sempre, talvez tenhamos que fingir que tudo vai ficar bem mesmo que não fique. Talvez eu tenha que sorrir chorando.
A muito tempo eu prometi que não deixaria nada me fazer infeliz, me dar tudo só para eu perder depois, mas agora eu sei que vale o risco.
Você sempre será aquele que salvou minha vida, o amigo mais fiel, minha amizade mais complexa e a prensença mais bem vinda. É para os braços de quem eu correrei no final e eu sempre estarei lá para você. Tudo smepre acaba se resumindo a nós dois juntos.
Eu sei o que está acontecendo a minha volta e como você faz falta, mas eu não sei como vou curar sua ausência. Eu sei que uma hora você terá que se levantar e ir embora, então que a intensidade seja maior que o tempo.
Eu sei que tudo isso foi real e que você é a minha exeção. Embora tudo só fique mais difícil a cada dia, eu não vou desistir e sei que você também não vai. Nós entramos nesse barco juntos e vamos remar juntos.
Eu acredito nisso, acredito em mim e em você e em nós dois. Porque eu preciso de você, minha exeção e eu não vou deixá-lo ir, custe o que me custar. Minha única exceção e meu melhor amigo.

Atlas


Ela vive em uma linha tênue, entre a felicidade e a tristeza, perdida entre os sonhos e a realidade, tentando ser forte o suficiente, para que, mesmo sem Esperança, sobreviva.
Brilha, oh estrela guia, do mesmo modo de sempre e rouba a cena sem fazer esforço, sendo quem é - uma Rainha. No entanto, ninguém diz que ela é Atlas, condenada a tortura de sustentar o peso dos céus. Sorrindo hipocritamente, fingindo não enxergar e não ter problemas, enquanto tenta consertar tudo, quem diria?
Ela só está esperando ter um ínfimo de força, para em vez de fugir, finalmente perseguir seus demônios. Mas sem esperança - sua força - ela jamais poderá lutar e ela está sosinha num lugar tão lotado quanto vazio, cheio do nada incompleto e um milhão de lembranças felizes que só a cortam.
Dizem que quando se têm tudo, não há mais nada que se possa querer. É mentira, pois há sim, uma única coisa que se possa querer: o para sempre. Ela teve tudo e pode muito bem dizer, a horrível sensação de perder.
Ela foi a pessoa mais feliz do mundo e hoje é só uma garota solitária, tentando achar o caminho de volta para casa. Tudo que ela quer, é estar em casa.

eu só rezo para ficar bem,


Luna? – O meu irmão mais velho, Luc, me chamou pondo a cabeça dentro do meu quarto
Eu estava lendo. Fechei o livro e olhei para ele.
- O PC morreu - Ele disse. Eu não assimilei as palavras de imediato, de modo que demorou alguns segundos até as palavras dele realmente me atingirem.
- Você ouviu direito - Ele falou, diante da minha ausência de resposta.
Olhei para ele erguendo uma sobrancelha, como se dissesse "você só pode estar me zoando".
- O PC inspetor do colégio? - Era o único que eu conhecia, mas parecia difícil de acreditar.
- É, ele mesmo!
Eu entrei no msn mais tarde e fui bombardeada por comentários sobre a morte daquele inspetor, sempre tão simpático, que nos contava sobre a vida dele, ria e zoava com a gente.
Todos os ninks ou subninks tinham uma flor e escrito "LUTO", e "PC descanse em paz". Fizeram comunidades e tópicos no orkut.
Ainda era difícil de acreditar, surreal demais. Afinal, ele tinha um jeito cativante, receptivo. Tratava os alunos de igual para igual, não como subordinador, mas como amigos. Sempre sorria, sempre brincava. Eu nunca vi o PC triste - talvez fosse aquela aura dele que sempre nos fazia sentir que qualquer coisa que acontecesse conosco, não importava, porque no final, tudo ficaria bem.
A morte dele foi um choque - não só para mim, tenho certeza que foi para cada pessoa que já o conheceu. Me fez pensar no quanto a vida é frágil e curta - podendo acabar com um piscar de olhos e nós nem sabemos porque morremos.
Nós vamos todo dia dormir, contando que haverá um amanhã, deixando para depois o que se pode fazer hoje. Nem pensamos que podemos não acordar e deixamos de dizer tantas coisas importantes para as pessoas que amamos.
Talvez nós devêssemos pensar mais antes de agir e agir com o coração. Talvez devêssemos ser mais justos e julgar menos as pessoas. Talvez nós devêssemos dizer mais "eu te amo", mas de forma verdadeira, não como se fosse "bom dia". Talvez devêssemos ser mais simpático com nosso inimigo e ter mais compaixão. Talvez agir mais e falar menos. Sermos mais sinceros, mentir menos, xingar menos, amar mais. Talvez aceitar mais e criticar menos a vida. Talvez aproveitar mais, talvez sermos mais feliz.
Afinal, nunca sabemos quando a vida vai acabar. Ela é frágil e incerta. Pode ser bela e bem vivida, ou doida e desperdiçada - depende de como nós a enfrentaremos. E como o futuro a Deus pertence, eu só rezo para ficar bem.



___________________________

Dedico esta postagem ao melhor inspetor, Paulo César, do Colégio Brigadeiro Newton Braga, quer veio a falecer no dia 27/11 de 2010, após ser atropelado no dia anterior, por um motorista de ônibus babaca, que ultrapassou o sinal. Agradeço por todas as alegrias, por todas as risadas, por cada momento difícil compartilhado e pela sua ajuda quando ela foi precisa. Descanse em paz. (F)

Noites com sonhos de uma ariana.

Respirei fundo mais uma vez. Lembrei dos olhares trocados. Lembrei da data do seu aniversário, 20 de abril, senti você aqui. A porta se abriu tão feroz quando a força dos sonhos de uma ariana. Eu sei que ainda vais voltar aqui e conversar comigo. Sorrir. Lembraremos até do tempo em que pensávamos em não sermos somente amigos. Talvez aqueles dias tenham passado de forma tão despercebida, que só agora nos damos conta. Toda a simplicidade daqueles sorrisos, de alguma forma não ficou para trás. Nem toda a sua beleza.
Eu sinto uma transparência tão palpável em seu olhar, é como se o mundo estivesse por acabar e eu ainda pensasse em como te conquistar. Em como fazer esta metade de nós, ser um só. E nunca estaremos sós. Caminhei alguns dias no escuro e lembrei do seu sorriso. O seu astral me trouxe todo aquela leveza emocional. Porque eu sempre te quis de forma tão louca, que isso, me fez esquecer do resto do mundo. Parece que as estrelas trilharam esse caminho para nós, estarmos sempre juntos, mesmo que só por mente, mesmo que nossos corpos se rejeitem. Mas mesmo unidos, elas dançam perfeitamente em sintonia, junto com o ritmo dos nossos corações.
Ah! Pobre coração, precisa tanto ser cuidado. Você tem a malícia correta de me amar, o jeito meigo de me encantar. Faz com que eu me perca ao te admirar. Encontro-me satisfeito ao ver o seu olhar de menina sonhadora e ao mesmo tempo de uma melhor batalhadora. Tentei te fazer uma canção. Tentei fazer com que essa saudade de ti sufoque menos o meu coração. A única respostada obtida é que por ti que ainda tem sentido cada batida do meu coração. Então voltemos a tentar ser mais do que amigos, já que não podemos fingir, sermos os mesmo de sempre, de como éramos antes daquela noite. Não, não podemos. Seria o pior de todos os erros ainda, acabar com essa amizade que é o ponto principal desta nossa confusão. Então me faça o favor de voltar para os meus braços, já não agüento esperar para dizer que te amo. EU não poderia voltar, já que fui...para sempre seu.


Parceria com Carlo Lagos, Fato Sem Palavras

Novembro, ainda me lembro

Capitulo Vll - Let me back into... Into Your arms '♫

Ao som de Into Your Arms The Maine

Eu olhei para o céu e senti
... o vento bagunçar meu cabelo. Eu olhei para o céu e senti a chuva que caia fina apertar, encharcando meu corpo. Eu olhei para o céu e senti uma luz branca afastar a dor de meus pensamentos. Eu olhei para o céu e senti, devido ao misto da luz branca, o vento e a chuva, uma paz que eu nunca sentira antes na vida.
E sorri, simplesmente. Sabia o que viria depois, sempre vinha, mas não importava, eu só queria sentir a chuva. Eu cheguei ao colégio uns minutos antes vindo da praça com Pedro e Aro. - Eu não queira terminar com você, mas o que você fez acabou comigo - Aro segurava minha mão com força, possessivamente. Sabia que estava me perdendo. Eu não respondi, só fiquei ali, com o rosto voltado para o céu pedindo que a chuva apertasse. Agora ela apertou, fazendo o mundo cair em cima de mim, mas não era ruim, lavava minha alma. Pedro se junto a mim contemplando o céu. Depois Ana e depois João. - Você esta bem? - Perguntou Pedro acariciando meu cabelo e depois beijando minha testa. - Me sinto - Suspirei - em paz - Talvez eu esteja morta, não ligaria se estivesse. Os invencíveis se perderam sem se dar conta disso. Restaram-me fragmentos, mas o tudo não é tudo se não esta completo. Agora sem o Aro, não ligo para mais nada. Não tenho mais vontade de viver e nem Esperança de que tudo de certo no fim. Eu olhei para Aro. Por quê? Eu perguntei a mim mesma, enquanto percebi ele interpretar meu sorriso de maneira errada e parei de sorrir. Para ele era deboche, para mim, medo. Não o culpo, sou difícil de entender. Ana me levou nas costas até a escada e de lá eu fui para a sala. Assim que eu pus os pés na sala, o sorriso que voltara ao meu rosto, se dissolveu em lágrimas. Lágrimas que viraram a noite até a madrugada, então veio o torpor, o estupor. O celular ligado, os fones no ouvido, ouvindo The Maine, Into Your Arms.


Aposto que você não esperava por isso
Ele me fez mudar o meu jeito
Com olhos como por do sol, baby (...). Estou me apaixonando
Mas está caindo aos pedaços Preciso achar meu caminho de volta ao começo Quando nós estavámos apaixonados As coisas eram melhores do que são Me deixe ir de volta... Pros seus braços (...). Mas ele parecia tão longe Longe do meu alcance Eu tinha que achar um jeito de fazer ele vir para mim (...). Oh, ele está escapando Eu sempre alcanço quando estou pensado em palavras pra dizer Oh,as coisas que ela faz Fazem isso parecer amor Fosse só um jogo Eu gosto do jeito que nós jogamos (...).
Me deixe ir de volta... Pros seus braços


''Longe de casa ...



 há mais de uma semana. 
Milhas e milhas distante, do meu amor. 
Será que ele esta me esperando? 
Eu fico aqui sonhando. 
Voando alto, perto do céu''





Parti para uma viagem distante. Estaria há 100km de onde queria estar. De onde deveria estar.
Posso sentir seu cheiro, o gosteo de sua boca, quase posso toca-lo em meus sonhos. Lá estamos deitados na rede, contando estrelas. Converssando... Rindo... E seu beijo me afeta tanto. Mas isso já é de costume.
Sinto sua falta e isto é agoninte.
Porém, mais agoniante ainda, é não saber o que você pensa de mim, já que a cada dia você me confunde mais do que já sou confusa. Coisa que só você conssegue fazer.
Sonho contigo toda noite. 
As estrelas que iluminam o céu são testemunhas da minha saudade e solidão. então deixe-me vagar ao longe, já que nesse dia-a-dia cheio de pressa eu nunca tenho tempo de ficar sosinha com você.
No entanto, está distancia que nos separa é carnal. Nada comparado as nossas almas aladas.
Vamos para o refúgio feliz, na beira da praia sermos felizes. Vamos voar para longe desse mundo, para o lugar que eu crie para estar junto de ti. Deixemos a solidão dos corpos para encontrar paz e poezia na luz da lua. 
Eu espero o que tiver de esperar, Aro. Eu vou voltar.

Leve-me vento, para ser feliz
Liberte-me do que sinto aqui
Traga-me luz, amor, Esperança...
Prove-me que ainda vale a pena
Leve-me vento, pois estou tão só aqui
Cercada de todos, mas apanas comigo mesma
Oh, cada pedaço de mim se desfaz na brisa
mas para onde vai?
Que caminho toma
a felicidadede que havia em mim?
Leve-me vento pois quero fugir daqui,
pelo pouco tempo que seja,
me permita existir!
Estamos de frente para o desconhecido, o medo me percorre e sinceramente eu estou muito assustada por sausa disso, mas é para fazer valer a pena, provar que somos merecedores dessa amizade, provar que merecemos ficar juntos para sempre, não importa o que aconteça, mesmo que o para sempre seja só belas lembranças. Tinhamos o mundo ali, tão belo, tão doce, tão dificil e tão lindo.
Nossa vida ali era como um grande jarro que se renovava a cada gole.
Fizemos besteiras, sim, mas cada queda valeu a pena. Cada um dos tropessos nos deu valiosos ensinamenteos que possiveis acertos jamais dariam. Tivemos o tempo de errar como direito, pois ainda não precisamos ser donos do mundo. Enfrentamos tudo com muita garra.
Nesse proximo ano, possivelmente tudo mudara.
Esta é uma certeza diante do incerto. e apesar de eu sempre ter apreciado o desconhecido, agora tenho medo. Ele que sempre me trouxe coisas tão boas - o desconhecido mudou a minha vida, me trouxe tudo aquilo que mais amo, minha vida se tornou completa graças a ele! Mas agora, o desconhecido pode me tirar tudo.
Esta certo que há males que vem paar o bem, só que não sei se eu suportaria perder tudo. Não quando isso envolve a Esperança.
Não estou dizendo com isso, que esse ano não seja divertido, isso eu tenho certeza que será -serei veterana, e o que pode ser chato com o Leleco e o Nando?-, mas será divertido de uma forma diferente.
Que todos sejamos fortes, que eu seja forte.
Que não me faltem forças para lutar '

Em tempos dificeis é preciso ter fé.

'xoxo ;*
By: Julia Berbet
 
By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana