Novembro, ainda me lembro



Capitulo IX - That everything, everything ends

Ao som de Meet Me On The Equinox, Death Cab For Cutie

Vou te contar como tudo começou em um resumo bem sucinto mas detalhado, para que você se lembre de porquê exatamente você esta aqui, eu disse a mim mesma.
Tudo começou no dia 21 de agosto de 2006, quando eu entrei no colégio, ali eu soube que meu destino me encontraria, no exato momento que eu cruzei aquele portão de ferro. O ano se passou, perdi minha mãe no dia 23 de fevereiro de 2007. Mais um ano se passou, um ano no qual eu fiquei perdida, indo na onda dos outros, um costume que não era meu. Vivi sem esperança, por tempo demais e sem me dar conta disso procurei arduamente por ela. Eu não a encontrei, ela me encontro. Ou melhor, eles. A Esperança me veio furtando minha paz e sentido de viver, me dando algo a que acreditar e que cuidaria de mim, em três encontros que fizeram meu coração aumentar vertiginosamente ao quíntuplo de seu tamanho em cada um dos encontros, preenchendo cada um dos menores espaços, até eu estar completamente tomada por eles: Pedro, Aro e Dado, que eram quase uma pessoa só. Não havia divisão, eu amava aos três ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, sendo eles o meu próprio centro do universo. Aquilo era amor, amizade e fortaleza- a única coisa que poderia me destruir - provocado em mim, uma necessidade intensa deles, ao ponto de doer, como a necessidade de uma droga. Eles eram e sempre serão meus melhores amigos. No ano seguinte, depois de e ter ficado afim de Dado e Pedro, comecei a ficar com tad, um dos meninos mais cobiçados do colégio e uma das amigas dele veio puxar assunto comigo. E aquele recado no orkut mudou minha vida. De novo. Me tornei amiga da Lara, a melhor amiga de Aro, mas meu amor era grande, eu podia lidar com aquilo - mal eu sabia que seria mais do que ela. Lara me apresentou Irina, Carol e Marina. A relação que se estabeleceu entre nós era algo tão forte, tão bonito, uma amizade tão intrigante que novamente meu coração cresceu, não como da outra vez, as cresceu. E no fim do ano, quando a ameaça de ele sair do colégio foi grande demais eu e aro nós aproximamos muito, e... eu me apaixonei por aquele que eu jurei jamais me apaixonar: Aro. Mas eu só descobri isso, no dia em que depois de brigarmos e fazermos as pazes, ele me contou que gostava de outra. Trazendo ao meu verão noites tão mal dormidas regadas a lagrimas e frustração. Me preparei para tudo, sem nunca alimentar aquela Esperança em meu peito que pedia para ser alimentada. Quando ele era própria Esperança em mim. No dia 5 de abril, por algum motivo nós voltamos, paralelo a isso, minha relação e aliais, a relação de todos Os Invencíveis - como peguei o costume de nós chamar, depois de eu e Irina cantarmos Lua de Cristal aos berros e lágrimas no ultimo dia de aula - quebrava e se dissolvia no vento. Irina e Marina, quase não falavam mais com Carol e Lara. Irina e Saulo terminaram e ela estava com Matheus agora. Carol terminou com Vinícius, Marina encontrou um pokemom, Lara continuava no vai e vem com João - um garoto do comdomínio dela. Marina e Pedro brigavam todo dia, Aro disse que Raquel e Paula eram suas melhores amigas de brincadeira, mas toda brincadeira tem um fundo de verdade, como ele mesmo me ensinou. Thiago estava lá, mas não queria estar. Então a maré ruim me atingiu, eu passei a gostar de Lucas - Besta - e contei tudo a Aro. Bem, menos que se eu não o tivesse traído não o teria escolhido, não contei que ele foi e sempre será o amor da minha vida, mesmo que nós estivéssemos nesse rolo a 8 meses e eu o conhecesse a 2 anos e só tivesse descoberto isso a uma semana. Eu e aro terminamos. Eu poderia e estava conseguindo lidar com a perda dos Invencíveis, mas perder Aro era além do meu limite. Ele era a base, o chão, o eixo, o tudo. Eu também não contei a ele a maior de todas as verdades, inevitável e presente como a chuva no entardecer dos dias quentes de verão: que minha vida se resume no que eu vivi com eles, com ele. Nós éramos Os Invencíveis. Então, como deixamos de ser? O que houve com a maior de todas as forças, que estava alterando o curso da história e mudando o mundo, como era de seu destino? O que seria capaz de vencer o invencível? Eles mesmos, nós mesmos. Deixamos de acreditar no final feliz que nos foi destinado, desistindo dos desafios, cansados de lutar, naquele processo exaustivo - parte de algo maior que nos daria entendimento, conhecimento para situações futuras. Lutas que não acabariam nem mesmo com a morte. Almas abençoadas que ficaram cegas como tempo, ou melhor, com a falta dele. O ser humano teme o que desconhece, mas não nos julguem, não nos culpem, mas era tudo muito diferente da rotina inovadora e surpreendente a qual nos acostumamos. Precisávamos nos reinventar - mantendo a essência - para estarmos prontos para a luta no novo terreno. Mas nós não enxergamos isso. A saudade era incomoda, principalmente porque sabíamos que em breve nos separaríamos ainda mais. Por quê um ano de tortura e despedida? Para provar que somos merecedores do tudo, do todo. E nós também não enxergamos isso. Ou talvez só não fossemos merecedores. ''Fiz o que foi necessário para ser feliz. Mas me esqueci que a felicidade é um sentimento simples, podendo encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade'' Em plena juventude eu tentei me matar (14 anos). Despertei no hospital ainda meia absorta por minhas cruéis e verdadeiras conclusões e ouvia música de fundo, uma de minhas preferidas.





Encontre-me no Equinócio Encontre-me no meio do caminho Quando o sol está posicionado em seu ponto mais alto No meio do dia Deixe-me te dar meu amor Deixe-me tomar sua mão Enquanto andamos na suave luz Oh querida entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Encontre-me no seu melhor comportamento
Encontre-me no seu pior Pois lá não haverá pedra não virada ou bolha deixada para estourar Deixe-me deitar ao seu lado, querida Deixe-me ser seu homem E deixe nossos corpos se entrelaçarem Mas sempre entenda Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo termina Que tudo, tudo, tudo termina Uma janela Uma tumba aberta O sol se rasteja
Através de seu quarto Uma luz Uma sala de espera Sua ultima respiração Se movendo através de você Enquanto tudo, tudo se termina


Me deparei com a enfermeira que me interpelou:

- Mas por quê, por quê?
Eu respondi sucinta, lúcida, plena de minha dor e com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
- Sem Esperança!


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Oi, meus amores e amoras ( minha professora que fala isso \z
Sei que não tenho respondido aos comentários e devos fazer isso em breve, só estava meio atolada com os trabalhos de Sala de Leitura - uma de minhas matérias preferidas - porque a professora pediu para continuarmos a história que ela deu e eu fui escrevendo umas 4 páginas viajando na maionese, mas ficou legal. Se quiserem depois eu posto, é sobre uma mulher chamada Raquel que se apaixona pelo amigo do tio que junto a ele esta tentando revolucionar a Rússia. Beijos, meus queijos ;*

Um comentário:

  1. Muito lindo esse teu conto,Julia! Bela participação!beijos,chica

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By Biatm ░ Cr�ditos: We ♥ it * Dicas e tutoriais da Jana