Mostrando postagens com marcador Contos de Luna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos de Luna. Mostrar todas as postagens

lar é onde estão aqueles que você ama estão



   Do ponto mais alto do castelo era possível vê-lo por inteiro; as construções, os parques recreativos e os campos. Ela observava a vida seguindo abaixo de si, contando os dias para abandoná-lo. O tanto que desejava deixá-lo era também o tanto que desejava jamais se afastar do reino a beira mar.
   Ela era única que permanecera nos oito anos que se passaram. Seus amigos haviam migrado para outros reinos - alguns há muito tempo, outros, deixaram este ainda há pouco.
   Não os culpava por deixarem-na. Sorria tranquilamente ao pensar nisso. Eles simplesmente foram conquistar seus sonhos e isso só podia ser feito em outros lugares. Mas o sonho dela estava ali.
   Nos últimos tempos, aprendeu que a história se repete e jamais é a mesma. Mas quem poderia negar que aquelas crianças agiam exatamente como ela mesma agiu com seus amigos há tão poucos anos atrás? Achava curiosa a mania adolescente de achar que sabe muito e ainda mais...
   Mas seus sorrisos eram tão apaixonados pela vida quanto o dela próprio já foi.
   Não lamentava mais nada. Houve o tempo para sentir dor, para chorar, para se sentir sozinha. Estava completa, enfim, porque a distancia não fazia deles menos parte dela. Na verdade, a distancia a ensinou a amá-los ainda mais, ainda que os terremotos, deslizamentos e erupções vulcânicas tenham destruído tudo. Amou-os ainda mais porque ela reconstruiu sua cidade nobre das cinzas e a reconstruiria quantas vezes fosse preciso. As pessoas passam por nossas vidas e deixam um pedaço de si conosco - um pedaço que nos ajuda a reconstruir os castelos.
   Eles riam ao pé de uma colina nos campos; alguns corriam, outros estavam deitados... O som de suas risadas era tão igual aos sons de suas lembranças que se fechasse os olhos poderia fingir que nada jamais mudou. E sendo honesto contigo, leitor, muito dela queria fingir que o tempo não passou, descer as escadas e se unir as crianças para fazer a magica durar um pouco mais. Pois para todos nós é difícil dar as costas para aquilo que mais amamos, mas ela também sabia e queria voar porque enfim, encontraria os seus.
  E estaria em casa.

Aos meus velhos e novos amigos.

só hoje



hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito




    Cabeça encostada à janela do ônibus.
    O dia está nublado, mas ela não o vê. A imagem que dança sobre seus olhos é a cor da pele - mel com chocolate - dele, quando o verão acabava. No primeiro abraço do ano ela abria os olhos para a nuca doce do amigo, incentivada pelo seu cheiro.
    Era quando a saudade mais queimava e no seu ápice começava a ser domada.
    As vezes ela sentia aquela mesma saudade e numa resposta biológica automática, o nariz avermelhava e a boca melava. Em sua mente, se via correndo, desesperada para vê-lo abrindo o portão de madeira branca e com seu jeito sem jeito, aproximar-se pedindo que ela o abraçasse.
    Trincou o maxilar de olhos fechados - ainda bem que já estava quase chegando em casa. 




Ao som de Só hoje, Jota Quest.                                                                          só hoje - 1

absorver






            Eu te absorvia. A cada detalhe de cada movimento. Cada traço. 
            Eu te absorvia. Vigiei cada um dos seus movimentos e escolhas.
            Eu te absorvia. Velei por ti até nas horas mais escuras.
            Eu te absorvia. Estive invisível e silenciosamente ao teu lado.
            Eu te absorvia. Fui o esteio imperceptível.
            Eu te absorvia. Até você se e me transformar em mim.
            Eu te absorvia. Gra-da-ti-va-men-te se tornando outro você.
            Eu te absorvia. Até eu te absorver.


youngblood

Eu preciso de uma mudança.
Que seja algo físico como um novo corte de cabelo ou uma nova cor do mesmo. Que seja algo metafísico como uma nova crença ou um transformação de filosofia ou ideologia ou qualquer coisa relativo as minhas ideias.
Eu preciso de uma mudança. 
Preciso de um banho de água gelada para lavar o suor e um banho de água quente para aquecer minha alma fria. Me sinto esvaziada a cada segundo. Me sinto vazando. Sinto meu corpo dormente. Não sinto nada.
Eu quero desesperadoramente sentir. Quero ser ferida. Quero ser sentida. Quero amar, odiar e ser traída. 
Eu quero a vida. Quero os canais Veneza e as boates escuras e clandestinas de Bristol, as drogas e a prostituição de Amsterdã, quero a vida despreocupada e fútil das adolescentes americanas com seus carros luxuosos, quero os trabalhos e a fome africana, quero as burcas Asiáticas e as orações e templos Hindus, quero o frio cortante da Rússia e toda a vodka que puder me esquentar, quero as águas quentes do caribe e o sol queimando minha pele com a brisa que refresca e engana, quero os animais exóticos de todos os cantos e as comidas que consideram grotescas, quero o socialismo alfabetizado de Cuba e ser ferida por um dos 1 milhão de soldados do exercito chines. Quero amar vários corpos e ser amada por eles. Meninos, meninas, meninos-meninas e a natureza.
Aventuras.
O mundo que eu posso descobrir. Quero voar por ele com o pó da Sininho. Eu não preciso de asas, nem de companhia. Só preciso de liberdade. Preciso não crescer.
Eu preciso de uma mudança.
Preciso me apaixonar perdidamente e doar cada uma das minhas células a essa pessoa. Preciso de um romance de tirar o fôlego. Preciso de um romance de tirar a razão. Preciso de um romance autodestrutivo.
A dor é tão bem vinda quanto o carinho. 
Então me bata, porque eu só quero sentir algo e parar de fingir que tudo nunca aconteceu. 
Eu preciso de uma mudança.

a historia da nossa vida

Ao som de Story of My Life, One Direction


Estou escorrendo por dentro. Chorando internamente as lágrimas que meus olhos se recusam a permitir que escorram. 
A historia da minha vida é feita de coisas que eu não consigo mudar e não mudaria, porque fizeram de mim quem eu sou. Mas há dias em que eu imagino como seria se eu tivesse escolhido a direita ao invés da esquerda e vice versa, indo em qualquer direção contrária a que eu de fato fui. Me pergunto porque gostaria de saber se esses cinco anos seriam cinco anos de nós e não de eu & você.
Eu não estou te esperando, mas se você vier, eu estarei aqui. Eu estou sempre aqui. Eu e você, querendo e não querendo um ao outro ao longo de um terço de nossas vidas.... 
As vezes me pergunto se é fantasia o modo como te vejo e se as coisas que penso conhecer sobre você são falsas. Mas se eu olho por um segundo nos seus olhos de por do sol, eu sei que não é ilusão, mentira ou ficção. Eu sei que te enxergo assim como você me enxerga.
E sinto egoistamente que você é, ainda que em pedaço, meu, como eu, em pedaço, sou sua. 
Toda garota quer um romance de tirar o fôlego. Eu ganhei um romance de tirar a razão. Devemos ter cuidado com o que desejamos. As minhas e a suas vontades nós assombram por toda a nossa historia.
Eu juro que eu tento me apaixonar por outros e as vezes consigo, mas você esta onipresente em todo o tempo, como um animal caçador, esperando pelo vacilo da presa para atacar e me fazer desmoronar de novo por você.
Esta escrito e perpetuado, a história das nossas vidas foi feita do desespero que nos torna tão dependentes um do outro. E das palavras que eu amo, mas nunca serão nunca capazes de explicar o que eu sinto por você e tudo que eu faria para te ver feliz.
preciso confessar: estou congelando e gradativamente quebrando. Acho preocupante porque sei que o único capaz de derreter os pedaços e uni-los é você. Me unir em um abraço, um dos abraços de milhões de anos que nós damos, quando eu apareço na sua porta desesperada por cinco minutos ou quando você me procura tímido pedindo pelos mesmo cinco minutos.
Estou preocupada de perecer. Estou preocupada de não existir até vocês acabarem. Até eu ter uma chance.
Estou preocupada de jamais haver um dia em que eu não te ame.
As paredes assistiram a tudo e se falassem, contariam melhor do que nós tudo que viram e nós vivemos. 
Eu queria ter te abraçado mais forte, queria ter olhado mais tempo nos seus olhos, queria ter ouvido mais a sua voz, queria ter sentido mais do seu cheiro e honestamente, provado novamente seu gosto.
A historia das nossas  vidas são todos esses anos em que destruímos e reconstruímos um o outro, caçando nuvens como se elas fossem resolver o impossível. 
Mas eu já te disse tudo que deveria e sei que no tempo certo tudo se encaixará. E sei também que tudo pode sair do lugar. E me conformo porque nada é por acaso.
Eu conto abraços e não anos. Conto sorrisos. Conto risadas. Conto até as lágrimas. Mas não conto o tempo, não conto os cinco anos que estamos envolvidos nas ondas. Conto as vezes em que estivemos juntos. Conto aquilo que faz genuinamente nossa história:  eu conto nossos sentimentos.

A história da caçadora

Era uma vez uma caçadora. 
Vagava pelos bosques durante a madrugada acompanhada somente por seu lobo branco. Era chamada Luna Sombra da Noite. Por onde passava expalhavam-se rumores que posteriormente tornavam-se lendas: uma deusa de um metro e setenta de altura e pele alva, com seios fartos, cintura fina e quadril largo; cabelos negros como a meia noite e olhos azuis como o crepúsculo riscados de prata - os mesmos olhos de seu lobo.
Seu corpo virgem era feito para a caçada e exalava selvageria.
Dizia-se que ela era um espírito livre da floresta, que ela escolhera viver na noite renunciando a luz do dia. Dizia-se que ela caçava os mesmos animais que protegia dos outros com um arco e flecha de prata. Dizia-se que ela era perigosa. Dizia-se muitas coisas, mas nada do que se dizia  contava a história por trás  de sua expressão impassível de guerra.
Ela nascera há éons atrás, filha de Éeo, o deus do céu, e de Lore, deusa do crepúsculo. Foi destinada a suceder o pai e governar as terras de seu dominio junto com seu irmão gêmeo, Solare Luz do Dia. Ele era a personificação do dia assim como ela era a personificação da noite.
Cabelos de ondas douradas em franja sobre os olhos violetas como o crepúsculo riscados de ouro; um metro e noventa de musculos bronzeados. E como a irmã, tinha lábios vermelhos e levemente mais carnudos em baixo do que em cima, um sorriso brilhante e cílios compridos e curvados.
Para manter o sangue dos deuses puro, foram prometidos um ao outro como amantes no dia em que nasceram. O mesmo dia em que a lua fora dada a ela e o sol a ele.
E do céu caíram duas estrelas para serem suas fortaleza. O Protetor de Luna Sombra da Noite era Luc Estrela do Poente e a Protetora de Solare Luz do Dia era Silícia Estrela da Aurora. Eram a semelhança física de seu protegido.
E ah, pobre Luna, acabou apaixonando-se por aquele que tinha de ser seu escudeiro, seu melhor amigo e não seu marido. Mas conforme o tempo passava ficava cada vez mais claro para todos, até para Solare que sua irmã, sua amada irmã se entregaria a estrela caída.
Enciumado, uniu-se a Silícia - esta, apaixonada por Luc - para tomar a irmã para si com um plano que ocultou até de sua aliada. Solare aproveitou o dom de Luna de sempre acertar o  alvo que visava e a desafiou a aniquilar o pior inimigo dele. Se Luna o acertasse, poderia ficar com Luc. Ela prontamente aceitou o desafio, contando que venceria. Apontou uma flecha para o céu e a disparou para que seguisse o curso de matar o inimigo do irmão, que ela desconhecia que era, mas ficava feliz em matar, porque mesmo que não amasse o irmão como um amante, ele era seu sangue.
Silícia estava com Luc quando uma flecha de prata atravessou seu coração. E gritou. Aquilo estava errado, não era para Luc morrer. Mas a certeza que a morte o abraçaria tomou seu coração assim como tocou o de Luna que correu para o encontro de seu amado. 
A estrela definhou nos braços da lua. 
Éeo, apiedado da dor de sua filha, levou Luc para o céu e o transformou em constelação e odioso do comportamento de Silícia e Solare aprisionou-os a luz do dia, assim, Silícia jamais veria a contelação de Luc e Solare jamais poderiam ver Luna que viveria a partir de então nas sombras da noite para que sua estrela pudesse admirá-la em sua caçada solitária, já que o único que um dia amara e quisera pertencer, fora assassinado por ela própria, graças a seu irmão.

I believe that there's hope


O que nós vivemos, não foi uma simples história. O que nós estamos vivendo.
Antes de dormir, eu acredito que ainda vai ter um final feliz e é isso que me mantem. Nós somos épicos, nós construímos castelos de fé; muros de força. Uma fortaleza indestrutível; ela está em algum lugar, embora nós não sejamos capaz de achá-la. Somos as estrelas mais brilhantes daquele céu, embora estejamos com um brilho fraco - talvez só estejamos sendo ofuscados.
Mas quando eu ponho a cabeça no meu travesseiro e fecho os olhos, ainda sou a mesma cretina de sempre, ainda vivi o mesmo dia difícil, bem diferente dos dias dourados, ainda sinto saudade dos velhos tempo e ainda escorrem lágrimas dos meus olhos ao lembrar desses tempos ouvindo música no volume máximo e cantando com a voz abafada pelo travesseiro. Posso ter passado o dia inteiro desacreditada, mas quando eu estou prestes a dormir, algo em mim me da esperança e me diz que não é o fim. Que se não acabou bem é porque não acabou.
Eu acredito que há Esperança!

Eu estou do lado de fora

Eu pulei nos braços dele como eu sempre soube que pularia. todo o resto também foi como eu sempre soube que seria - meu coração martelando contra as costelas, olhos marejados, a respiração ofegante. Parecia uma cena de filme. Exceto por um coisa: aquele não era o meu melhor almigo.
Sim, era o Aro, mas não era o meu Aro. Como se o meu Aro tivesse morrido e essa fosse uma copia barata, um clone sem vida posto no lugar.
Eu quase consegui ignorar essa sensação, mas ela estava presente a cada respiração. A voz, o toque, o sorriso, o cheiro, e até o brilho dele estavam diferentes. Era um completo estranho.
Eu sabia que minha inquetação se acalmaria depois que eu tivesse uma prova de sua presença. Mas de repente ele estava perto demais físicamente e longe demais espiritualmente. O chão entre nós rachava - eu percebia a diferença dele com todos que vinham falar com ele - e do meu lado, os velhos amigos do Neil Brown, do outro, ele e os amiguinhos do colégio de merda dele. Eu odiei o pai dele mais do que nunca naquele momento, por tê-lo tirado do meu colégio. Eu o abraçava, mas era como abraçar o vazio, um fantasma da pessoa que ele um dia foi, do amigo que eu perdi.
Eu tinha evitado olhar nos olhos dele temendo o que já sabia. E o que eu vi, aliás, o que eu não vi e não senti, me deixou asustada. Mais do que isso, apavorada - eu entrei em pânico. Fui embora grata por ele não me acompanhar, sorrindo falsamente para não ter que dar explicações; corri furiosamente com os pensamentos me picando comos vespas. Deus, quem era áquela pessoa? O que aconteceu com o meu melhor amigo, o garoto que salvou minha vida?
Cansada, encostei na parede de um lugar onde já não podiam mais me ver. Passei a mão no cabelo, desabei na calçada. O sol que brilhava sumiu, a chuva caia forte e me enxarcava, eu chorava como uma criança assustada.
O problema, é que eu quando eu olhei nos olhos do Aro - a cor de pôr-do-sol sumira, ag
ora era só um castanho qualquer -, eu não vi um motivo para viver, eu não senti a onda de Esperança que eu sempre sentia ao fazê-lo. O que eu sentia agora era o meu peito cortado, com os orgãos espostos, o meu coração na mão. Como se eu tivesse tomado um soco de um gigante e surgisse um ematoma por todo o meu corpo, deixando tudo dormente e entorpecido. Fiquei sentada na chuva por um tempo infinito, implorando para que a dor me deixasse e quando ela finalmente o fez, eu ainda não tinha sarado. A cirurgia é a parte fácil, difícil é a recuperação.
Eu voltei a estaca zero. Estava sosinha. Sem Esperança. Sentada na chuva. Tremendo. Não sabia o que fazer e nem sabia se queria fazer alguma coisa - ficar ali parada na chuva, parecia bom demais comparado a perspectiva de me erguer e encarar o mundo. Eu não sentia nada, pela primeira vez eu cai e se sentisse, desejaria ser salva. Desejaria que me seguracem, aparacem minha queda.
Porque eu continuava caíndo, caíndo, caíndo. Tudo passava por mim, mas eu não prestava atenção. E eu continuei a cair. E eu continuo caíndo. E eu percebo, que fico melhor quando atinjo o chão.

é só mais um dia de chuva

- A gente só da valor quando perde, Luna - A voz de Aro soou do outro lado da linha, com uma nota de trsiteza.
- Você acha que me perdeu? - Passei a mão no cabelo, apoiei o cotovelo no joelho - Acha que a distancia pode fazer isso? - Deixei a pergunta pairar. Respirei fundo e soltei o ar ruidosamente - Por que se deixou me perder?
- A distancia nos separou - Ele era sempre de poucas palavras.
- E você não fez nada para mudar isso, não é mesmo?! - Mordi o lábio com força, até sentir o gosto acre de sangue. Merda.
- Nem você - Ele despejou. Eu tive vontade de bater nele.




"And the worst part is
Before it gets any better

We're headed for a cliff And in the free fall I will realize
I'm better off when I hit the bottom "

- Te ligar, te procurar, te mandar recado, puxar assunto nas raras vezes em que te vi no msn, te mandra um beijo pelo Pedro, não são nada? Eu fiz o que pude, foi pouco, mas ainda assim, foi muito mais do que
você fez!
o silencio pairou. Eu sentada no banco em frente ao meu colégio e ele dentro do dele. Um dia chuvoso, monocromático - só mais um dia sem Esperança. Podia ouvir o barulho atrás dele, mas era como se não chegasse até nós, como se estivessemos distante de tudo e de todos.
- Pare de decepcionar a única pessoa que ainda se importa realmente com você. E pare de dar valor aquelas estúpidas tietes da elite.
- Elas são minhas amigas - Ele as defendeu.
- Elas só querem popularidade. Você é cego, não quer enxergar ou o quê?! - Ótimo, estavámos brigando. De novo. Eu me acalmei e voltei a falar com a voz mais calma. - Você tem que aprender a lidar com isso tudo, Aro. Antes que seja tarde demais.
- Eu sei lidar com elas - Afirmou ele, convencido de estar certo.
- Ah, é. Sabe mesmo?! Eu acho que não, pois se soubesse, estaria do meu lado agora e não do outro lado da linha - Retruquei com raiva.
- Eu vou em casa e já chego aí - Anunciou ele.
- Quer saber?! Não precisavir e quando eu desligar, não ouse me procurar. - Começou a chover no exato momento em que eu deliguei, e quase atirei o celular do outro lado da estrada do galeão.
Outra crise de nostalgia, surgindo como um ematoma, latejando sobre todo o meu corpo.

magic of the moon


Ela tinha o costume de observar o céu para descobrir o que o futuro traria para sua vida e tanto amava quanto odiava a sensação de que algo que ela desconhecia estava prestes a acontecer. A sua vida, um livro aberto a sua frente, cheio da mais bela história e mais um milhão de páginas em branco para serem preenchidas.
Ela suspira "Histórias, nossas histórias. Dias de luta, dias de glória".

"Keep your feet on the ground,
when you head is in the clouds"

Esperava algum tipo de magia vinda da Lua, que brilhava como prata sólida no céu estrelado acima dela. Queria que alguém roubasse a Lua para ela e queria ter por perto que a roubaria se ela pedisse. Queria poder rever as cenas como uma espectadora no cinema, ver a história se desenrolar e descobrir que o desfecho terminava em um final feliz.
Quase vivia de passado, era nostalgica até o final de suas fíbras - não, ela tornou-se nostalgica até o final das fíbras. Fez uma prece silenciosa a Lua, pedindo um pouco de magia para sua vida, para que tudo desse certo enfim.
Não se sabe o que houve com a Lua naquela noite, que fez
sua prata ficar líquida, talvez as lágrimas da filha a tenham

dado uma dor demasiada e compaixão.
Uma estrela caiu do céu.
Algo se agitou dentro da menina, mas ela não queria se precipitar. Afinal, já vira muitas estrelas cairem, embora algumas tenham passado por sua vida, nenhuma delas era a sua estrela. Fez o que sempre fazia, manteve os pés nós enquanto a cabeça estava nas nuvens, na modesta Esperança e no profundo desejo de que áquela fosse a sua estrela.

a minha única exceção, o meu melhor amigo

Ao som de The Only Excpetion, Paramore

Perdidos? Jamais estaremos, temos um ao outro. Eu olho para você e estou em casa, não importa se as coisas não estão bem, só de saber que você pensou em mim, eu fico bem e sempre ficarei.
Você é o único capaz de cuidar de mim. E me salvar de mim mesma. Você tem aquele brilho que me traz a vida, me faz sorrir pelo motivo mais bobo do mundo e se a gente briga, não conseguimos permanecer brigados.
Talvez as coisas não sejam permanentes, sejam só passageiras. Talvez o destino te tire de mim, como ele está tentando fazer. Talvez o amor não dure e nada seja para sempre, talvez tenhamos que fingir que tudo vai ficar bem mesmo que não fique. Talvez eu tenha que sorrir chorando.
A muito tempo eu prometi que não deixaria nada me fazer infeliz, me dar tudo só para eu perder depois, mas agora eu sei que vale o risco.
Você sempre será aquele que salvou minha vida, o amigo mais fiel, minha amizade mais complexa e a prensença mais bem vinda. É para os braços de quem eu correrei no final e eu sempre estarei lá para você. Tudo smepre acaba se resumindo a nós dois juntos.
Eu sei o que está acontecendo a minha volta e como você faz falta, mas eu não sei como vou curar sua ausência. Eu sei que uma hora você terá que se levantar e ir embora, então que a intensidade seja maior que o tempo.
Eu sei que tudo isso foi real e que você é a minha exeção. Embora tudo só fique mais difícil a cada dia, eu não vou desistir e sei que você também não vai. Nós entramos nesse barco juntos e vamos remar juntos.
Eu acredito nisso, acredito em mim e em você e em nós dois. Porque eu preciso de você, minha exeção e eu não vou deixá-lo ir, custe o que me custar. Minha única exceção e meu melhor amigo.

Atlas


Ela vive em uma linha tênue, entre a felicidade e a tristeza, perdida entre os sonhos e a realidade, tentando ser forte o suficiente, para que, mesmo sem Esperança, sobreviva.
Brilha, oh estrela guia, do mesmo modo de sempre e rouba a cena sem fazer esforço, sendo quem é - uma Rainha. No entanto, ninguém diz que ela é Atlas, condenada a tortura de sustentar o peso dos céus. Sorrindo hipocritamente, fingindo não enxergar e não ter problemas, enquanto tenta consertar tudo, quem diria?
Ela só está esperando ter um ínfimo de força, para em vez de fugir, finalmente perseguir seus demônios. Mas sem esperança - sua força - ela jamais poderá lutar e ela está sosinha num lugar tão lotado quanto vazio, cheio do nada incompleto e um milhão de lembranças felizes que só a cortam.
Dizem que quando se têm tudo, não há mais nada que se possa querer. É mentira, pois há sim, uma única coisa que se possa querer: o para sempre. Ela teve tudo e pode muito bem dizer, a horrível sensação de perder.
Ela foi a pessoa mais feliz do mundo e hoje é só uma garota solitária, tentando achar o caminho de volta para casa. Tudo que ela quer, é estar em casa.

Desejos, wishs, desidere, désirs..

Ao som de Airplanes, B.o.B. feat. Hayley Williams.

Eu podia arrumar um meio de voltar àqueles dias simples, porque hoje em dia as coisas são confusas demais para que eu possa entender. Tudo ficou uma bagunça e as coisas ficaram turvas, então eu me pergunto o que aconteceu com todo o brilho, o glamour, a festa e a alegria estampada nos nossos rostos.
Acho que tudo se perdeu no meio do tempo, ou melhor, na falta de tempo e no joguinho escroto que a vida fez conosco. E por mais que nós esperemos e rezemos, tenhamos toda a Esperança do mudno, as coisas não mudam, não voltam, não melhoram...
Então tudo se desenrola, o mundo da voltas e ganhamos outra chance, mas não é exatamente uma chance, se não temos o que queriamos para ser completos, nossos planos fracassam e nós só temos um único desejo que jamais será atendido.
"Qual seria seu pedido se pudesse fazer só um?". Eu pediria eles, eu pediria ter tudo como era antes, nós pediríamos uns aos outros.
Eu vou arrumar um jeito de fazer tudo dar certo, antes que tudo se acabe. Eu vou fazer um milhão de pedidos, de desejos, até que o que eu quero se realize, eu vou correr atrás do que nós foi tirado e luto até contra o destino se preciso. Eu só não aceito perdê-los.
Alguém me leve de volta aos dias, ao tempo em que não precisávamos fazer força para sobreviver e simplesmente abraçavamos uns aos outros, não porque a saudade doia, mas pelo prazer de ter a presença deles todo dia.
Muito antes de o tempo ser curto e a tristeza e o medo virem em ondas que nós quase não pudemos suportar e os dias ruins começarem, não por causa de pesadelos, de sonhos, mas sim pela realidade e pela falta das pessoas naqueles corredores lotados.
Acho que tudo perdeu a relevancia, e se eu pudesse fazer um pedido, eu voltaria àqueles dias e eu faria alguns desejos aos aviões, se me faltassem estrelas.

this is my happy ending




- Você acedita em finais felizes? - Aro a encarou sério, esperando sua resposta para continuar com as palavras que a tempo demais estavam presas na garganta.
Chovia uma garoa fina e persintente. De baixo do guarda chuva preto, ela o fitou.
- Eu não acredito em finais, porque as melhores histórias, nunca acabam realmente - Luna respondeu, encostando a cabeça no ombro do melhor amigo, como era de seu costume.
- Mas, se fosse para ter um fim, como você gostaria que ele fosse?
- Melhor do que isso, impossível. Finalmente os invencíveis estão juntos novamente, nossa amizade está mais forte do que nunca. O que mais eu poderia pedir?
- Tem certeza que não lhe falta mais nada? Uma coisa que você quer, mas não admite querer porque tem medo que eu não sinta o mesmo? - Ele a encarou dubiamente.
- Não - Ela mentiu, ele percebeu. Ele entendia, tantas vezes a deixou por culpa da maré que os jogava contra as pedras, que ela sempre mentiu para poder fazê-lo se sentir melhor.
- Você não precisa fazer isso, não mais. Eu percebi que não adianta nada eu jogar tudo para o alto e partir seu coração, se eu vou sempre voltar para você. Não importa o que aconteça, ambos sabemos que vamos ficar juntos. Você não precisa mentir, porque eu não vou mentir e vou dizer, como nunca disse, que eu te amo Luna e que sempre vou amar.
Ela se jogou nos braços do melhor amigo, as lágrimas saltando dos olhos, caindo em cachoeira, de modo que ela não foi capaz de controlar. O guarda-chuva girava no chão, solitário, enquanto ela estava tão perfeitamente bem.
- "Mas se tu me cativas, nós teremos nescessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Ele a beijou, doce e gentil, como sempre. Tratando-a como a boneca de porcelana, que por dentro de toda a camada de força e poder, ela era.
Luna imaginou aquela cena tantas e tantas vezes, que parecia meio estranho ver se realizando. Saber que agora que estava tudo certo, era realmente o fim. Bom, pelo menos parte do fim - essa história seria repassadas milhões de vezes por milhões de pessoas que presenciaram e leram a história da menina que teve tudo.
Era quase inacreditável, porque depois de tantas indas e vindas, eles finalmente ficaram juntos. Para sempre.

nada de Eternidade para mim


- Você tem uma escolha - A mulher de branco que me encarava e eu não conseguia acreditar ainda que era minha mãe, começou a falar com um tom tão sério que me fazia tremer - São duas opções, uma faca de dois gumes: por um lado, você pode ficar aqui, no seu paraíso particular, o lugar que você almejou em sonhos e desejo por tanto tempo, que acabou vivendo e se mantendo da Esperança de viver os dias dourados dos Invencíveis de novo. Ou, pelo outro, pode voltar a realidade, ao mundo duro, cruel, difícil, impossível - e todos os adjetivos mais que você costuma atribuir a ele - que você bem conhece, onde, não só seus amigos te esperam, como o resto do mundo, que clama por uma mudança que você nasceu para levar.
- Paraíso particular? Isso não é a realidade? Mudança que eu nasci para levar? - Eu expressei meu choque e confusão, despejando perguntas nela.
- Sim. Para todas as perguntas - Deu o sorriso brilhante que eu bem conhecia.
Eu cai em mim por um momento. Então nada havia sido real... O despertar no colo da Marina com Pedro e Aro me fitando, com o resto dos Invencíveis em volta... As roupas brancas que ressaltavam nossas auras e nosso brilho, por causa do laço que nos unia... Os risos, as brincadeiras, a certeza que tudo finalmente tinha ficado bem... Só um sonho, apenas um sonho...
- Mas saiba - Ela interrompeu meus devaneios - que se escolher ficar, há um preço.
- Um preço? Tipo o que?
- A realidade é um mundo paralelo e lá nada para. Enquanto você esta aqui, você esta morta lá, seu coração parou de bater e seus amigos pranteiam sua partida. Eles vão sofrer e o mundo não tomara o rumo que deveria se lá você estivesse para fazê-lo tomar. E se você não se decidir logo, ficará presa a eternidade daqui, pois seu corpo já não será capaz de sustentar sua falta, já estará frio e desconhecido para sua alma. O tempo está passando...
Eu olhei para trás e passei a mão pelos cabelos. Eu podia ficar ali, podia mesmo. Seria como sempre, no velho conto de fadas que me foi roubado a tanto tempo atrás. esta era a Eternidade que tanto esperei, a paz pela qual tanto rezei o fim que tanto quis. Mas eu deixei de acreditar em contos de fada no final de 2009, quando tudo se acabou diante dos meus olhos reveillon e desde então eu venho mantendo uma saudável distancia crítica que agora me diz que ficar na Eternidade não é certo, porque lá fora, em algum lugar, qualquer que fosse o mundo real, eles clamavam por mim e precisavam que eu estivesse junto deles tanto quanto o resto do mundo.
Um lágrima solitária escorreu de meus olhos...
- Eu te amo, mãe - Sussurrei abraçando-a.
- Mas...? - Ele me incentivou a continuar.
- Mas eles precisam de mim e por mais que eu queira ficar, eu não posso! Eu preciso da realidade, por mais cruel que ela seja. Tudo vai dar certo, e se não der certo porque ainda não chegou no fim. Porque tudo vai acabar bem! Porque eu os amo e isso é o bastante para mim!
- Então vá e faça o que deve ser feito, certo biscoito? - Ela me chamou do velho apelido e piscou.
- Certo, recheio - Eu retribui e quando pisquei, percebi que as coisas estavam diferentes, eu não estava no mesmo lugar.
Ouvi o choro, e soluçar, a falta de ar de várias pessoas que me cercavam, tomando consciente de que estava nos braços de alguém que me segurava forte contra o próprio peito, como se me soltar fizesse com que eu virasse pó. Foi então que aquele perfume tão conhecido me encheu as narinas e eu sorri, mesmo com toda a fraqueza de meu corpo moribundo - era o cheiro dele. O meu peito estava umido e quente - sangue, eu não precisei olhar para perceber. E alias, estava tudo molhado.
Eu estava de olhos fechados, os abri para um céu que parecia chorar a minha perda. Sim, chuva. resolveu chover e molhar tudo e todos. Ninguém me viu de olhos abertos, estavam virados - não suportavam olhar para mim e perceber a perda, talvez.
Lágrimas nos meus ombros, ele chorava minha perda. eu reuni todas as minha forças e fiz um movimento delicadamente: entrelacei meus dedos em seus cabelos negros.
- Paraíso - Ele sussurrou em meu ouvido - talvez eu tenha morrido contigo e esteja delirando.
- Não - engoli em seco - você não está.
Ele me fitou e vendo que eu estava viva, me beijou repetidas vezes. E eu poderia beijá-lo para sempre, mas quando dei por mim, estava cercada por todos os Invencíveis, a cabeça no colo da Marina, Aro e Pedro acima de mim, Irina e Matheus, Lara e Carol, Thais e qualquer um que eu pudesse pensar. Como se eu fosse o centro do universo - era justamente por isso que eu não poderia ficar sem eles, não poderia sumir e deixá-los, não seria justo. Uma Eternidade e nenhum paraíso era pálio para o meu amor e para a sensação que eu tinha ao estar com eles - os de verdade. E se fosse de ser, seria - para sempre assim, Os Invencíveis em sua essência pura e e nata. Mais brilhantes do que todas as estrelas do céu, o sol e a lua juntos, um única ceteza eu tive naquele momento, de que o bem e o amor superam tudo.

Now you get to watch her leave





- Lucas, eu não quero você - Eu disse de uma vez, sem muitas voltas, assim que o vi.
- Por que, Luna? - Ele me pergunta com lágrimas nos olhos.
- Eu não posso te dizer o real motivo - Eu respondo, me preparando para dar as costas a ele.
- Espere! - Ele grita. - É uam faca em mim!
- Eu não posso, você me odiaria e eu evitei isso tempo demais para jogar tudo na sua cara agora - Solto a mão dele.
- Volte! - Ele implora.
- Eu não vou - Sinto pena dele, porque o tempo todo foi uma mentira, tudo foi uam mentira.
- Eu te amei tanto, eu fui tudo que você quis de mim, eu me fodi por você o tempo todo enquanto todos me diziam que você não prestava! Eu te amo, Luna! Fica comigo - Ele se ajoelha.
- Não foi - Ele tentou.
- Você é exatamente como eles dizem, Luna - Ele cospe no chão - Uma vaca maldita, hipócrita, que não tem amigos de verdade e só está desesperada por popularidade. Que substitui aqueles que te ama, porque não está satisfeita com ninguém, só com os perfeitos Invencíveis - Ele bateu em meu rosto - Uma piranha vadia!
- Você não devia ter feito isso - Eu digo enfurecida, prestes a quebrar minha promessa de não contar a ele o motivo do fim.
Eu o empurro na árvore, tiro sua blusa, e o beijo, beijo com um desejo falso que nunca existiu, o desejo e sempre, arranho o peito e a barriga malhada dele. Eu permito que ele deslize as mãos pelo meu corpo, finjo tão perfeitamente, minto tão convincentemente, que ele de novo, acredita. Então me afasto de sua boca e sussurro em seu ouvido.
- Sabe aquela sensação quente, de que você esta, como fogo e polvora s econsumindo com a garota dos seus sonhos? - Eu ri, senti a Esperança vindo dele - É uma mentira. - Me afasto , pondo as mãos no peito dele - Você me amou tanto que se sufocou no veneno dele.
Ele me jogou no chão, na grama e tentou tirar minah blusa.
- Você vai ser minha! - Ele disse enfurecido.
- Eu nunca fui. E nunca serei. - O mordo e cravo minhas unhas nos braços dele, sinto elas abrirem caminho pela pele e então algo quente. Sangue.
- É por causa dele, sua vaca? - Ele me segura pelo pulso com força, já de pé.
- Você quer realmente saber? Quer saber de tudo?- Eu rio dele, como ele pode acreditar?
- Quero! - Ele segura meus braços acima da cabeça e tanta me beijar. Desiste por não obter o que quer - DIGA!
- Fique queto e me sinta queimando de amor por ele. - Eu sinto o veneno nas minahs palavras - Porque cada uma das vezes que você me beijou, eu quis ele e senti o gosto dele.
Ele saiu d ecima d emim, rolou para o lado e pos as mãos sobre o rosto.
- Eu sei que tenho um temperamento difícil e que estou terminando com você de novo. Mas dessa vez a culpa não é do meu temperamento - Respiro fundo, olho para ele, que se senta e me olha, pega minhas mãos e faz com que eu me sente.
- Não, a culpa não é sua, é minha. Então por favor fique, não vá! - Ele implora de novo - Não ve o quanto eu te amo? O quanto sou sincero? Por que faz isso comigo?
- Por que eu sou sincera - Tiro minahs mãos das dele.
- Então a culpa é sua - Ele poem a cabeça apoiada nos joelhos.
- Se você quer culpar alguém, culpe a si memso, não a mim! Você que começou tudo isso!
- E você esta terminando!- Ele argumenta.
- Você fala como se isso fosse uam história de maor, uma drama de final feliz!
- E não será?
- Não! - Passo a mão no cabelo - Você começou no dia em que me cobiçou, em que me desejou! Mas eu era de outro e você não devia ter se metido, você não devia ter me iludido! Scontece, que eu nunca deixei de ser dele e memso que eu nunca volte com ele, eu nunca serei sua. Porque não é assim que é para ser!
- Você é memso como eles dizem!
- Já que eu sou assim, vou te dizer o que jurei não dizer - Olho para ele - Você quem pediupor isso, não me culpe. Eu sei que eu fiz coisas, que eu disse coisas, e nós voltamos ao memso padrão, querido. Mas eu nunca fui sua e você se enganou o tempo todo, você acreditou nas mentiras.
Eu sou uam mentirosa!
- Eu amo o jeito como você mente! - Ele chora. - MAs se você tentar ir embora, eu te mato e taco fogo no seu corpo!
- Você pode tentar, mas você me ama demais para me ver queimar - Eu me levanto com a blusa e o casaco na mão - Isso nunca foi um conto de fadas para ter um final feliz. Eu peço desculpas, memso sabendo que é mentira.
- Você está voltando para ele? para os braços dele? Estão juntos de novo? - Ele se atrapalha com as palavras.
- Eu não voltei com ele, mas sempre irei para os braços dele. Ele é o meu mehlor amigo, eu o amo e sempre o amarei. O amo como nunca te amei - Vestida, comecei a dar as costas a ele que se levantou e me assistiu partir, com o coração na mão.



você e eu,

Rio de janeiro, 18 de novembro de 2010

Querido Aro,

E apesar de tudo e por causa de tudo, você me ensinou muito. Para ser sincera, você é a pessoa que mais me ensinou sobre a vida e meio duro para eu admitir isso, porque você também me decepcionou muito. Sei que ultimamente nós temos brigado muito, eu queria saber o real motivo disso - não é simplesmente diferença de opinião - porque brigar com você, sinceramente, acaba comigo.
Acaba como se o lugar onde você costuma ficar no meu coração começasse a arder e depois o mundo perde a graça. Como se uma das minhas estrelas preferidas do céu, perdesse o brilho (mas quando você ta perto fica tudo bem). É triste, por isso eu odeio brigar com você.
Mas de uns tempos para cá, tem sido inevitável, até a mais simples resposta se torna uma faca voado na direção oposta. Não é justo que tudo tome esse rumo, depois de tantos e tantos momentos juntos e felizes. Porque você faz parte da minha vida e mesmo que eu quisesse tirá-lo, não poderia. Você está associado a tudo que mais amo.
Você tem a capacidade incrível de me irritar, me deixar triste, me alegrar, que ni
nguém mais tem (you are the only exception (8) , e para ser sincera eu nem sei como você consegue isso, porque você faz sem tentar. Você ainda é presente na minha vida, mesmo com todas as brigas e todas as discussões, mas parece que tudo vai acabar com um final trágico - você saindo do colégio e nós dois brigados. Embora seja esse o caminho - quase? - inevitável, se for mesmo um fim e se tiver que acabar eu não quero que acabe assim.
Sei que não quero acabar tendo que dizer que te odeio, porque seria crueldade da minha parte. Não se engane, não é que você não mereça minha amizade, é só que nós dois já fizemos muitas besteira, no caminho que já era difícil, sabe-se lá como, nós o dificultamos mais ainda e perdemos o controle, e como um carro sem controle nossa amizade segue pela estrada prestes a bater num poste, a causar um acidente e então tudo irá pelos ares. É só que eu gostei, ou gosto muito de você para ver tudo que vivemos, as alegrias e tristezas, o que eu aprendi e o quanto eu mudei com você ser em vão, não valer a pena. Talvez eu minta ao dizer isso, mas eu quero tanto que ainda seja verdade, que minto feliz – em borá odeie mentir – : eu te amo , Aro Pontielli, o que você é para mim, ninguém jamais será. Dane-se os erros dos outros e os nossos erros, vamos recomeçar, você e eu? Amigos como no ano passado, como tudo deve ser?
É, acho que eu não minto ao dizer: eu te amo.
Se for para ter um final, que seja um final feliz.

da sua querida atrapalhada pela vida,


Luna Waldorf ;*

Hoje,


Querido Aro,

Hoje faz um ano que nós começamos a ficar. Lembro como se fosse hoje todos os acontecimentos anteriores. Eu terminando com o Nate, a Lara me contando de você e nós dois atrás do estacionamento do colégio - vulgo surubão - meio sem jeito, sem saber o que falar, sem coragem de olhar uma para o outro.
Você pegou minha mão, me levantou do chão, passsou a mão na minha franja, tirando-a dos meus olhos e me olhou docemente, de um jeito que só você foi capaz de me olhar, como se eu fosse o melhor de todos os prêmios.
Me envolveu nos braços e me beijou, seu beijo como poesia em meus lábios, foi fácil como respirar, de uma maneira instintiva e doce.
Doce como os dias que se seguiram, sob o sol com os beijos e todos os desejos.
Alguns deles me confundiram, pois ambos somos pessoas muito difíceis, me tiraram o caminho certo. Sei que tudo tomou um rumo diferente, que as coisas não são como deveriam ser, me desculpo por isso e por todas as vezes que tentei desfazer os nós que fiz, tocando novamene em nossas feridas, não permitindo que elas cicatrizem. Mas às vezes, não tocar no assunto é a melhor coisa a fazer.
Se eu soubesse como, juro que voltaria no tempo, e traria de volta as boas lembranças... Nós dois
na quadra poliesportiva do colégio, eu deitada sobre seu peito, escutando atenta seu coração bater, bater e bater mais forte. Fazendo promessas que não seriamos capazes de cumprir, só para ver nossos sonhos e Esperanças se dissipando com o vento e o passar do tempo. Se eu soubesse como, eu faria tudo dar certo, arrumaria um meio de todos nós termos nosso ''felizes para sempre'' , embora eu saiba melhor do que ninguém que contos de fada não existem.
Se eu ... Tantas coisas eu faria... Dividiria mais um milhão de lágrimas com você, brincaria d eroubar beijos e sairia correndo de encontro aos seus braços... Se...
Cansei de todos os se, hoje eu quero o hoje e nada mais. Cansei das fantasias. Hoje, faz um ano que nós começamos. Hoje, como a um ano eu me preparo para me despedir e dessa vez, que quero dizer adeus.
Porque eu não sei mais viver sem você, te olhar todos os dias e descobrir de novo que nenhuma Esperança negada o trará de volta.
Hoje faz um ano de nós dois, eu faço o memso pedido para a minha estrela: cuide do Aro, de-lhe um final feliz, memso que este não seja comigo.


''A velha novidade parece repetir um conto perdido que fez você partir''

beijosmil,
Luna Waldorf

Perdão


Nós chegamos ao fim da linha e eu lamento por tudo isso. Não por nos dois, mas pelo que esteve no meio, pelo terceiro angulo, quando tinhamos de ser nois dois todo o tempo.
Se uma estrela cruzar meu céu, se fou uma estrela cadente, ou a que mais brilhar - o que vier primeiro - eu vou fazer um único pedido: Que você seja feliz, meu amor.
Há um tempo atrás eu pediria você, como pedi no ultimo Natal - embora eu tenha te ganhado, eu talvez não seja o melhor para você. Eu parti sue coração e lamento isto mais do que tudo. O erro foi todo meu, a culpa é toda minha. Não vou mais fugir disso.
Você esta com a razão, mesmo não podendo me julgar - voce quase fez o memso que eu - vou deixar que me julgue. Vou deixar que faça o que quiser comigo, eu mereço.
Só não quebre a promessa que me fez, seja melhor o que eu - eu prometi não te magoar, e te qubrei em mil pedaços.
Eu sorri na despedida por você, para voce não sentir que eu sofri.
Agora você se foi pra algum lugar onde não posso te trazer de volta.
Peço perdão, espero que você repense sua escolha, pois mudará nossa vida por completo.
E eu te amo, A.

Novembro, ainda me lembro

Capitulo XVI - Oh, I need an ending

Ao som de When it Rains, Paramore

Agora é chegado um ponto em que não mais volta, porque nós nos destruimos, e quisemos continuar com isso até chegar a o fundo do poço. Ou voltamos um para o outro, ou seguimos para onde quer que a vida nos leve. Eu vou continuar brincando, destruindo corações - mas sempre pertencerei a só um não importa com quem eu esteja, porque foi o destino que quis assim e com ele não se pode lutar - e você também, destruindo o coração da unica garota que vai te amar além de todos os motivos possíveis, imagináveis e racionais.
Eu não sei como sobrevivi a isso, a tudo isso. Não sei como você sobreviveu. Estou tão cansada do meio termo, de um ''tempo'' e isso torna a questão. Eu preciso de um final, se não vamos ser como antes, se você não vai ficar e se explicar, vá embora. Sabe que estarei aqui quando e se votar, porque eu nasci para isso. Eu te amo mais do que acreditou-se ser possível pelo mundo, de forma tão absurda e plena, que isso me consome. Te amo tão copletamente que é difícil explicar e descrever como, já que nunca niguém amou alguém assim. Não estou exagerando, apenas sendo sincera.
Eu preciso de você e não te-lo é exaustivo, como a nescessidade de um final. Preciso de você como uma estrela precisa da lua, como o fogo e o gelo precisam um do outro para coexistir, tão opostos sem se destruir.
Apenas me de o prazer de poder de abraçar todos os dias e me despedir ao final desse ano, me de o prazer de saber que você vai cumprir ao menos duas promessas que me fez, dos montes que eu já lhe pedi, as duas primeiras: nunca me esquecer e ser para sempre o meu melhor amigo. Me de o prazer de saber que você está bem e feliz e que se eu não ficar com você, pelo menos ache alguém que é o suficientemente boa para você e mesmo que ela seja uma vagaba eu a aceitarei se te fizer feliz e ser boa para você.
Em meus sonhos, você sempre estará comigo, sempre vai voltar e fazer dar certo, sempre vai cuidar de mim. Nós meus sonhos nós somos felizes para sempre na Terra do Nunca, o que me motiva ainda mais achar um meio de fugir daqui para lá.
E mesmo com a cabeça nas nuvens, eu mantenho os pés no chão, sei que um dia este castelo vai cair de vez - já começou a cair amuito tempo -, todas as estrelas do céu vão despencar e os sonhos serão só sonhos, afinal. Mas eu prefiro te-los e nunca deixar de acreditar que você vai voltar e tudo vai se acertar... Não custa sonhar, vai valer à pena esperar e precisar tanto de você.
E eu não ligo mais para onde o futuro vai me levar, desde que eu nunca te esqueça.



We don't miss a thing (...)
And Oh oh how could you do it?
Oh I - I never saw it coming
Oh oh I need an ending
So why can't you stay just long enough to explain?And when it rains
Will you always find an escape?
Just running away from all of the ones who love you
From everything
You made yourself a bed at the bottom of the blackest hole
You'll sleep till May and you'll say that you don't wanna see the sun anymore.
Take your time
Take my time
Take these chances to turn it around
And take these chances and make it somehow
Take these chances to turn it around
Just turn it around...
You can take your time
Take my time(...)

Oh oh, I need an ending

Novembro, ainda me lembro
de como tudo começou...
E do gosto que senti quando você me beijou

FIM
 
By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana