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lar é onde estão aqueles que você ama estão



   Do ponto mais alto do castelo era possível vê-lo por inteiro; as construções, os parques recreativos e os campos. Ela observava a vida seguindo abaixo de si, contando os dias para abandoná-lo. O tanto que desejava deixá-lo era também o tanto que desejava jamais se afastar do reino a beira mar.
   Ela era única que permanecera nos oito anos que se passaram. Seus amigos haviam migrado para outros reinos - alguns há muito tempo, outros, deixaram este ainda há pouco.
   Não os culpava por deixarem-na. Sorria tranquilamente ao pensar nisso. Eles simplesmente foram conquistar seus sonhos e isso só podia ser feito em outros lugares. Mas o sonho dela estava ali.
   Nos últimos tempos, aprendeu que a história se repete e jamais é a mesma. Mas quem poderia negar que aquelas crianças agiam exatamente como ela mesma agiu com seus amigos há tão poucos anos atrás? Achava curiosa a mania adolescente de achar que sabe muito e ainda mais...
   Mas seus sorrisos eram tão apaixonados pela vida quanto o dela próprio já foi.
   Não lamentava mais nada. Houve o tempo para sentir dor, para chorar, para se sentir sozinha. Estava completa, enfim, porque a distancia não fazia deles menos parte dela. Na verdade, a distancia a ensinou a amá-los ainda mais, ainda que os terremotos, deslizamentos e erupções vulcânicas tenham destruído tudo. Amou-os ainda mais porque ela reconstruiu sua cidade nobre das cinzas e a reconstruiria quantas vezes fosse preciso. As pessoas passam por nossas vidas e deixam um pedaço de si conosco - um pedaço que nos ajuda a reconstruir os castelos.
   Eles riam ao pé de uma colina nos campos; alguns corriam, outros estavam deitados... O som de suas risadas era tão igual aos sons de suas lembranças que se fechasse os olhos poderia fingir que nada jamais mudou. E sendo honesto contigo, leitor, muito dela queria fingir que o tempo não passou, descer as escadas e se unir as crianças para fazer a magica durar um pouco mais. Pois para todos nós é difícil dar as costas para aquilo que mais amamos, mas ela também sabia e queria voar porque enfim, encontraria os seus.
  E estaria em casa.

Aos meus velhos e novos amigos.

a historia da nossa vida

Ao som de Story of My Life, One Direction


Estou escorrendo por dentro. Chorando internamente as lágrimas que meus olhos se recusam a permitir que escorram. 
A historia da minha vida é feita de coisas que eu não consigo mudar e não mudaria, porque fizeram de mim quem eu sou. Mas há dias em que eu imagino como seria se eu tivesse escolhido a direita ao invés da esquerda e vice versa, indo em qualquer direção contrária a que eu de fato fui. Me pergunto porque gostaria de saber se esses cinco anos seriam cinco anos de nós e não de eu & você.
Eu não estou te esperando, mas se você vier, eu estarei aqui. Eu estou sempre aqui. Eu e você, querendo e não querendo um ao outro ao longo de um terço de nossas vidas.... 
As vezes me pergunto se é fantasia o modo como te vejo e se as coisas que penso conhecer sobre você são falsas. Mas se eu olho por um segundo nos seus olhos de por do sol, eu sei que não é ilusão, mentira ou ficção. Eu sei que te enxergo assim como você me enxerga.
E sinto egoistamente que você é, ainda que em pedaço, meu, como eu, em pedaço, sou sua. 
Toda garota quer um romance de tirar o fôlego. Eu ganhei um romance de tirar a razão. Devemos ter cuidado com o que desejamos. As minhas e a suas vontades nós assombram por toda a nossa historia.
Eu juro que eu tento me apaixonar por outros e as vezes consigo, mas você esta onipresente em todo o tempo, como um animal caçador, esperando pelo vacilo da presa para atacar e me fazer desmoronar de novo por você.
Esta escrito e perpetuado, a história das nossas vidas foi feita do desespero que nos torna tão dependentes um do outro. E das palavras que eu amo, mas nunca serão nunca capazes de explicar o que eu sinto por você e tudo que eu faria para te ver feliz.
preciso confessar: estou congelando e gradativamente quebrando. Acho preocupante porque sei que o único capaz de derreter os pedaços e uni-los é você. Me unir em um abraço, um dos abraços de milhões de anos que nós damos, quando eu apareço na sua porta desesperada por cinco minutos ou quando você me procura tímido pedindo pelos mesmo cinco minutos.
Estou preocupada de perecer. Estou preocupada de não existir até vocês acabarem. Até eu ter uma chance.
Estou preocupada de jamais haver um dia em que eu não te ame.
As paredes assistiram a tudo e se falassem, contariam melhor do que nós tudo que viram e nós vivemos. 
Eu queria ter te abraçado mais forte, queria ter olhado mais tempo nos seus olhos, queria ter ouvido mais a sua voz, queria ter sentido mais do seu cheiro e honestamente, provado novamente seu gosto.
A historia das nossas  vidas são todos esses anos em que destruímos e reconstruímos um o outro, caçando nuvens como se elas fossem resolver o impossível. 
Mas eu já te disse tudo que deveria e sei que no tempo certo tudo se encaixará. E sei também que tudo pode sair do lugar. E me conformo porque nada é por acaso.
Eu conto abraços e não anos. Conto sorrisos. Conto risadas. Conto até as lágrimas. Mas não conto o tempo, não conto os cinco anos que estamos envolvidos nas ondas. Conto as vezes em que estivemos juntos. Conto aquilo que faz genuinamente nossa história:  eu conto nossos sentimentos.

Supernova

Parte I - Um sinal?


O carro parou no estacionamento de uma lanchonete beira de estrada, que era margeada por quartos de hotéis de uma noite.
Ela tirou a chave da ignição, jogou na bolsa de qualquer jeito e saiu do carro. Ele a seguiu silenciosamente, a alguns passos de distância, observando-a dar passos largos com suas pernas musculosas no jeans colado. Ajeitou o casaco preto de capuz e entrou no recinto junto com ela.
O ambiente era de tons escuros, possuía uma mesa de sinuca, uma bancada que dava para um bar a frente da cozinha gordurenta e uma fileira de mesas junto à parede. Ela havia se sentado numa dessas mesas, tamborilava as unhas pretas na madeira enquanto olhava a bolsa carteira preta. As ondas de seu cabelo escondiam o decote da blusa cinza.
Ele fitou-a um momento. E depois olhou para o banco vazio na bancada. Olhou para ela e para o banco novamente. Quis esmurrar alguém quando se viu andando até a mesa dela e sentando-se a sua frente.
Houve um som e então ela tirou o celular da bolsa. Sorriu devassamente para tela e digitou algo. Guardou o celular na bolsa sem fechar o zíper e levantou-se para ir ao banheiro. Ele ficou mais do que incomodado, ficou irritado. Observou-a caminhar até a porta, hipnotizado pelos seus quadris e pela arma presa ao cinto do jeans azul. E então pegou o celular assim que a porta se fechou. Vasculhou-o, conferiu mensagens, ligações, ouviu um barulho da porta se abrindo apenas porque o jukebox trocava a música e guardou o aparelho. Manteve-se com a expressão impassível até que ela se sentou a sua frente.
Sua mente trabalhava tentando compreender o que vira, seria aquilo o sinal que ele pedira? 
Ela abriu a bolsa e retirou um cantil prata de seu interior. Deu um gole. Ofereceu-lhe o cantil com um gesto. Ele o pegou e deu um longo gole, franzindo o cenho e fechando os olhos ao sentir o gosto forte do álcool. Com o cantil nas mãos, olhou para ela, que o observava com seus olhos azuis como o céu da manhã, delineados de preto. Ela avaliou-o lentamente, demorando-se em seu rosto: a pele alva brilhava doentiamente sombria nas luzes fluorescentes, os punhos cerrados sobre a mesa, músculos tensos nos braços, o peito subia e descia devido a sua respiração desritmada, suas narinas infladas como as de um animal caçador, maxilar travado, o cabelo preto e liso bagunçado, sobrancelhas franzidas e os olhos de uma íris quase tão negra quanto as pupilas ardiam de ódio. E de amor.

Continua...

Supernova



 Parte I - Passado


Ele andava sem rumo por uma estrada que parecia infinita. O ar frio da madrugada gelava até seus ossos enquanto ele seguia obstinadamente em frente, numa tentativa desesperada de desprender seus pensamentos dos demônios que tanto tentava deixar para trás.
Mas era só passado ─ ele estava seguindo em frente.
Ouviu um rugido de motor antes de sentir os faróis às suas costas. Não olhou para trás, queria permanecer impassível. O veículo ─ era uma velharia azul ─ diminuiu a velocidade ao lado dele, as janelas abaixadas revelavam a bela motorista inclinada sobre o banco do passageiro. 
 ─ Quer uma carona? ─ ofereceu.
 Ele continuou andando, mas sentiu-se tentado a aceitar. Queria ir, mas não devia. Não era certo, não era prudente, não era são e, principalmente, não era seguro 
─ Vamos ─ ela insistiu sedutoramente ─ Te levo onde estiver indo.
─ Não estou indo a um lugar específico ─ respondeu friamente. 
─ Então não fará mal algum você vir comigo, certo? 
Ele não queria ceder. Mas estava realmente muito frio.
E ela era linda. 
Entrou no carro repreendendo-se em silêncio. Que merda estava fazendo? Respirou fundo, tinha que manter o controle. Tentou focar a atenção na estrada, mas era difícil não olhar para ela: tão envolvida pela música que dava gosto de vê-la cantando baixinho.
O polegar direito batendo no volante ao ritmo da música, o cotovelo esquerdo apoiado na porta com os dedos entrelaçados ao cabelo, segurando mechas castanhas avermelhadas. Vista assim, parecia uma menina doce e romântica.
Visto assim, ele parecia admirar uma divindade. Ele respirou fundo e apoiou a cabeça no vidro, ao perceber como agia. Queria ser forte. Controlado. Olhou para o céu noturno e estrelado em busca de algum sinal, qualquer que fosse. Envolvido pela voz dela, desejou que de algum modo tudo aquilo fizesse algum sentido, desejou saber em que deveria acreditar. 
Ele era assim: cheio de dúvidas. Era na verdade, uma criança de cinco anos agindo como se fosse adulta por que tinha medo do mundo, tinha medo de crescer, medo de se decepcionar, medo de sentir, medo de... medo de tudo e de todos. Uma criança desconfiada. Tentava controlar o mundo para que ninguém fosse capaz de machucá-lo. Erguia muros ─ fortaleza seria um termo mais adequado­ ─ para manter-se seguro. E veja onde estava agora. 

Continua....

I believe that there's hope


O que nós vivemos, não foi uma simples história. O que nós estamos vivendo.
Antes de dormir, eu acredito que ainda vai ter um final feliz e é isso que me mantem. Nós somos épicos, nós construímos castelos de fé; muros de força. Uma fortaleza indestrutível; ela está em algum lugar, embora nós não sejamos capaz de achá-la. Somos as estrelas mais brilhantes daquele céu, embora estejamos com um brilho fraco - talvez só estejamos sendo ofuscados.
Mas quando eu ponho a cabeça no meu travesseiro e fecho os olhos, ainda sou a mesma cretina de sempre, ainda vivi o mesmo dia difícil, bem diferente dos dias dourados, ainda sinto saudade dos velhos tempo e ainda escorrem lágrimas dos meus olhos ao lembrar desses tempos ouvindo música no volume máximo e cantando com a voz abafada pelo travesseiro. Posso ter passado o dia inteiro desacreditada, mas quando eu estou prestes a dormir, algo em mim me da esperança e me diz que não é o fim. Que se não acabou bem é porque não acabou.
Eu acredito que há Esperança!

Eu estou do lado de fora

Eu pulei nos braços dele como eu sempre soube que pularia. todo o resto também foi como eu sempre soube que seria - meu coração martelando contra as costelas, olhos marejados, a respiração ofegante. Parecia uma cena de filme. Exceto por um coisa: aquele não era o meu melhor almigo.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.
Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.

Atlas


Ela vive em uma linha tênue, entre a felicidade e a tristeza, perdida entre os sonhos e a realidade, tentando ser forte o suficiente, para que, mesmo sem Esperança, sobreviva.
Brilha, oh estrela guia, do mesmo modo de sempre e rouba a cena sem fazer esforço, sendo quem é - uma Rainha. No entanto, ninguém diz que ela é Atlas, condenada a tortura de sustentar o peso dos céus. Sorrindo hipocritamente, fingindo não enxergar e não ter problemas, enquanto tenta consertar tudo, quem diria?
Ela só está esperando ter um ínfimo de força, para em vez de fugir, finalmente perseguir seus demônios. Mas sem esperança - sua força - ela jamais poderá lutar e ela está sosinha num lugar tão lotado quanto vazio, cheio do nada incompleto e um milhão de lembranças felizes que só a cortam.
Dizem que quando se têm tudo, não há mais nada que se possa querer. É mentira, pois há sim, uma única coisa que se possa querer: o para sempre. Ela teve tudo e pode muito bem dizer, a horrível sensação de perder.
Ela foi a pessoa mais feliz do mundo e hoje é só uma garota solitária, tentando achar o caminho de volta para casa. Tudo que ela quer, é estar em casa.

Hoje,


Querido Aro,

Hoje faz um ano que nós começamos a ficar. Lembro como se fosse hoje todos os acontecimentos anteriores. Eu terminando com o Nate, a Lara me contando de você e nós dois atrás do estacionamento do colégio - vulgo surubão - meio sem jeito, sem saber o que falar, sem coragem de olhar uma para o outro.
Você pegou minha mão, me levantou do chão, passsou a mão na minha franja, tirando-a dos meus olhos e me olhou docemente, de um jeito que só você foi capaz de me olhar, como se eu fosse o melhor de todos os prêmios.
Me envolveu nos braços e me beijou, seu beijo como poesia em meus lábios, foi fácil como respirar, de uma maneira instintiva e doce.
Doce como os dias que se seguiram, sob o sol com os beijos e todos os desejos.
Alguns deles me confundiram, pois ambos somos pessoas muito difíceis, me tiraram o caminho certo. Sei que tudo tomou um rumo diferente, que as coisas não são como deveriam ser, me desculpo por isso e por todas as vezes que tentei desfazer os nós que fiz, tocando novamene em nossas feridas, não permitindo que elas cicatrizem. Mas às vezes, não tocar no assunto é a melhor coisa a fazer.
Se eu soubesse como, juro que voltaria no tempo, e traria de volta as boas lembranças... Nós dois
na quadra poliesportiva do colégio, eu deitada sobre seu peito, escutando atenta seu coração bater, bater e bater mais forte. Fazendo promessas que não seriamos capazes de cumprir, só para ver nossos sonhos e Esperanças se dissipando com o vento e o passar do tempo. Se eu soubesse como, eu faria tudo dar certo, arrumaria um meio de todos nós termos nosso ''felizes para sempre'' , embora eu saiba melhor do que ninguém que contos de fada não existem.
Se eu ... Tantas coisas eu faria... Dividiria mais um milhão de lágrimas com você, brincaria d eroubar beijos e sairia correndo de encontro aos seus braços... Se...
Cansei de todos os se, hoje eu quero o hoje e nada mais. Cansei das fantasias. Hoje, faz um ano que nós começamos. Hoje, como a um ano eu me preparo para me despedir e dessa vez, que quero dizer adeus.
Porque eu não sei mais viver sem você, te olhar todos os dias e descobrir de novo que nenhuma Esperança negada o trará de volta.
Hoje faz um ano de nós dois, eu faço o memso pedido para a minha estrela: cuide do Aro, de-lhe um final feliz, memso que este não seja comigo.


''A velha novidade parece repetir um conto perdido que fez você partir''

beijosmil,
Luna Waldorf

Novembro, ainda me lembro


Capitulo XIII - Adeus (Parte II - Mais uma carta)

Ao som de Get Back, Demi Lovato

Rio de Janeiro, 16 de julho de 2010

Aro,

A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com cautela, mas aqui está e encare-a como for melhor:
nós dois não somos mais aqueles dois adolescentes assustados que começavam a descubrir o mundo e experimentar o gosto da liberdade. Nós mudamos, nesses dois ultimos anos e parece que depois de termos passado por tanto, por tudo, nossos caminhos se separam.
Mas não vou negar que se você fosse um pouco persuasivo, em algumas palavras me convenceria a ficar, pois de fato, agora estou indo de encontro ao amor com o qual parti seu coração - me desculpe?, peço mais uma vez.
Oh, eu sei. Sou tão cruel! Mas você não me quer, certo? De que adianta eu querer que você mude, batalhar por sua mudança, se você, não quiser mudar?
E ao mesmo tempo, parece que você quer que eu mude, como se fizesse tudo isso pra me ensinar uma lição. Se for isso, por favor, me de um sinal, que eu jogo seu jogo e vamos desafiar um ao outro. Me chame de Lua, como tinha o costume de chamar, depois que eu fiquei com o Dado, nas olimpíedas de 2008, no surubão. Passe a mão pela minha franja, como fazia quando estavámos juntos. Faça algo atípico, eu vou entender se for um sinal. Eu te conheço.
Mas se você não o fizer, não me culpe, nem me julgue por ir embora e tentar seguir em frente, mesmo que seja com ele.
Mas essa é só mais uma das cartas que eu jamias vou te entregar e que vai para a minha caixa junto com as outras vinte e tantas. Sou louca? Foi você que me deixou assim e eu gostaria de saber como, tanto quanto goataria de te entender. Só que talvez ambos sejam impossíveis, só depende de você.

Você pode ser desse jeito Eu vejo nos seus olhos Não se preocupe comigo
Eu estou bem Não vou mentir... Eu tenho estado uma bagunça

Desde que você partiu E toda vez Que eu te vejo Fica mais
E mais intenso

livro: o meu melhor amigo .

A história de uma menina que se muda para a casa do pai e logo depois a mãe falece, fazendo-a perder a Esperança, que ela recupera em tres encontros com Yuri, Aragão e Pique; eles se tornam seus tres melhores amigo devolvendo-lhe a Esperança. No ano seguinte, ela conhece Thaty, a melhor amiga do Yuri e ela a apresenta a Dith, Larissa e Flávia. Sua vida muda, de novo. Mas muda para melhor.

Eu gosto desse livro, pois Julia -a protagonista que narra a história -, é muito corajosa; vai se metendo pela vida, caindo e levantando tantas vezes que chega a desitir, mas percebe que só desistem os fracos e volta a lutar, porque acredita que se pode ter tudo que se quer, se tentando com bastante afindo. Julia faz questinoamentos sobre Deus e o destino, sobre como as pessoas vão julgando as coisa sem conhecer, sobre como o ser humano perdeu a capacidade de entender um ao outro, sobre orgulho e merecimento, força de vontade e recompensa.
Mas um dos principais pontos é a amizade entre ela e os Invencíveis - ela pegou o hábitos de chama-los assim por causa da música Lua de Cristal -, que no final, são só seres humanos, mas que como todos os amigos, são muito fortes unidos. Um laço, mágico até - eu diria -, há entre eles, e depois de todas as brigas eles sempre se reestabelecem, aprendendo algo muito importante sobre a vida.
Porém, o mais importante é que a história é veridica, e eu sou a protagonista. Escrevi minha história, pois um dia uma pessoa virou para mim e disse:
- Você faz tanto por todos que ama. Se pudesse fazer pelo que não ama, tenho certeza que faria. e com um talento tão grande nas mãos para escrever, deveria aproveitare contar ao mundo dua história, a mais bela história.
A menina que um dia teve tudo.

Novembro, ainda me lembro



Capitulo IX - That everything, everything ends

Ao som de Meet Me On The Equinox, Death Cab For Cutie

Vou te contar como tudo começou em um resumo bem sucinto mas detalhado, para que você se lembre de porquê exatamente você esta aqui, eu disse a mim mesma.
Tudo começou no dia 21 de agosto de 2006, quando eu entrei no colégio, ali eu soube que meu destino me encontraria, no exato momento que eu cruzei aquele portão de ferro. O ano se passou, perdi minha mãe no dia 23 de fevereiro de 2007. Mais um ano se passou, um ano no qual eu fiquei perdida, indo na onda dos outros, um costume que não era meu. Vivi sem esperança, por tempo demais e sem me dar conta disso procurei arduamente por ela. Eu não a encontrei, ela me encontro. Ou melhor, eles. A Esperança me veio furtando minha paz e sentido de viver, me dando algo a que acreditar e que cuidaria de mim, em três encontros que fizeram meu coração aumentar vertiginosamente ao quíntuplo de seu tamanho em cada um dos encontros, preenchendo cada um dos menores espaços, até eu estar completamente tomada por eles: Pedro, Aro e Dado, que eram quase uma pessoa só. Não havia divisão, eu amava aos três ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, sendo eles o meu próprio centro do universo. Aquilo era amor, amizade e fortaleza- a única coisa que poderia me destruir - provocado em mim, uma necessidade intensa deles, ao ponto de doer, como a necessidade de uma droga. Eles eram e sempre serão meus melhores amigos. No ano seguinte, depois de e ter ficado afim de Dado e Pedro, comecei a ficar com tad, um dos meninos mais cobiçados do colégio e uma das amigas dele veio puxar assunto comigo. E aquele recado no orkut mudou minha vida. De novo. Me tornei amiga da Lara, a melhor amiga de Aro, mas meu amor era grande, eu podia lidar com aquilo - mal eu sabia que seria mais do que ela. Lara me apresentou Irina, Carol e Marina. A relação que se estabeleceu entre nós era algo tão forte, tão bonito, uma amizade tão intrigante que novamente meu coração cresceu, não como da outra vez, as cresceu. E no fim do ano, quando a ameaça de ele sair do colégio foi grande demais eu e aro nós aproximamos muito, e... eu me apaixonei por aquele que eu jurei jamais me apaixonar: Aro. Mas eu só descobri isso, no dia em que depois de brigarmos e fazermos as pazes, ele me contou que gostava de outra. Trazendo ao meu verão noites tão mal dormidas regadas a lagrimas e frustração. Me preparei para tudo, sem nunca alimentar aquela Esperança em meu peito que pedia para ser alimentada. Quando ele era própria Esperança em mim. No dia 5 de abril, por algum motivo nós voltamos, paralelo a isso, minha relação e aliais, a relação de todos Os Invencíveis - como peguei o costume de nós chamar, depois de eu e Irina cantarmos Lua de Cristal aos berros e lágrimas no ultimo dia de aula - quebrava e se dissolvia no vento. Irina e Marina, quase não falavam mais com Carol e Lara. Irina e Saulo terminaram e ela estava com Matheus agora. Carol terminou com Vinícius, Marina encontrou um pokemom, Lara continuava no vai e vem com João - um garoto do comdomínio dela. Marina e Pedro brigavam todo dia, Aro disse que Raquel e Paula eram suas melhores amigas de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade, como ele mesmo me ensinou. Thiago estava lá, mas não queria estar. Então a maré ruim me atingiu, eu passei a gostar de Lucas - Besta - e contei tudo a Aro. Bem, menos que se eu não o tivesse traído não o teria escolhido, não contei que ele foi e sempre será o amor da minha vida, mesmo que nós estivéssemos nesse rolo a 8 meses e eu o conhecesse a 2 anos e só tivesse descoberto isso a uma semana. Eu e aro terminamos. Eu poderia e estava conseguindo lidar com a perda dos Invencíveis, mas perder Aro era além do meu limite. Ele era a base, o chão, o eixo, o tudo. Eu também não contei a ele a maior de todas as verdades, inevitável e presente como a chuva no entardecer dos dias quentes de verão: que minha vida se resume no que eu vivi com eles, com ele. Nós éramos Os Invencíveis. Então, como deixamos de ser? O que houve com a maior de todas as forças, que estava alterando o curso da história e mudando o mundo, como era de seu destino? O que seria capaz de vencer o invencível? Eles mesmos, nós mesmos. Deixamos de acreditar no final feliz que nos foi destinado, desistindo dos desafios, cansados de lutar, naquele processo exaustivo - parte de algo maior que nos daria entendimento, conhecimento para situações futuras. Lutas que não acabariam nem mesmo com a morte. Almas abençoadas que ficaram cegas como tempo, ou melhor, com a falta dele. O ser humano teme o que desconhece, mas não nos julguem, não nos culpem, mas era tudo muito diferente da rotina inovadora e surpreendente a qual nos acostumamos. Precisávamos nos reinventar - mantendo a essência - para estarmos prontos para a luta no novo terreno. Mas nós não enxergamos isso. A saudade era incomoda, principalmente porque sabíamos que em breve nos separaríamos ainda mais. Por quê um ano de tortura e despedida? Para provar que somos merecedores do tudo, do todo. E nós também não enxergamos isso. Ou talvez só não fossemos merecedores. ''Fiz o que foi necessário para ser feliz. Mas me esqueci que a felicidade é um sentimento simples, podendo encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade'' Em plena juventude eu tentei me matar (14 anos). Despertei no hospital ainda meia absorta por minhas cruéis e verdadeiras conclusões e ouvia música de fundo, uma de minhas preferidas.





Encontre-me no Equinócio Encontre-me no meio do caminho Quando o sol está posicionado em seu ponto mais alto No meio do dia Deixe-me te dar meu amor Deixe-me tomar sua mão Enquanto andamos na suave luz Oh querida entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Encontre-me no seu melhor comportamento
Encontre-me no seu pior Pois lá não haverá pedra não virada ou bolha deixada para estourar Deixe-me deitar ao seu lado, querida Deixe-me ser seu homem E deixe nossos corpos se entrelaçarem Mas sempre entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo, tudo termina Uma janela Uma tumba aberta O sol se rasteja
Através de seu quarto Uma luz Uma sala de espera Sua ultima respiração Se movendo através de você Enquanto tudo, tudo se termina


Me deparei com a enfermeira que me interpelou:

- Mas por quê, por quê?
Eu respondi sucinta, lúcida, plena de minha dor e com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
- Sem Esperança!


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Oi, meus amores e amoras ( minha professora que fala isso \z
Sei que não tenho respondido aos comentários e devos fazer isso em breve, só estava meio atolada com os trabalhos de Sala de Leitura - uma de minhas matérias preferidas - porque a professora pediu para continuarmos a história que ela deu e eu fui escrevendo umas 4 páginas viajando na maionese, mas ficou legal. Se quiserem depois eu posto, é sobre uma mulher chamada Raquel que se apaixona pelo amigo do tio que junto a ele esta tentando revolucionar a Rússia. Beijos, meus queijos ;*

Corda Bamba

Luna pensava duas vezes antes de se arriscar. Se começasse a caminha  sobre a corda bamba, não haveria mais como voltar.
Valia à pena? Haveria muita tensão e sofrimento no caminho será que seria bom? Desde pequena aprendeu a se arriscar, a deixar que as coisas fluíssem e acontecesse, mas também a fazer acontecer, não esperar que Deus fizesse tudo por ela por que as pessoas têm de lutar pelo que querem, porque o que vem fácil vai fácil e não vale à pena.
Olhando, analisando antes de começara caminhar. Pensou duas vezes e foi. Deu o primeiro passo e acorda tremeu, ziguezagueou de um lado para o outro. Ela sentiu tanto medo de cair, um frio lhe subiu a espinha. Ela respirou fundo, se equilibrou e suspirou. “Oh’’. Era mais difícil ainda do que ela pensara ser.
Respire fundo, pense duas vezes e siga em frente, mergulhando de cabeça. Era como ela sempre fazia. Por tudo sempre havia como voltar, aliais, por pior que seja sua decisão, você sempre pode dar um passo para trás, se desculpar e dar um jeito de fazer o certo, mas na corda bamba, ou você vai, ou vai. O que você começa, você termina.
Ela repetiu seu lema “Carpe Diem”. Deu outro passo, tremeu e se equilibrou. Havia lembrado que não tinha rede para segura-la caso caísse. Dessa vez era algo muito maior do que tudo que ela já enfrentara. Chorar como sempre não adiantaria em nada, nem para desabafar. Gritar faria ela se desequilibrar e cair, e... morrer.
Quando se esta na corda bamba, tem de se ter cuidado até com seus pensamentos, pois eles podem ser piores que a falta de equilíbrio. Se você quiser cair, não adianta se segurar, seu corpo te jogara. Mas se você quiser continuar, siga em frente por pior que seja.
“Sorria embora seu coração esteja doendo (...)Embora uma lágrima Possa nunca estar tão próxima Este é o momento Que você tem que continuar tentando’’ Ela cantou.
Você tem que ter fé e continuar mesmo que seja difícil. Continuar mesmo que não haja forças. Encontre uma esperança e você será invencível.
A vida é muito difícil, estamos constantemente na corda bamba e nem sempre n´so escolhemos isso. Temos amizades que estão na corda bamba e que podem a qualquer momento acabr com o mínimo deslize. Se cairmos, não haverá rede. Então se concentre encontre uma Esperança. Ela é a luz no fim do túnel, o motivo pelo qual você se matem firme na corda bamba até o fim, e do outro lado, você será feliz.

Falar que eu amo e mais do que eu amo,

Depois de todo esse tempo, vocês ainda acham que eu não os amo?
Já repiti tantas vezes esta frase e, por mais que eu8 goste de dizer essas palavras, acho que no fundo vocês não acreditam ;s
Porém, mais do que falar, eu mostro. Todo dia.
Na forma como os abraço, no quanto corro para chegar a tempo de ve-los. Nas tantas advertencias que arrisquei pelos seus abraços e naqueles benditos dicionario de inlês. Nas lagrimas que escorrem de meus olhos pala saudade que talvez nunca seja suprida. No soriso que grita em meu rosto dizendo o que todos já sabem. Menos vocês.
Se amar não é dar tudo de sí a quem se ama, então eu não sei o que é. Pois de mim, você stiveram tudo e tiraram de meu coração pedaços cada vez maior. Me tornaram uma viciada, agora com suprimento limitado.
Mas do que isso, eu os amei pelo que vocês são.

Vamos pintar e colorir nosso mundo com cores vivas que iluminem um futuro '♫

"(...) As emoções são as cores da alma. São espetaculares e incriéveis. Quando você não sente o mundo fica opaco e sem cor. pense em como A Grande tristeza reduziu a gama de cores na sua vida para matrízes monótonos, cinzas e pretos (...)"

Luna argumentava em silêncio no topo da terceira colina, olhando o céu.

Um futuro... desconhecido se abre. Olho para o céu sem saber o que pensar, o que fazer...
Tantas oportunidades se abrem e não conseguo esquecer o que passou. E como poderia? Fui a menina mais feliz do mundo, mesmo que essa felicidade fosse uma realidade ulusoria. Amar de mais alguém que ama outra em todos os sentidos.
Ainda assim, eu daria tudo por eles. É irracional ama-los assim. Eu sabe disso. Mas poderia não amar, quando parece parte do destino?
Imaginando o céu de várias cores, querendo, buscando, respostas.
Se inspire, sonhe e torne real.
Só depende de mim, eu faço e tento. Mesmo que pareça um tapa na cara, pode ser mais uma prova. Nada que vale a pena é facil.
Que o meu céu tenha os tons de mim. Vou colori-lo e não deixar que o mundo deixe de ter cor.

Que minha Esperança não se perca por aí,
enquanto eu, tão só, vejo o sestino me desiludir.
Nada disso tirará minha fé
Nem a falta de cor
Eu pinto, eu brinco com as cores
Vamos pintar e colorir nosso mundo,
com cores vivas que iluminem um futuro '♫

" O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem''

Estamos de frente para o desconhecido, o medo me percorre e sinceramente eu estou muito assustada por sausa disso, mas é para fazer valer a pena, provar que somos merecedores dessa amizade, provar que merecemos ficar juntos para sempre, não importa o que aconteça, mesmo que o para sempre seja só belas lembranças. Tinhamos o mundo ali, tão belo, tão doce, tão dificil e tão lindo.
Nossa vida ali era como um grande jarro que se renovava a cada gole.
Fizemos besteiras, sim, mas cada queda valeu a pena. Cada um dos tropessos nos deu valiosos ensinamenteos que possiveis acertos jamais dariam. Tivemos o tempo de errar como direito, pois ainda não precisamos ser donos do mundo. Enfrentamos tudo com muita garra.
Nesse proximo ano, possivelmente tudo mudara.
Esta é uma certeza diante do incerto. e apesar de eu sempre ter apreciado o desconhecido, agora tenho medo. Ele que sempre me trouxe coisas tão boas - o desconhecido mudou a minha vida, me trouxe tudo aquilo que mais amo, minha vida se tornou completa graças a ele! Mas agora, o desconhecido pode me tirar tudo.
Esta certo que há males que vem paar o bem, só que não sei se eu suportaria perder tudo. Não quando isso envolve a Esperança.
Não estou dizendo com isso, que esse ano não seja divertido, isso eu tenho certeza que será -serei veterana, e o que pode ser chato com o Leleco e o Nando?-, mas será divertido de uma forma diferente.
Que todos sejamos fortes, que eu seja forte.
Que não me faltem forças para lutar '

Em tempos dificeis é preciso ter fé.

'xoxo ;*
By: Julia Berbet

''Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sosinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sosinha, mas não nos deixa só, porque deixa um pouco de sí e leva um poquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso''

'xoxo ;*


by: Julia Berbet, pensando nos amigos como sempre ...
 
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