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youngblood

Eu preciso de uma mudança.
Que seja algo físico como um novo corte de cabelo ou uma nova cor do mesmo. Que seja algo metafísico como uma nova crença ou um transformação de filosofia ou ideologia ou qualquer coisa relativo as minhas ideias.
Eu preciso de uma mudança. 
Preciso de um banho de água gelada para lavar o suor e um banho de água quente para aquecer minha alma fria. Me sinto esvaziada a cada segundo. Me sinto vazando. Sinto meu corpo dormente. Não sinto nada.
Eu quero desesperadoramente sentir. Quero ser ferida. Quero ser sentida. Quero amar, odiar e ser traída. 
Eu quero a vida. Quero os canais Veneza e as boates escuras e clandestinas de Bristol, as drogas e a prostituição de Amsterdã, quero a vida despreocupada e fútil das adolescentes americanas com seus carros luxuosos, quero os trabalhos e a fome africana, quero as burcas Asiáticas e as orações e templos Hindus, quero o frio cortante da Rússia e toda a vodka que puder me esquentar, quero as águas quentes do caribe e o sol queimando minha pele com a brisa que refresca e engana, quero os animais exóticos de todos os cantos e as comidas que consideram grotescas, quero o socialismo alfabetizado de Cuba e ser ferida por um dos 1 milhão de soldados do exercito chines. Quero amar vários corpos e ser amada por eles. Meninos, meninas, meninos-meninas e a natureza.
Aventuras.
O mundo que eu posso descobrir. Quero voar por ele com o pó da Sininho. Eu não preciso de asas, nem de companhia. Só preciso de liberdade. Preciso não crescer.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso me apaixonar perdidamente e doar cada uma das minhas células a essa pessoa. Preciso de um romance de tirar o fôlego. Preciso de um romance de tirar a razão. Preciso de um romance autodestrutivo.
A dor é tão bem vinda quanto o carinho. 
Então me bata, porque eu só quero sentir algo e parar de fingir que tudo nunca aconteceu. 
Eu preciso de uma mudança.

Eu estou do lado de fora

Eu pulei nos braços dele como eu sempre soube que pularia. todo o resto também foi como eu sempre soube que seria - meu coração martelando contra as costelas, olhos marejados, a respiração ofegante. Parecia uma cena de filme. Exceto por um coisa: aquele não era o meu melhor almigo.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.
Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.

Atlas


Ela vive em uma linha tênue, entre a felicidade e a tristeza, perdida entre os sonhos e a realidade, tentando ser forte o suficiente, para que, mesmo sem Esperança, sobreviva.
Brilha, oh estrela guia, do mesmo modo de sempre e rouba a cena sem fazer esforço, sendo quem é - uma Rainha. No entanto, ninguém diz que ela é Atlas, condenada a tortura de sustentar o peso dos céus. Sorrindo hipocritamente, fingindo não enxergar e não ter problemas, enquanto tenta consertar tudo, quem diria?
Ela só está esperando ter um ínfimo de força, para em vez de fugir, finalmente perseguir seus demônios. Mas sem esperança - sua força - ela jamais poderá lutar e ela está sosinha num lugar tão lotado quanto vazio, cheio do nada incompleto e um milhão de lembranças felizes que só a cortam.
Dizem que quando se têm tudo, não há mais nada que se possa querer. É mentira, pois há sim, uma única coisa que se possa querer: o para sempre. Ela teve tudo e pode muito bem dizer, a horrível sensação de perder.
Ela foi a pessoa mais feliz do mundo e hoje é só uma garota solitária, tentando achar o caminho de volta para casa. Tudo que ela quer, é estar em casa.

Novembro, ainda me lembro



Capitulo IX - That everything, everything ends

Ao som de Meet Me On The Equinox, Death Cab For Cutie

Vou te contar como tudo começou em um resumo bem sucinto mas detalhado, para que você se lembre de porquê exatamente você esta aqui, eu disse a mim mesma.
Tudo começou no dia 21 de agosto de 2006, quando eu entrei no colégio, ali eu soube que meu destino me encontraria, no exato momento que eu cruzei aquele portão de ferro. O ano se passou, perdi minha mãe no dia 23 de fevereiro de 2007. Mais um ano se passou, um ano no qual eu fiquei perdida, indo na onda dos outros, um costume que não era meu. Vivi sem esperança, por tempo demais e sem me dar conta disso procurei arduamente por ela. Eu não a encontrei, ela me encontro. Ou melhor, eles. A Esperança me veio furtando minha paz e sentido de viver, me dando algo a que acreditar e que cuidaria de mim, em três encontros que fizeram meu coração aumentar vertiginosamente ao quíntuplo de seu tamanho em cada um dos encontros, preenchendo cada um dos menores espaços, até eu estar completamente tomada por eles: Pedro, Aro e Dado, que eram quase uma pessoa só. Não havia divisão, eu amava aos três ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, sendo eles o meu próprio centro do universo. Aquilo era amor, amizade e fortaleza- a única coisa que poderia me destruir - provocado em mim, uma necessidade intensa deles, ao ponto de doer, como a necessidade de uma droga. Eles eram e sempre serão meus melhores amigos. No ano seguinte, depois de e ter ficado afim de Dado e Pedro, comecei a ficar com tad, um dos meninos mais cobiçados do colégio e uma das amigas dele veio puxar assunto comigo. E aquele recado no orkut mudou minha vida. De novo. Me tornei amiga da Lara, a melhor amiga de Aro, mas meu amor era grande, eu podia lidar com aquilo - mal eu sabia que seria mais do que ela. Lara me apresentou Irina, Carol e Marina. A relação que se estabeleceu entre nós era algo tão forte, tão bonito, uma amizade tão intrigante que novamente meu coração cresceu, não como da outra vez, as cresceu. E no fim do ano, quando a ameaça de ele sair do colégio foi grande demais eu e aro nós aproximamos muito, e... eu me apaixonei por aquele que eu jurei jamais me apaixonar: Aro. Mas eu só descobri isso, no dia em que depois de brigarmos e fazermos as pazes, ele me contou que gostava de outra. Trazendo ao meu verão noites tão mal dormidas regadas a lagrimas e frustração. Me preparei para tudo, sem nunca alimentar aquela Esperança em meu peito que pedia para ser alimentada. Quando ele era própria Esperança em mim. No dia 5 de abril, por algum motivo nós voltamos, paralelo a isso, minha relação e aliais, a relação de todos Os Invencíveis - como peguei o costume de nós chamar, depois de eu e Irina cantarmos Lua de Cristal aos berros e lágrimas no ultimo dia de aula - quebrava e se dissolvia no vento. Irina e Marina, quase não falavam mais com Carol e Lara. Irina e Saulo terminaram e ela estava com Matheus agora. Carol terminou com Vinícius, Marina encontrou um pokemom, Lara continuava no vai e vem com João - um garoto do comdomínio dela. Marina e Pedro brigavam todo dia, Aro disse que Raquel e Paula eram suas melhores amigas de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade, como ele mesmo me ensinou. Thiago estava lá, mas não queria estar. Então a maré ruim me atingiu, eu passei a gostar de Lucas - Besta - e contei tudo a Aro. Bem, menos que se eu não o tivesse traído não o teria escolhido, não contei que ele foi e sempre será o amor da minha vida, mesmo que nós estivéssemos nesse rolo a 8 meses e eu o conhecesse a 2 anos e só tivesse descoberto isso a uma semana. Eu e aro terminamos. Eu poderia e estava conseguindo lidar com a perda dos Invencíveis, mas perder Aro era além do meu limite. Ele era a base, o chão, o eixo, o tudo. Eu também não contei a ele a maior de todas as verdades, inevitável e presente como a chuva no entardecer dos dias quentes de verão: que minha vida se resume no que eu vivi com eles, com ele. Nós éramos Os Invencíveis. Então, como deixamos de ser? O que houve com a maior de todas as forças, que estava alterando o curso da história e mudando o mundo, como era de seu destino? O que seria capaz de vencer o invencível? Eles mesmos, nós mesmos. Deixamos de acreditar no final feliz que nos foi destinado, desistindo dos desafios, cansados de lutar, naquele processo exaustivo - parte de algo maior que nos daria entendimento, conhecimento para situações futuras. Lutas que não acabariam nem mesmo com a morte. Almas abençoadas que ficaram cegas como tempo, ou melhor, com a falta dele. O ser humano teme o que desconhece, mas não nos julguem, não nos culpem, mas era tudo muito diferente da rotina inovadora e surpreendente a qual nos acostumamos. Precisávamos nos reinventar - mantendo a essência - para estarmos prontos para a luta no novo terreno. Mas nós não enxergamos isso. A saudade era incomoda, principalmente porque sabíamos que em breve nos separaríamos ainda mais. Por quê um ano de tortura e despedida? Para provar que somos merecedores do tudo, do todo. E nós também não enxergamos isso. Ou talvez só não fossemos merecedores. ''Fiz o que foi necessário para ser feliz. Mas me esqueci que a felicidade é um sentimento simples, podendo encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade'' Em plena juventude eu tentei me matar (14 anos). Despertei no hospital ainda meia absorta por minhas cruéis e verdadeiras conclusões e ouvia música de fundo, uma de minhas preferidas.





Encontre-me no Equinócio Encontre-me no meio do caminho Quando o sol está posicionado em seu ponto mais alto No meio do dia Deixe-me te dar meu amor Deixe-me tomar sua mão Enquanto andamos na suave luz Oh querida entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Encontre-me no seu melhor comportamento
Encontre-me no seu pior Pois lá não haverá pedra não virada ou bolha deixada para estourar Deixe-me deitar ao seu lado, querida Deixe-me ser seu homem E deixe nossos corpos se entrelaçarem Mas sempre entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo, tudo termina Uma janela Uma tumba aberta O sol se rasteja
Através de seu quarto Uma luz Uma sala de espera Sua ultima respiração Se movendo através de você Enquanto tudo, tudo se termina


Me deparei com a enfermeira que me interpelou:

- Mas por quê, por quê?
Eu respondi sucinta, lúcida, plena de minha dor e com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
- Sem Esperança!


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Oi, meus amores e amoras ( minha professora que fala isso \z
Sei que não tenho respondido aos comentários e devos fazer isso em breve, só estava meio atolada com os trabalhos de Sala de Leitura - uma de minhas matérias preferidas - porque a professora pediu para continuarmos a história que ela deu e eu fui escrevendo umas 4 páginas viajando na maionese, mas ficou legal. Se quiserem depois eu posto, é sobre uma mulher chamada Raquel que se apaixona pelo amigo do tio que junto a ele esta tentando revolucionar a Rússia. Beijos, meus queijos ;*

''Longe de casa ...



 há mais de uma semana. 
Milhas e milhas distante, do meu amor. 
Será que ele esta me esperando? 
Eu fico aqui sonhando. 
Voando alto, perto do céu''





Parti para uma viagem distante. Estaria há 100km de onde queria estar. De onde deveria estar.
Posso sentir seu cheiro, o gosteo de sua boca, quase posso toca-lo em meus sonhos. Lá estamos deitados na rede, contando estrelas. Converssando... Rindo... E seu beijo me afeta tanto. Mas isso já é de costume.
Sinto sua falta e isto é agoninte.
Porém, mais agoniante ainda, é não saber o que você pensa de mim, já que a cada dia você me confunde mais do que já sou confusa. Coisa que só você conssegue fazer.
Sonho contigo toda noite. 
As estrelas que iluminam o céu são testemunhas da minha saudade e solidão. então deixe-me vagar ao longe, já que nesse dia-a-dia cheio de pressa eu nunca tenho tempo de ficar sosinha com você.
No entanto, está distancia que nos separa é carnal. Nada comparado as nossas almas aladas.
Vamos para o refúgio feliz, na beira da praia sermos felizes. Vamos voar para longe desse mundo, para o lugar que eu crie para estar junto de ti. Deixemos a solidão dos corpos para encontrar paz e poezia na luz da lua. 
Eu espero o que tiver de esperar, Aro. Eu vou voltar.
 
By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana